Curiosidades da Maçonaria

Curiosidades da Maçonaria 🎖️ 11 anos de Conteúdo Maçônico
✒ Autor: Luciano J. A. Urpia (M.I.)
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O "Curiosidades da Maçonaria" é o resultado de pesquisas particulares de um Mestre Maçom Historiador, ao longo de alguns anos, daí a página ser uma mescla de Maçonaria e História. É produzida a cada dia com muito cuidado, para aqueles que pertencem ou simpatizam com a Ordem Maçônica.

Roy Luria (רועי לוריא) é doutor em ciência política pela Universidade de Coimbra e dedica-se há anos ao estudo da místic...
19/09/2026

Roy Luria (רועי לוריא) é doutor em ciência política pela Universidade de Coimbra e dedica-se há anos ao estudo da mística judaica, uma jornada que o levou à Escola de Mário Sabán e ao Seminário Rabínico Etz Chaim, onde aprofunda a tradição cabalística. É membro da Grande Loja de Israel e atualmente um dos idealizadores do site www.masonica.com.br, além de grande parceiro do Canal .
📐 CURIOSIDADES DA MAÇONARIA
Por Luciano J. A. Urpia

Este é o avental maçônico de James Monroe, 5º presidente dos Estados Unidos, datado de 1786. Está em exibição no "Museu ...
18/09/2026

Este é o avental maçônico de James Monroe, 5º presidente dos Estados Unidos, datado de 1786. Está em exibição no "Museu James Monroe", em Fredericksburg, Virgínia (908 Charles Street). Monroe recebeu a peça ao ingressar na Loja de Fredericksburg, atual Loja Maçônica "Fredericksburg nº 4", e ela é o único objeto conhecido que sobreviveu de sua ligação com a Ordem.
A trajetória maçônica de Monroe começou em 9 de novembro de 1775, quando foi iniciado aos 17 anos na Loja de Williamsburg, durante seus estudos no College of William and Mary. Suas mensalidades foram pagas até outubro de 1780, mas não há evidências de que tenha alcançado graus superiores. Em 1786, já com 28 anos e estabelecido como advogado em Fredericksburg, filiou-se à Loja local, onde recebeu o avental hoje preservado. Após esse período, os registros tornam-se escassos: entre 1786 e sua morte, em 1831, quase nada se sabe sobre suas atividades maçônicas.
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Por Luciano J. A. Urpia

Você sabia que o primeiro ataque documentado contra a Maçonaria veio de um cientista? Robert Plot (1640–1696), membro da...
17/09/2026

Você sabia que o primeiro ataque documentado contra a Maçonaria veio de um cientista? Robert Plot (1640–1696), membro da Royal Society e primeiro curador do Museu Ashmolean, publicou em 1686 sua "História Natural de Staffordshire", onde reconheceu a existência de Lojas Maçônicas muito semelhantes às atuais, mas atacou a instituição com descrença. Ele descreveu a admissão de candidatos com luvas e esposas, refeição segundo o costume, sinais secretos de reconhecimento e o dever de todo maçom aceito de ajudar um irmão desconhecido, mesmo que esteja "no alto de uma torre".
O problema é que Plot não se limitava a descrever: ele ridicularizava a narrativa histórica que os maçons apresentavam. A lenda dizia que a Maçonaria foi trazida à Inglaterra por Santo Anfíbalo, comunicada a Santo Albano, e depois confirmada pelo Rei Athelstan, cujo filho Edwyn teria obtido uma Carta Régia e convocado os maçons em York. Plot rebateu ponto por ponto: Athelstan nunca se casou nem teve filho legítimo com esse nome; e a suposta aprovação por Henrique VI era impossível, pois no terceiro ano de seu reinado o rei tinha menos de 4 anos, e, pior, um ato do Parlamento daquele período teria abolido a sociedade, punindo com prisão e multa quem participasse de capítulos maçônicos.
Plot concluiu admitindo que suspeitava haver "outros segredos" que ninguém conhecia além dos próprios maçons, "talvez tão ruins quanto esta própria História do ofício".
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Por Luciano J. A. Urpia

Uma forte polêmica tomou conta do Judiciário francês após o Colégio de Ética dos Juízes emitir um parecer apontando inco...
16/09/2026

Uma forte polêmica tomou conta do Judiciário francês após o Colégio de Ética dos Juízes emitir um parecer apontando incompatibilidades éticas entre a magistratura e a Maçonaria. A decisão, que gerou indignação por ter sido fundamentada em buscas superficiais na Wikipédia, motivou um alerta solene assinado por doze ordens maçônicas e enviado ao presidente Emmanuel Macron e ao Ministério da Justiça.
Nas cartas, as organizações classificam o parecer como um ataque direto às liberdades constitucionais de associação e de consciência. Elas relembram que a perseguição aos maçons é histórica em regimes autoritários, como ocorreu durante a ocupação nazista na Segunda Guerra, e citam jurisprudências internacionais, como a do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, para reforçar que obrigações de sigilo e fraternidade jamais se sobrepõem à lei ou à imparcialidade judicial.
Diante do impasse, os signatários solicitaram que o Ministro da Justiça encaminhe oficialmente a questão ao Conselho Superior da Magistratura (CSM). O objetivo é garantir que os direitos fundamentais dos magistrados sejam respeitados e evitar que o estigma criado force a saída de juízes de entidades filosóficas e filantrópicas centenárias.
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Por Luciano J. A. Urpia

A Guerra do Paraguai (1864-1870), maior conflito armado na história da América do Sul, teve como estopim o aprisionament...
15/09/2026

A Guerra do Paraguai (1864-1870), maior conflito armado na história da América do Sul, teve como estopim o aprisionamento do v***r mercante brasileiro Marquês de Olinda em novembro de 1864, no Rio Paraguai. A embarcação conduzia Frederico Carneiro de Campos, recém-nomeado presidente da Província de Mato Grosso. Após o apresamento, as bandeiras imperiais foram retiradas e, segundo relatos da época, destinadas pelo ditador Francisco Solano López para servirem de tapete em Assunção e Humaitá. A equipagem e os passageiros foram feitos prisioneiros; a maioria, incluindo Carneiro de Campos, faleceu no cativeiro devido às privações.
Nesse contexto, o curitibano Fidêncio Lemos do Prado, nascido em 21 de setembro de 1844, alistou-se voluntariamente em Curitiba no dia 25 de janeiro de 1865, aos 21 anos. Incorporado ao 27º Corpo de Voluntários da Pátria, combateu durante os cinco anos do conflito. Em sua fé de ofício, constam registros de sua participação em diversas batalhas, incluindo a de Tuiuti, onde sofreu um grave ferimento na cabeça. Após a recuperação em hospital de campanha, retornou ao serviço ativo até a desmobilização de sua unidade ao fim da guerra.
O episódio mais notável da trajetória militar de Fidêncio ocorreu em 5 de janeiro de 1869, data da ocupação de Assunção pelas forças aliadas. Na patente de alferes, Fidêncio adentrou o palácio presidencial abandonado e, ao inspecionar o gabinete de Solano López, localizou uma bandeira imperial brasileira estendida no chão. Baseado no depoimento de prisioneiros paraguaios, ele identificou o pavilhão como um dos pertencentes ao Marquês de Olinda. O militar recolheu o objeto e o conservou consigo pessoalmente durante décadas. Em setembro de 1922, durante as celebrações do Centenário da Independência no Rio de Janeiro, Fidêncio Lemos do Prado entregou a relíquia histórica ao Museu Histórico Nacional, onde permanece acervada.
Fidêncio foi iniciado na Maçonaria em 22 de maio de 1912, aos 68 anos de idade, na Loja Estrela de Imbituva, em Imbituva, Paraná. Faleceu aos 82 anos de idade
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Muitos aceitam como verdade que o Grande Oriente do Brasil (GOB) foi fundado no Rito Adonhiramita, em 17 de junho de 182...
13/09/2026

Muitos aceitam como verdade que o Grande Oriente do Brasil (GOB) foi fundado no Rito Adonhiramita, em 17 de junho de 1822. Mas onde estão os documentos que provam isso? Não existem. As "histórias" de autores como o Irmão Penn e Mello Moraes são memórias cheias de erros e datas duvidosas, que não podem servir como prova confiável.

Analisando as atas das primeiras sessões do GOB, não há nenhuma menção a rito até a 5ª Sessão, em 12 de julho de 1822. Nessa ata, aparece a expressão "adoptada a Maçonaria dos Sete" — ou seja, o Rito Moderno, que tem sete graus. Também se fala em "Nova Adopção" e na abolição dos graus do Rito Adonhiramita. Se o rito fosse o Adonhiramita desde a fundação, por que haveria uma "nova adopção" e a abolição de graus antigos?

Nas sessões seguintes, as evidências se acumulam: propostas para elevar irmãos ao Grau 4 do Rito Moderno, a concessão do Grau 7 (Rosa Cruz) a José Bonifácio, e a iniciação de D. Pedro com o nome heróico de Guatimosim. Tudo indica que o Rito Moderno foi adotado desde a fundação do GOB, em 14 de junho de 1822. O resto é lenda.
Fonte: PROBER, Kurt. A Bigorna: Boletim Noticioso e Novidadeiro. [S.l.: s.n.], n. 69, fev. 1983.
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Por Luciano J. A. Urpia

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12/09/2026

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Na noite de sábado, 5, para domingo, 6 de setembro deste ano, a fachada da sede do Grande Oriente da França, na rua Cade...
11/09/2026

Na noite de sábado, 5, para domingo, 6 de setembro deste ano, a fachada da sede do Grande Oriente da França, na rua Cadet, em Paris, foi alvo de pichação.
A inscrição dizia: "Você exerce sua influência nas sombras. Nas sombras, longe do povo." O texto não estava assinado, mas, segundo a publicação, poderia ter vindo de qualquer teórico da conspiração, e existem muitos deles.
O Grande Oriente, é claro, apresentou queixa imediatamente.
Fonte: hiram.be
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Joaquim Vital da Cunha Sargedas nasceu em Lisboa, em 28 de abril de 1812, e faleceu na mesma cidade, em 10 de outubro de...
09/09/2026

Joaquim Vital da Cunha Sargedas nasceu em Lisboa, em 28 de abril de 1812, e faleceu na mesma cidade, em 10 de outubro de 1878. Começou sua vida religiosa como membro da Congregação do Oratório, uma ordem de padres seculares. Após a extinção dessa congregação, em 1834, seguiu outros caminhos: serviu como oficial do exército, foi professor primário, ocupou cargos públicos, trabalhou como jornalista, tornou-se um ator de renome e, finalmente, foi ordenado sacerdote em 1856.
Ganhou fama como orador sacro (pregador) e como grande benemérito, ou seja, alguém que presta relevantes serviços à sociedade. Destacou-se especialmente no apoio espiritual que ofereceu às vítimas da epidemia de febre amarela que atingiu Lisboa em 1857, arriscando a própria vida para confortar doentes e moribundos. Por esse ato heroico, recebeu a comenda da "Torre e Espada". Além disso, exerceu a função de cantor na Sé (catedral) de Lisboa.
Na Maçonaria, foi iniciado em 1845 na Loja "27 de Julho", em Lisboa, filiada ao Grande Oriente Lusitano, adotando o nome simbólico de "Egas Moniz", que depois mudou para "Massillon". Participou também da Loja "União Independente", da qual foi um dos fundadores em 1860. Chegou ao grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito e foi membro efetivo do Supremo Conselho.
Curiosamente, Sargedas não é um caso isolado. Ao longo do século XIX, uma infinidade de clérigos importantes, padres, bispos, abades e até cardeais, envolveu-se ativamente com a Maçonaria, muitos deles fundando lojas e ocupando altos cargos na hierarquia maçônica. Tudo isso num período em que a Igreja Católica oficialmente perseguia os maçons, excomungava-os e os tratava como inimigos da fé. É, no mínimo, irônico que tantos homens de Deus tenham encontrado nas Lojas Maçônicas um espaço de convívio, reflexão e interação, enquanto a instituição que representavam os condenava. Talvez isso diga menos sobre esses clérigos e mais sobre o quanto a hierarquia eclesiástica, ainda hoje, insiste em manter uma postura anacrônica diante da História, negando, perseguindo ou silenciando aquilo que, na prática, sempre fez parte de seu próprio seio.
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Ernst Florens Friedrich Chladni nasceu em 1756 na Alemanha, em uma família de acadêmicos. Seu pai queria que ele fosse a...
08/09/2026

Ernst Florens Friedrich Chladni nasceu em 1756 na Alemanha, em uma família de acadêmicos. Seu pai queria que ele fosse advogado, mas Chladni abandonou o Direito para se dedicar à física. Ele ficou famoso por inventar uma técnica que mostrava, com areia sobre placas de metal vibrantes, desenhos geométricos chamados "figuras de Chladni". Esses padrões ajudaram a entender como o som se propaga e ainda são usados na fabricação de instrumentos como violinos e violões. Por esse trabalho, ele é considerado o "pai da Acústica".
Além do som, Chladni também estudou meteoritos. Na época, quase ninguém acreditava que elas vinham do espaço; achavam que eram de origem vulcânica. Chladni publicou um livro em 1794 defendendo que os meteoritos vêm de fora da Terra, o que depois se provou verdadeiro. Por isso, muitos o chamam também de "pai da meteorítica". Ele viajou pela Europa mostrando seus experimentos, inventou instrumentos musicais de vidro e morreu em 1827, deixando um grande legado para a Ciência.
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