03/08/2026
Houve um tempo em que o Cais de Lisboa se enchia de despedidas. Entre abraços apertados, lágrimas silenciosas e lenços a acenar, milhares de jovens portugueses embarcavam nos navios rumo ao Ultramar, sem saber quando voltariam a ver a família ou a terra que os viu nascer.
Ficavam para trás os pais, as mães, as noivas, os irmãos e os amigos. Levavam na bagagem pouco mais do que a farda, algumas fotografias, cartas por escrever e a esperança de um regresso seguro.
Cada partida era um misto de coragem e incerteza. O som das sirenes dos navios marcava o início de uma viagem que mudaria para sempre a vida de tantos portugueses. Muitos regressaram com memórias que nunca esqueceram. Outros ficaram para sempre nas terras onde serviram.
Independentemente das diferentes perspetivas sobre esse período da História, ninguém pode apagar a coragem, o sacrifício e a saudade vividos por aqueles homens. Foram filhos de Portugal que partiram porque era esse o seu dever naquele tempo. Que a memória desses soldados continue viva, não para glorificar a guerra, mas para recordar o valor humano, a força e a resiliência de uma geração que enfrentou o desconhecido com uma coragem que jamais deverá ser esquecida.