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13/07/2026

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Idanha-a-Nova submete parecer desfavorável ao Programa Setorial das Zonas de Aceleração de Energias Renováveis

O Município de Idanha-a-Nova formalizou a submissão de um parecer desfavorável na plataforma oficial do Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER). A autarquia manifesta oposição a alterações na transição energética que provoquem impactos ambientais permanentes e irreversíveis.

A possibilidade desta tomada de posição já tinha sido comunicada publicamente pela Presidente da Câmara Municipal, Elza Gonçalves, no dia 22 de junho de 2026, no Salão da Junta de Freguesia do Ladoeiro, durante a reunião de Câmara descentralizada aí realizada. A autarquia cumpre agora a intenção manifestada perante os munícipes através desta submissão formal.

A preservação da paisagem assume uma importância crucial para o concelho de Idanha-a-Nova, pelo que o Município contesta a degradação visual e a descaracterização morfológica decorrentes da instalação de megacentrais. Estas infraestruturas preveem um impacto cumulativo de 5 351 hectares, o que corresponde a cerca de 4% da área total do concelho, colidindo com o bem-estar das populações locais.

O Município idanhense sublinha a defesa da transição para fontes de energia limpa com base em modelos descentralizados de produção, no aproveitamento de zonas artificializadas, no incentivo ao autoconsumo e em comunidades energéticas de pequena escala. Estas opções asseguram que o conflito com a natureza e com as pessoas seja menor. Por isso mesmo, o Município de Idanha-a-Nova “rejeita a implementação de projetos de escala massiva que descaracterizem o património natural e comprometam o progresso local”, pode ler-se no parecer.

A Presidente da Câmara Municipal assume o propósito de “defender com intransigência a qualidade de vida dos Idanhenses e das gerações futuras”, recusando a premissa de que as metas de descarbonização nacional legitimem o sacrifício dos recursos endógenos do poder local.

24/12/2025
24/12/2025

𝐎𝐫ç𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐂â𝐦𝐚𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐈𝐝𝐚𝐧𝐡𝐚-𝐚-𝐍𝐨𝐯𝐚 𝐚𝐩𝐫𝐨𝐯𝐚𝐝𝐨 𝐞𝐦 𝐀𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥

O Orçamento da Câmara de Idanha-a-Nova foi aprovado, no dia 22 de dezembro de 2025, em sessão da Assembleia Municipal, que se realizou na Sala de Sessões dos Paços de Concelho. A proposta contou com o voto favorável da bancada municipal do Partido Socialista e do deputado independente do “por Proença-a-Velha”, a abstenção da bancada municipal do Movimento para Todos e o voto contra da bancada municipal do Chega, tendo sido assim viabilizado o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para o ano de 2026 no valor de 43.697.871 euros.

Em sede de Assembleia Municipal foi também aprovada a aplicação do percentual de 0,25% relativo à Taxa Municipal de Direitos de Passagem para o ano de 2026, assim como a Taxa de Derrama para o ano de 2026 de 0,01%. A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova justifica esta percentagem com a importância de “estimular a atividade económica local, reduzindo a carga fiscal sobre as empresas e promovendo condições favoráveis ao investimento, à manutenção e criação de postos de trabalho, bem como à fixação de atividades económicas no território municipal”.

A taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), liquidada nos meses de fevereiro a abril foi aprovada pelos deputados municipais. Para o ano de 2026 é aplicada uma taxa de IMI de 0,8% para prédios rústicos; 0,3% para prédios urbanos; uma majoração de 30% para prédios urbanos degradados; e uma redução para prédios de sujeitos passivos com dependentes a cargo.

A fixação da taxa de 2,5% de participação no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) para o ano de 2026, percentagem que mantém igual à praticada em anos anteriores, mereceu o voto favorável da Assembleia Municipal de Idanha-a-Nova.

Os deputados municipais de Idanha-a-Nova votaram, por unanimidade, uma moção, apresentada pela Bancada do Partido Socialista, contra a instalação das centrais fotovoltaicas nos termos atualmente propostos, defendendo que qualquer projeto energético deve respeitar a matriz ambiental, turística e identitária do concelho.

A Assembleia Municipal de Idanha-a-Nova aprovou ainda um voto de pesar pelo falecimento de Jean-Claude Rodet, autor de vários livros e numerosos artigos em diferentes revistas de saúde natural e de agricultura biológica. Morador em Idanha-a-Nova, Jean-Claude Rodet, fundou a Agrobio, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, e o Centro Documental Raiano.

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Idanha-A-Nova
6060-134

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