Curiosidades da Maçonaria

Curiosidades da Maçonaria Maçonaria & História
✒ Autor: Luciano J. Urpia | Historiador - Mestre Maçom
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O "Curiosidades da Maçonaria" é o resultado de pesquisas particulares de um Mestre Maçom Historiador, ao longo de alguns anos, daí a página ser uma mescla de Maçonaria e História. É produzida a cada dia com muito cuidado, para aqueles que pertencem ou simpatizam com a Ordem Maçônica.

O Governo espanhol iniciou o processo para declarar o Templo Maçônico de Santa Cruz de Tenerife como um lugar de memória...
18/01/2026

O Governo espanhol iniciou o processo para declarar o Templo Maçônico de Santa Cruz de Tenerife como um lugar de memória democrática, um ato que visa reparar a distorção histórica e a repressão sofrida durante o Franquismo. O Diário Oficial do Estado (BOE) registrou o decreto que reconhece o edifício, inaugurado em 1920 para a Loja Añaza e outrora o maior centro maçônico de Espanha. Nas primeiras horas do golpe de 1936, paramilitares franquistas invadiram o Templo, apreenderam arquivos e, posteriormente, usaram-no para uma campanha de propaganda, chegando a afixar um aviso que convidava a população a visitá-lo para "alertar sobre os supostos objetivos obscuros da Maçonaria". O texto oficial lamenta que estas ações tenham difundido na cidade crenças falsas e infundadas, como a de que no local se realizavam "sacrifícios de crianças e rituais de bruxaria".
Este reconhecimento sublinha que a repressão franquista se estendeu muito além da perseguição política tradicional, atingindo tudo o que fosse considerado fora dos padrões católicos e do regime. "As pessoas tendem a limitar a repressão de Franco à esquerda ou ao nacionalismo, mas ela afetou tudo o que não era exclusivamente católico", afirma o historiador Gutmaro Gómez Bravo, da Universidade Complutense de Madrid. Para o especialista, a Lei contra a Maçonaria e o Comunismo foi a "espinha dorsal" de uma repressão que teve uma "peculiaridade clara" em Espanha. Após a invasão, o templo foi transformado em quartel-general da Falange até 1939, servindo depois como armazém e farmácia militar, antes de décadas de abandono.
O protocolo para classificar o edifício foi assinado pelo ministro da Política Territorial e da Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, em colaboração com a câmara municipal de Santa Cruz de Tenerife. O emblemático edifício de estilo neoegípcio, com suas colunas em forma de palmeira e esfinges na entrada, deverá receber em breve uma placa que oficializa o seu novo estatuto de lugar de memória histórica.
Fonte: elpais.com (9 de janeiro de 2026)
📐 CURIOSIDADES DA MAÇONARIA
Por Luciano J. A. Urpia

Denzel Washington não é maçom.
17/01/2026

Denzel Washington não é maçom.

Em 27 de maio de 1907, era inaugurada a primeira biblioteca pública do Território de Neuquén (Na Argentina). Batizada de...
16/01/2026

Em 27 de maio de 1907, era inaugurada a primeira biblioteca pública do Território de Neuquén (Na Argentina). Batizada de "Rivadavia", ela começou com 500 livros e funcionava apenas duas horas por dia, em uma sala do prédio do governo. Por trás dessa iniciativa, estavam nomes preeminentes da comunidade, como o governador Carlos Bouquet Roldán e Eduardo Talero. O que os unia, porém, ia além do civismo: todos eram maçons.
A fundação da biblioteca não foi um ato meramente cultural, mas uma estratégia deliberada. De acordo com os arquivos do Museu Paraje Confluencia, os maçons viam naquele espaço um "Templo do Conhecimento", erguido em resposta direta ao que chamavam de "obscurantismo religioso". A inauguração da primeira igreja da cidade, em setembro daquele mesmo ano, acendeu um alerta. Temendo que dogmas impedissem a propagação da cultura livre e do pensamento crítico, eles se anteciparam, criando uma instituição para o conhecimento livre antes que uma visão única de mundo pudesse se tornar hegemônica.
Dessa forma, a Biblioteca Rivadavia foi concebida como uma instituição de princípios. Seu verdadeiro propósito, mais do que emprestar livros, era promover a autonomia do pensamento através do conhecimento, garantindo acesso à informação para formar cidadãos livres. Esta história revela como a Maçonaria, em seus primórdios na região, atuou para moldar o progresso intelectual, utilizando o livro como o instrumento fundamental.
📐 CURIOSIDADES DA MAÇONARIA
Por Luciano J. A. Urpia

O assassinato em série de maçons tomou grandes proporções nos primeiros dias da eclosão da Guerra Civil Espanhola. Em 19...
15/01/2026

O assassinato em série de maçons tomou grandes proporções nos primeiros dias da eclosão da Guerra Civil Espanhola. Em 1936, as tropas coloniais espanholas em Marrocos revoltaram-se contra a república democrática; a revolta galgou rapidamente o estreito de Gibraltar e espalhou-se para quartéis no continente.
Em setembro de 1936, o Exército de África foi recompensado pelos seus êxitos quando o seu comandantem, o general Francisco Franco, assumiu a chefia militar e política da revolta. Ele adotaria o título de "Caudilho", o equivalente espanhol ao "Duce" ou ao "Führer".
Na Espanha nacionalista, o exército e milicianos de direita impulseram um reino de terror. A sua intenção foi ostensivamente proclamada: "expurgar" a Pátria dos seus "poluentes" políticos e culturais. Qualquer pessoa associada à República e às suas instituições, à esquerda política e até a modernidade secular podia ser detida, torturada e executada: sindicalistas e políticos, operários e camponeses, liberais e intelectuais, mulheres emancipadas e homossexuais. Dezenas de milhares morreram. Entre elas contavam-se muitos maçons.
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Por Luciano J. A. Urpia

André Pinto Rebouças nasceu no município de Cachoeira, na Bahia, em 3 de janeiro de 1838. Era filho de Antônio Pereira R...
13/01/2026

André Pinto Rebouças nasceu no município de Cachoeira, na Bahia, em 3 de janeiro de 1838. Era filho de Antônio Pereira Rebouças e Carolina Pinto Rebouças. O pai, filho de ex-escravizada e de um homem branco, foi um advogado autodidata, deputado pela província da Bahia e conselheiro do imperador Dom Pedro I. A família mudou-se para o Rio de Janeiro em 1846, onde André e seu irmão Antônio formaram-se engenheiros militares. Após especializar-se na Europa, ele projetou portos, atuou na Guerra do Paraguai e tornou-se um dos principais engenheiros do Império, dirigindo obras como as Docas da Alfândega e as Docas de Pedro II.
Monarquista e abolicionista convicto, Rebouças engajou-se ativamente na luta pelo fim da escravidão, sendo cofundador da Sociedade Brasileira contra a Escravidão. Defendeu propostas visionárias, como a reforma agrária para integrar os libertos à sociedade. Com a Proclamação da República, exilou-se junto à família imperial. Após a morte de D. Pedro II, em 1891, partiu para a África, onde passou cerca de 15 meses entre Angola, Moçambique e a África do Sul, trabalhando em projetos de desenvolvimento e assumindo publicamente suas raízes africanas. Desiludido com a exploração colonial e as dificuldades encontradas, mudou-se para a ilha da Madeira. Em 9 de maio de 1898, foi encontrado morto ao pé de um precipício em Funchal, em circunstâncias nunca totalmente esclarecidas.
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Por Luciano J. A. Urpia

Muitos maçons no Brasil, acreditando que os 25 Landmarks de Mackey são a lei universal da Maçonaria, enfrentam grande di...
12/01/2026

Muitos maçons no Brasil, acreditando que os 25 Landmarks de Mackey são a lei universal da Maçonaria, enfrentam grande dificuldade em compreender realidades maçônicas distintas ao redor do mundo. Essa compilação do século XIX, embora influente nas Américas, é apenas uma interpretação entre várias, e nem todas as Grandes Lojas, como a própria Grande Loja Unida da Inglaterra, a seguem estritamente.
Essa divergência surge porque o conceito de Landmarks se refere a princípios fundamentais e imutáveis, mas sua definição concreta nunca foi uniforme. Diferentes jurisdições, ao longo da História, elaboraram suas próprias listas ou interpretações sobre quais são esses "marcos antigos". A Grande Loja Unida da Inglaterra, por exemplo, segue os "Princípios Básicos para o Reconhecimento" (que são oito).
Para quem vive no Brasil, está corretíssimo defender os Landmarks de Mackey no que diz respeito à sua prática no país, porém, ao verificar como a Maçonaria funciona no resto mundo, alguns eventos causarão confusão, como por exemplo:
👉 O fato da existência da Maçonaria Feminina na inglaterra, que é reconhecida e apoiada pela GLUI (Mas como entidades diferentes e que não se misturam).
👉 A aprovação de um casamento homoafetivo entre dois maçons londrinos.
👉 A administração de uma Loja por um maçom cego, na Inglaterra.
👉 O veneralato de um maçom tetraplégico de nascença na Califórnia.
E você? Qual a sua opinião? Acha que as Lojas fora do Brasil estão em perjúrio ou entende que há regras diferentes das que seguimos em território nacional?
✅ Para saber maisou entender melhor esse assunto, adquira o livro "Curiosidades da Maçonaria: o Livro" (Link na Bio)
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Por Luciano J. A. Urpia

No mundo árabe, onde a Maçonaria opera abertamente apenas em Marrocos e no Líbano, a revista semanal "Maroc Hebdo" dedic...
11/01/2026

No mundo árabe, onde a Maçonaria opera abertamente apenas em Marrocos e no Líbano, a revista semanal "Maroc Hebdo" dedicou um extenso dossiê ao tema. Com cinco artigos, a publicação aborda desde a história discreta das Lojas no país até sua atual fase de maior visibilidade, rompendo um longo silêncio midiático sobre o assunto.
A Maçonaria chegou a Marrocos em 1867, por iniciativa de elites judaicas ligadas a redes consulares europeias, e permaneceu por décadas como um fenômeno marginal e socialmente exclusivo. Com o Protetorado francês (1912-1956), criou raízes nas cidades, integrada à dinâmica colonial como espaço de sociabilidade para europeus e uma minoria de marroquinos ocidentalizados. Após a independência, seguiu uma trajetória de normalização cautelosa, tolerada legalmente, mas sem buscar destaque público.
Atualmente, o cenário maçônico marroquino é plural, com diversas obediências, como a Grande Loja Nacional de Marrocos e a Grande Loja Mista de Marrocos, totalizando entre 300 e 400 membros, segundo a revista. Embora presentes em certos círculos de elite e mais ativas nas redes sociais, as Lojas mantêm uma existência discreta, marcada por mais de um século e meio de tensão entre tolerância institucional e suspeita social. Como resume uma das jornalistas do dossiê, trata-se de lugares onde se fala uma "linguagem simbólica", destinados ao autoconhecimento e ao aprimoramento pessoal.
Fonte: hiram.be
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Por Luciano J. A. Urpia

Andrew Jackson (1767–1845), foi o sétimo presidente dos Estados Unidos (de 1829 a 1837). Destacou-se inicialmente como g...
10/01/2026

Andrew Jackson (1767–1845), foi o sétimo presidente dos Estados Unidos (de 1829 a 1837). Destacou-se inicialmente como general e congressista. Sua filosofia política deu origem à chamada “democracia jacksoniana”. Seu legado, contudo, é ambíguo: embora seja celebrado como protetor dos trabalhadores brancos e da união nacional, também é amplamente criticado pelas suas políticas racistas, especialmente contra os povos indígenas.
Foi iniciado na Maçonaria antes de 1830, na Loja Harmony nº 1, em Nashville, Tennessee. Foi Grão-Mestre da Grande Loja do Tennessee de 1822 a 1824.
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Por Luciano J. A. Urpia

O que começou como uma medida interna da Polícia de Londres, exigir que agentes declarem filiação à Maçonaria, virou um ...
09/01/2026

O que começou como uma medida interna da Polícia de Londres, exigir que agentes declarem filiação à Maçonaria, virou um caso de interesse europeu. Instituições da União Europeia, o judiciário e Grandes Lojas continentais acompanham o desfecho atentamente, pois ele pode criar um precedente crucial sobre liberdade de associação e direitos fundamentais. A questão central é saber se a Maçonaria, que muitas vezes exige crença em um Ser Supremo, pode ser considerada uma “característica protegida” pela legislação de direitos humanos.
O caso interessa diretamente a vários países onde o tema já é polêmico. Em Portugal e na Suíça, por exemplo, há disputas judiciais sobre a obrigação de servidores públicos declararem vínculos maçônicos. Por isso, em Bruxelas e Estrasburgo, a decisão britânica é vista como um potencial modelo para outras nações, equilibrando transparência na administração pública com o direito à privacidade e à associação.
No fundo, o debate reflete um dilema das democracias modernas: como garantir a imparcialidade das instituições e a confiança do público sem cercear liberdades individuais? A polícia londrina alega que a medida restaura a credibilidade, e dois terços dos policiais apoiam a transparência. A Europa observa, pois a resposta britânica pode inspira, ou cautelar, muitos outros governos.
Colaboração: theguardian.com | gadlu.info
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Por Luciano J. A. Urpia

Em Orléans (França), a presença maçônica é histórica e ativa, muito além da imagem de um clube filosófico fechado. A cid...
08/01/2026

Em Orléans (França), a presença maçônica é histórica e ativa, muito além da imagem de um clube filosófico fechado. A cidade é reconhecida por sua influência maçônica, que se manifesta de forma discreta, mas significativa, atraindo indivíduos que questionam a sociedade e muitas vezes atuam na esfera pública.
Os primeiros registros na cidade remontam a 1744, quando as autoridades reais impuseram multas aos encontros secretos. No entanto, em 1907, os maçons saíram da discrição para um protesto histórico: membros da loja Étienne-Dolet participaram do desfile de Joana d'Arc para contestar a apropriação religiosa de sua figura, um ato público que demonstrou seu engajamento social. Esse espírito influenciou a era da “República Maçônica”, com figuras como o deputado Jean Zay, e sobreviveu mesmo com a perseguição do regime de Vichy.
Hoje, estima-se que haja cerca de 1.100 membros em Orléans, distribuídos entre várias ordens maçônicas que ocupam três templos na cidade. Embora o sigilo permaneça uma característica fundamental, eventos abertos ao público, como conferências, ajudam a desfazer clichês e revelam uma instituição viva, focada no debate livre e na construção fraterna.
Na imagem, maçons da Loja Étienne-Dolet (em Orleáns) participaram do desfile das comemorações de Joana d'Arc em 8 de maio para protestar contra a "apropriação" da figura de Joana d'Arc pela Igreja Católica. A foto foi tirada em 1907.
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Por Luciano J. A. Urpia

É triste ver que, hoje em dia, muitos maçons, especialmente no Brasil, parecem ter perdido completamente o interesse por...
07/01/2026

É triste ver que, hoje em dia, muitos maçons, especialmente no Brasil, parecem ter perdido completamente o interesse por checar a verdade por trás das histórias que compartilham. Em vez de buscar fontes confiáveis, muitos repetem informações sem qualquer cuidado, como se a tradição dispensasse o pensamento crítico. E pior: há quem espalhe notícias falsas sem nem perceber que está ajudando a divulgar mentiras. Num tempo em que a desinformação corre solta, essa falta de rigor histórico e ético não só enfraquece a Maçonaria, como a desconecta de seus próprios princípios de sabedoria e busca pela verdade.

Apesar de ser notório que Abraham Lincoln não era maçom, há quem insista neste assunto. Observe o trecho abaixo, escrito em 2021 (Palavras de um Grão-Mestre Estadual | GOB) e que até hoje consta no site oficial deste Grande Oriente).
"[...] Meus irmãos: como disse nosso ilustre Irmão Abraham Lincoln (16º Presidente dos Estados Unidos): A mais sublime de todas as instituições é a Maçonaria, porque prega a luta pela fraternidade, que cultiva com devotamento; porque pratica a tolerância, porque deseja a humanidade integrada em uma só família, cujos seres estejam unidos pelo amor, dominados pelo desejo de contribuir para o bem do próximo. É uma honra para mim, ser maçom."
Para saber mais da história desta foto, adquira o livro "Mitos e Fatos Maçônicos" (Link em nossa Bio)
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CARLOS JULIANO TORRES PASTORINO (Rio de Janeiro, 1910 - Brasília, 1980). Publicou uma extensa bibliografia com mais do q...
06/01/2026

CARLOS JULIANO TORRES PASTORINO (Rio de Janeiro, 1910 - Brasília, 1980). Publicou uma extensa bibliografia com mais do que cinquenta obras, muitas delas ainda inéditas. Poliglota, traduziu obras de diversos idiomas e como radialista teve a sua obra magna, o livro Minutos de Sabedoria, uma coleção de suas mensagens, propalada na Rádio Nacional. Compôs trinta e uma peças musicais para piano, orquestra, quarteto de cordas e polifonia a três e quatro vozes.
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Por Luciano J. A. Urpia

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