06/09/2026
4 anos. Duas fotografias. Uma mulher muito diferente por dentro.
Há 4 anos, quando me divorciei e vim viver para a casa onde estou hoje, lembro-me de acordar no primeiro dia e sentir uma paz enorme.
Era como se, depois de tudo o que tinha vivido, finalmente pudesse respirar.
Havia uma sensação de limpeza, de liberdade, de espaço, um bem-estar difícil de explicar. E o mais bonito é perceber que, quatro anos depois, ainda sinto isso.
Hoje olho para trás e percebo quantas vezes ficamos presos a pessoas, histórias, culpas, medos, expectativas e versões de nós que já não existem.
E talvez liberdade seja precisamente isto: deixar de estar presa ao que foi.
Não me arrependo do que fiz. Nem das escolhas certas, nem das erradas. Nem sequer daquilo que, na altura, não compreendia.
Tudo me trouxe até aqui.
Nestes quatro anos, continuei a estudar, a aprofundar conhecimentos, a trabalhar em mim, nas minhas emoções, nas minhas crenças e na minha energia. Perdoei-me. Perdoei pessoas. Ressignifiquei histórias. Deixei ir o que já não fazia sentido carregar.
E, acima de tudo, aprendi a não me abandonar.
Hoje quero sentir-me livre. Em paz. Feliz. Plena. Quero escolher quem caminha comigo, sem precisar de me diminuir, adaptar ou perder para caber na vida de alguém.
Porque a verdadeira transformação nem sempre se vê numa fotografia.
Sente-se na forma como acordamos, na paz que existe dentro de nós e na liberdade de podermos ser quem somos.
E talvez seja isso que mais me emociona quando olho para estas duas mulheres.
A de 2022 não precisava de ser outra pessoa.
Precisava apenas de começar a voltar para si.
E a de hoje continua a caminhar.
Mas já sabe uma coisa:
Nunca mais se abandona. 💗
É esta transformação que trabalho nas minhas consultas de transformação pessoal - On-line ou presencial.
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