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Ler Armando Soares Imaginário.Há escritores cuja vida se mede pelos anos que viveram e há aqueles cuja verdadeira dimens...
01/09/2026

Ler Armando Soares Imaginário.
Há escritores cuja vida se mede pelos anos que viveram e há aqueles cuja verdadeira dimensão se mede pela obra que deixaram.
Armando Soares Imaginário pertence, inequivocamente, a esta
segunda categoria.
Nasceu na Chamusca, a 3 de junho de 1928 e morreu a 23 de setembro de 1945. É difícil escrever estas duas datas sem sentir o espanto que acompanha toda a leitura da sua obra. Porque entre uma e outra existe apenas uma adolescência, um intervalo quase suspenso no tempo. Contudo, esses escassos dezassete anos foram suficientes para deixar uma obra de dimensão e diversidade que dificilmente se poderiam imaginar numa vida tão breve.
É difícil explicar como Armando Soares Imaginário encontrou es-
paço na sua vida para escrever poesia, sonetos, quadras, canções, contos, lendas, textos de natureza filosófica, peças de teatro e traduções, experimentando diferentes formas literárias com uma naturalidade que constitui talvez uma das características mais impressionantes do seu legado.
Armando Soares Imaginário não foi apenas um poeta, foi um escri-
tor, e esta distinção é fundamental.
98 anos após a data do seu nascimento o livro " Obra Completa de Armando Soares Imaginário " será dado a conhecer, no dia 19 de Setembro de 2026.

Nota de Leitura por José do Carmo Francisco Vítor Serrão e Mário Rui Silvestre 500 anos de CamõesMANDA-ME AMOR CAMÕES E ...
25/08/2026

Nota de Leitura por José do Carmo Francisco

Vítor Serrão e Mário Rui Silvestre 500 anos de Camões

MANDA-ME AMOR CAMÕES E OUTROS AFINS Mais do que um livro de 537 páginas, estamos perante um álbum pois além de diversos capítulos (5 na I Parte e 9 na II) surge um apêndice com poemas de António Gedeão, Bocage e Sophia de Mello Breyner e 32 páginas com ilustrações a cores e a preto e branco que abrem com o célebre retrato de Luís de Camões por Fernão Gomes. A edição é da COSMOS, tem prefácio de José Jorge Letria e apoios da Sociedade Portuguesa de Autores, Jornal Correio do Ribatejo, Jornal Mais Ribatejo, Assembleia da República, Centro de Investigação Prof. Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, Município de Santarém e Comissão Nacional das Comemorações Nacionais do V Centenário do nascimento de Camões. Os autores já em 2024 tinham assinado um livro em conjunto com o título de «Camões: Altos Cumes, Scabelicastro e correlatos». Vítor Serrão é especialista em História de Arte, Património e Teoria da Arte. É um catedrático emérito da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mário Rui Silvestre é historiógrafo, contista, romancista e poeta. Referimos apenas dois aspectos de um livro com mais de quinhentas páginas. Na primeira parte é chamada a atenção do leitor para o grupo de poetas que conviveu com Camões na aldeia de Vaqueiros: D. Manuel de Portugal, Diogo Bernardes e Frei Agostinho da Cruz. E conclui: «a obra do vate é um mundo infindo, um remoinho que atrai, encanta, ofusca e conduz a novos labirintos e estranhas paisagens». Mais do que a vida e o tempo de Luís de Camões este livro - álbum revela a vida e o tempo de Portugal entre 1524 e 1580. A segunda parte refere nas páginas 255 e 256 os autores que tiveram problemas com s Censura – Bernardim Ribeiro, Jorge de Montemor, Gil Vicente, Lopo de Sousa Coutinho, Jerónimo Corte Real e Jerónimo Osório que se viu obrigado a imprimir o seu livro em Veneza.

Jose do Carmo Francisco, escritor
https://filamentosarteseletras.art/2026/06/23/nota-de-leitura-por-jose-do-carmo-francisco-27/

Autor: Mário Rui Silvestre Páginas: 240Editor: Edições CosmosISBN: 9789727624409Sinopse"O RIO QUE LISBOA BEBEU",um livro...
16/07/2026

Autor: Mário Rui Silvestre
Páginas: 240
Editor: Edições Cosmos
ISBN: 9789727624409

Sinopse
"O RIO QUE LISBOA BEBEU",um livro único e raro que lhe vai revelar como, há perto de 150 anos, a população sequiosa e em crescimento da Capital do reino, para cujo abastecimento hídrico e salubridade já não bastava a água do velho Aqueduto das Águas Livres, passou a beber a de um pequeno afluente do Tejo, cuja nascente na Serra d´Aire, a mais de um centena de quilómetros de Lisboa, faz parte, ainda hoje, do mais pródigo manancial de Portugal e um dos maiores da Península.

O Rio que Lisboa Bebeu, reporta-se ao Alviela cujo, durante um século, abasteceu a capital deste país através do mais longo Aqueduto da Península, em 1880 (114 Kms). Resultado de longa pesquisa e assente na história milenar, documentada, deste afluente do Tejo, já usado pelos Templários para mover os seus moinhos, o presente livro aborda, dessa verdadeira epopeia da água, liderada pela C.A.L., Companhia das Águas de Lisboa, antecessora da moderna EPAL, os ecos jornalísticos, literários e artísticos, da chegada do Alviela a Lisboa, e da luta ambiental pela defesa deste rio, paradigma, pelo tempo em que se iniciou, da moderna preocupação pelos ecossistemas a nível nacional, e crise climática e ambiental no mundo.

Antigo presidente da CLAPA, uma das associações ecológicas mais antigas do país, o autor sucedeu aí ao célebre Joaquim Jorge Duarte, o Diabo, pioneiro dos ambientalistas nacionais, à memória de quem este livro é dedicado. Escrito num registo que não enjeita a literariedade poética sem excessos, cuja não colide com a práxis descritiva deste tipo de obras de divulgação, antes a valoriza e engrandece, tornando-a mais humana e de agradável leitura, esta obra vem acrescentar à história do abastecimento de água a Lisboa, à ecologia e luta ambiental pela sustentabilidade do planeta, um efeito borboleta de novo tipo, literário e histórico a um tempo, demonstrando que o particular e o global se completam e unem ao cosmos incomensurável.

Autor: Alice LázaroPáginas: 326Editor: Edições CosmosISBN: 9789727624416Idioma: PortuguêsSinopse;A Santarém de Pinho Lea...
01/07/2026

Autor: Alice Lázaro
Páginas: 326
Editor: Edições Cosmos
ISBN: 9789727624416
Idioma: Português
Sinopse;
A Santarém de Pinho Leal é mais do que a máxima acerca da gloriosa história da cidade e do seu legado patrimonial. A Santarém de Pinho Leal é, antes de tudo, um olhar nostálgico, que se espraia através da sua pena – duplamente pena – impotente, perante os escombros que teimavam em recordar-lhe o passado perdido da urbe.

Pela mão de Pinho Leal somos levados a ver a Scalabis pré-romana e a romana, demorando-nos depois na Santarém cristã, não sem ter dado acordo da moira Shantarin. Ao longo desse roteiro da saudade, o homem erudito vai-nos dando nota das datas e dos nomes de tudo e de todos, dos que à cidade deram vida, heróis reais ou lendários, conforme o tempo e a circunstância.

Viveu-a assim Pinho Leal – a sua Santarém – porque sitiado nela, durante a guerra civil (1832-34). Voltará, muitos anos depois, para nos contar as suas memórias que ressuscita dessa “flor do Tejo”. É uma fala carregada de tristeza; uma encarnação do profeta diante das ruínas de Nínive. Subitamente, diferente do profeta bíblico, damos por Pinho Leal a deixar-se embalar por uma inesperada confiança no progresso do país, que mostrava querer sair da terrível letargia pós-traumática, abarcando nele uma remoçada Santarém de olhos postos no futuro.

Endereço

Rua Direita De São Pedro, N. º 207/209
Chamusca
2140-110

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Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
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