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11/01/2026
Vítor Manuel Guimarães Veríssimo SerrãoEM BALANÇO. «A lírica de Camões é a nossa Vénus de Milo, o nosso Laocoonte descob...
10/01/2026

Vítor Manuel Guimarães Veríssimo Serrão

EM BALANÇO. «A lírica de Camões é a nossa Vénus de Milo, o nosso Laocoonte descoberto, os nossos Bronzes de Riace, os nossos sarcófagos etruscos, a nossa Capela Sistina, a nossa música de Bach», escreveu José Tolentino Mendonça. E que dizer de Os Lusíadas (1572) em termos superlativos, senão que podem ser vistos, por exemplo, a par dos nossos Painéis de São Vicente ?
Em tempo de comemorações do centenário do vate, é já possível fazerem-se balanços sobre o poeta que, disse Eugénio de Andrade, assume «a suprema festa da língua» e que, disse Jorge de Sena, atinge «os altos cumes» do engenho criador de sempre.
Entre 2024 e o ano corrente, saíram várias reedições de obras esgotadas sobre o vate (Aquilino, Borges Coelho, etc), dois romances (Isabel Rio Novo, Carlos Bobone), ensaios e colectâneas (Hélder Macedo, Rita Marnoto, Isabel Almeida, Hélio Alves, José Augusto Bernardes, Nuno Júdice, António Carlos Cortez), antologias (Frederico Lourenço), estudos sobre os retratos (Raquel Henriques da Silva) e a botânica em Camões (Jorge Paiva), um importante congresso (Academia das Ciências, org. Carlos Ascenso André, com actas prestes a saír), espectáculos de teatro, música, etc, dando relevo mais ou menos internacionalizado à figura e obra de Luís Vaz de Camões (c. 1525-1579 ou 1580).
Entretanto, em todos estes títulos pouco mais se aduziu ao conhecimento da figura e à integração do poeta no seu tempo. Por isso, parece justo destacar, sob este aspecto, aquilo que trouxe de novo a pesquisa consubstanciada no livro de Edições Cosmos (por Vítor Serrão e Mário Rui Silvestre), no qual não só se esclarecem as relações do vate com Santarém, o seu «sempre enobrecido Scabelicastro» (terra de sua mãe Ana de Sá Macedo), como a relação com D. Gastão e D. Gonçalo Coutinho, de Vaqueiros, com o poeta D. Manuel de Portugal, de Vale Figueira (o qual louvará Camões em 1605 através de um acrónimo, Amôncio, personagem de uma poética viagem iniciática), e com o pintor Fernão Gomes e as artes do seu tempo. Também o ambiente de censura e suspeição nos ambientes marginais que frequentava (num tempo que levou outros poetas, como Jerónimo Corte-Real, à barra da Inquisição) surge melhor esclarecido.
Outra novidade maior decorreu da revelação de um raro poema inédito que vem esclarecer as relações do vate com os grandes poetas seus coevos, mostrando que ele não foi apenas uma árvore frondosa isolada numa floresta de menoridades, mas parte de uma activa e buliçosa tertúlia de pares... O poema jocoso (acaso de 1548), para o qual Camões criou o mote e uma das «voltas», onde elogia o 'voo de nebri' da Poesia, mostra-o a contracenar com cinco dos melhores poetas de então: António Ferreira, Diogo Bernardes, Conde de Matosinhos, Pero de Andrade Caminha e Francisco de Moura. A razão dessa sátira é circunstancial (situa-se numa igreja, acaso a das Chagas, em Lisboa) mas o que deixa adivinhar dessas relações literárias é deveras relevante. E nada disto era conhecido !
As Edições Cosmos e a SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) preparam neste momento a edição de um segundo livro com desenvolvimento destas matérias e adição de novos saberes. O misterioso filão camoneano precisa mesmo de, livre de mitificações deslocadas e aproveitamentos abusivos, ser clarificado em termos históricos, biográficos e contextuais, de modo a enriquecer em resultados o programa comemorativo do quinto centenário .

in Vítor Serrão

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05/01/2026

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OLHARES CRUZADOS: REPRESENTAÇÕES DAS EPIDEMIAS NAS ARTES. DA CATÁSTROFE À RESILIÊNCIA OLHARES CRUZADOS: REPRESENTAÇÕES D...
23/12/2025

OLHARES CRUZADOS: REPRESENTAÇÕES DAS EPIDEMIAS NAS ARTES. DA CATÁSTROFE À RESILIÊNCIA OLHARES CRUZADOS: REPRESENTAÇÕES DAS EPIDEMIAS NAS ARTES.
DA CATÁSTROFE À RESILIÊNCIA

Nota Introdutória

O presente volume, que integra os números 27 e 28 da revista Dedalus, é, à excepção da secção “Estudos” e de algumas recensões, resultado da selecção e organização das Professoras Odete Jubilado, anterior Presidente da Associação Portuguesa de Literatura Comparada (APLC), e Ana Isabel Moniz, membro do Centro de Estudos Comparatistas, a quem a direcção confiou a edição deste volume. Mediante este processo, o objectivo da direcção da revista foi o de celebrar e dar o devido relevo ao VIII Congresso Internacional da Associação Portuguesa de Literatura Comparada, realizado entre 12 e 14 de Outubro de 2022, sob o título genérico “Olhares Cruzados: Representações das epidemias nas artes. Da catástrofe à resiliência / Crossed Sights: Representations of epidemics in the arts. From catastrophe to resilience”. Por vocação da revista, e também pelo mérito da iniciativa, a Dedalus: Revista Portuguesa de Literatura Comparada não podia, nem queria ficar indiferente a este evento. É, pois, com muito gosto que acolhemos e publicamos uma selecção das comunicações aí apresentadas.

A primeira palavra de agradecimento vai, por isso, para as Professoras Odete Jubilado e Ana Isabel Moniz pelo excelente trabalho realizado e que apenas confirmou o acerto da nossa decisão. Uma palavra de agradecimento é também devida à Associação Portuguesa de Literatura Comparada, cujo apoio científico e financeiro foi indispensável para a publicação destes números, confirmando, de resto, a excelente colaboração entre a APLC e a Dedalus. Não posso deixar de agradecer, como de resto tem acontecido em outros anos, o dedicado contributo do Professor Rui Carlos Fonseca tendo em vista a presente publicação.

Dedalus. Olhares cruzados: representações das epidemias nas artes. Da catástrofe à resiliência
Crossed sights: Representations of epidemics in the arts. From catastrophe to resilience

Com um profundo sentido de reconhecimento por tudo quanto pelos estudos literários, e em particular pelos estudos comparatistas, fizeram, não podemos deixar de assinalar e de lamentar a morte entretanto ocorrida de dois membros do nosso Conselho Editorial, os Professores Vítor Manuel de Aguiar e Silva e João de Almeida Flor, académicos de prestígio indiscutível e figuras cimeiras do escol da cultura portuguesa. A obra que deixam será motivo de regresso e de repetida reflexão, em memória enriquecida pelo tempo, armas pelas quais se tecem a nossa fragilidade e a nossa luta contra a morte e o nada.

Pela direcção
José Pedro Serra

Peer Review Commitee

Adriana Martins, Universidade Católica Portuguesa
Alda Correia, Universidade Nova de Lisboa
Alessandro Zironi, Università di Bologna
Ana Isabel Moniz, Universidade da Madeira
Ana Luísa Vilela, Universidade de Évora
Ana Paula Coutinho, Universidade do Porto
Antonio Sáez Delgado, Universidade de Évora
António Sousa Ribeiro, Universidade de Coimbra
Carina Infante do Carmo, Universidade do Algarve
Carlos Jorge Figueiredo Jorge, Universidade de Évora
Célia Sousa Vieira, Universidade da Maia
Christine Zurbach, Universidade de Évora
Dominique Faria, Universidade dos Açores
Dulce Melão, Instituto Politécnico de Viseu
Elisa Nunes Esteves, Universidade de Évora
Everton Machado, Universidade de Lisboa
Fernanda Mota Alves, Universidade de Lisboa
Fernando Clara, Universidade Nova de Lisboa
Hélio Alves, Universidade de Lisboa
Isabel Ponce de Leão, Universidade Fernando Pessoa
Jacopo Masi, Universidade de Lisboa
Jordi Redondo, Universitat de València
José Domingues de Almeida, Universidade do Porto
José Eduardo Reis, Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro
Lola Geraldes Xavier, Instituto Politécnico de Coimbra
Luísa Afonso Soares, Universidade de Lisboa
Maria Cristina Carrington, Universidade de Aveiro
Maria Eugénia Pereira, Universidade de Aveiro
Maria de Fátima Outeirinho, Universidade do Porto
Maria de Jesus Cabral, Universidade do Minho
Maria Helena Santana, Universidade de Coimbra
Maria João Albuquerque F. Simões, Universidade de Coimbra
Maria Luísa Malato, Universidade do Porto
Maria Teresa Cortez, Universidade de Aveiro
Marta Teixeira Anacleto, Universidade de Coimbra
Odete Jubilado, Universidade de Évora
Orlando Grossegesse, Universidade do Minho
Paulo Alexandre Pereira, Universidade de Aveiro
Paulo de Medeiros, University of Warwick
Rui Carlos Fonseca, Universidade da Madeira
Samuel Mateus, Universidade da Madeira
Sara Augusto, Universidade de Coimbra
Simão Valente, Universidade do Porto
Teresa Mendes, Instituto Politécnico de Portalegre

Boas Festas
18/12/2025

Boas Festas

As Edições Cosmos são história, cultura e paixão pelos livros.Desde 1937 a escrever a história consigo !
10/12/2025

As Edições Cosmos são história, cultura e paixão pelos livros.
Desde 1937 a escrever a história consigo !

Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, Porto, a 12 de Março de 1867, e morreu em Lisboa a 5 de Dezembro de 1930.Emergindo ...
05/12/2025

Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, Porto, a 12 de Março de 1867, e morreu em Lisboa a 5 de Dezembro de 1930.

Emergindo no contexto do imaginário decadentista-simbolista finissecular, a obra de Raul Brandão, produzida num período conturbado da nossa história (1890-1930), estabelece o trânsito entre um egocentrismo, simultaneamente lúdico e torturado, e um peculiar expressionismo grotesco, enquanto signo de uma convulsa relação com a sociedade, a história e o sagrado: o carnaval negro e o apocalipse.

Esta estética da crise e do limiar projecta nele a intuição da necessária renovação da linguagem literária. À erosão ideológica corresponderia uma erosão semântica, da mutação das palavras anquilosadas para as palavras plenas que pudessem assumir na sua polissemia simbólica a voz do drama cósmico ou a energia da utopia: confronto entre a morte do sentido e a sua desejável ressurreição.
Páginas: 448
Editor: Edições Cosmos
ISBN: 9789727621699
Idioma: Português

Edições Cosmos
29/11/2025

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