Filipe de Luar

Filipe de Luar Entre livros e pensamentos, Filipe de Luar escreve como quem escuta o silêncio das emoções. Amores e desamores. pertence!

Os seus romances são feitos de memórias, onde amores resistem ao tempo e palavras que revelam o que o coração não ousa dizer. Esta página serve para expressar situações, momentos, sentimentos... do dia a dia de todos nós. Amores clandestinos...
Os textos aqui escritos não são autobiográficos. Mas podem ser biografias de mim e de muitos de nós, aqui e além. É neste pequeno véu que fica por levantar

que se encontra a sublime sensação que o resto, o resto só a nós (seres apaixonados, românticos, sensíveis, loucos...)

Mundo dos mortosA minha passagem para o mundo dos mortos não foi literal, foi um slow motion de desligar. Acordámos todo...
16/06/2026

Mundo dos mortos

A minha passagem para o mundo dos mortos não foi literal, foi um slow motion de desligar. Acordámos todos com notif**ações, corações a bater em likes e uma sensação estranha de que a vida real ficou em modo avião. Crescemos a trocar momentos por stories, a medir valor por visualizações e a acreditar que estar sempre online é sinónimo de estar vivo.
Há dias em que a cidade parece um cemitério de oportunidades: gente com talento, sonhos e medo, a trabalhar em empregos que não pagam a alma, a adiar conversas importantes porque “depois eu vejo”. A pressão é real — estudar, arranjar trabalho, pagar renda, parecer bem nas fotos — e ninguém nos deu um manual. O que sobra é um ruído constante que nos anestesia: scroll, scroll, scroll, até já não sabermos o que sentimos.
Mas a passagem também é escolha. Passar para o mundo dos mortos é aceitar viver em piloto automático; recusar é acordar para o desconforto e para a coragem de dizer não. Não é preciso ser herói: é preciso ser honesto. Fala com quem te faz bem, desliga o telemóvel quando precisares, aprende a dizer que não sem te sentires culpado. Pequenas revoltas diárias salvam mais do que um like.
A realidade actual é crua: desigualdade, ansiedade, futuro incerto, e uma geração a tentar reinventar-se com pouco. Ainda assim, há beleza nas coisas simples, um café com um amigo, um projeto feito por amor, uma manhã sem pressa. Se partilharmos mais verdade e menos filtros, talvez a passagem deixe de ser para o mundo dos mortos e passe a ser um portal para algo vivo.

— Filipe de Luar

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Não desistas jáÀs vezes dá vontade de desistir. E não é drama, não é fraqueza, não é falta de gratidão. É só… humano.Viv...
15/06/2026

Não desistas já

Às vezes dá vontade de desistir. E não é drama, não é fraqueza, não é falta de gratidão. É só… humano.
Vivemos num mundo que parece estar sempre a pedir mais: mais produtividade, mais resultados, mais calma, mais força, mais paciência, mais tudo. E nós, no meio disto, a tentar não nos perder. A tentar não falhar. A tentar não desiludir ninguém, nem a nós próprios.
E a verdade é que cansa. Cansa tentar ser forte todos os dias. Cansa acordar com esperança e deitar com dúvidas. Cansa sentir que estamos a correr numa maratona que ninguém vê.
Mas olha… há uma coisa que ninguém te diz: não és só tu.
Toda a gente, mesmo aquela pessoa que parece ter a vida perfeita no Instagram, já pensou em desistir. Já chorou no banho. Já se sentiu pequeno. Já se sentiu perdido. Já se sentiu a falhar.
A diferença está no que fazemos com esse momento.
Às vezes, continuar não é sobre motivação. É sobre te levantares mesmo sem vontade. É sobre dares um passo minúsculo, mas ainda assim um passo. É sobre te permitires parar, respirar, reorganizar, pedir ajuda, recomeçar.
Não tens de ser invencível. Não tens de ser impecável. Não tens de ser o que o mundo espera.
Só tens de ser alguém que tenta, mesmo quando dói, mesmo quando falha, mesmo quando duvida.
E, acredita, isso já é coragem suficiente para mudar uma vida inteira.
Se hoje te apetece desistir, f**a só mais um bocadinho.
Às vezes, o que parece o fim é só o intervalo antes da parte boa.

— Filipe de Luar

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Cansados de fingirHá noites em que a Lua cheia parece olhar para nós como quem diz: “Então, já percebeste ou ainda estás...
10/06/2026

Cansados de fingir

Há noites em que a Lua cheia parece olhar para nós como quem diz: “Então, já percebeste ou ainda estás a tentar?”. E nós… nós fingimos que não ouvimos. Fingimos que está tudo bem, que estamos tranquilos, que sabemos o que estamos a fazer com a nossa vida. Mas a verdade é que ninguém sabe. E está tudo bem.
Vivemos num tempo estranho. Toda a gente parece feliz no Instagram, mas ninguém dorme bem. Toda a gente diz que está a “viver o momento”, mas passa metade do dia a comparar a própria vida com a dos outros. Toda a gente quer ser diferente, mas tem medo de não ser aceite. É aquela vibe meio caótica, meio bonita, meio “não sei o que estou a fazer mas vou continuar”.
A Lua cheia aparece e ilumina tudo: o que somos, o que escondemos, o que evitamos. E, de repente, percebemos que estamos cansados de fingir. Cansados de correr atrás de expectativas que nem são nossas. Cansados de tentar ser perfeitos num mundo que está longe de o ser.
A verdade é esta: estamos todos a tentar. A tentar crescer sem nos perdermos. A tentar ser fortes sem deixar de sentir. A tentar encontrar o nosso lugar num planeta que muda mais depressa do que nós conseguimos acompanhar.
E sabes o que é mais bonito? É que, mesmo assim, continuamos. Continuamos a acreditar, a sonhar, a falhar, a levantar, a rir, a chorar, a amar. Continuamos a procurar sentido nas pequenas coisas: num abraço, numa conversa às três da manhã, num silêncio confortável, numa Lua cheia que nos lembra que a vida é feita de ciclos e que nenhum ciclo dura para sempre.
A realidade actual é dura, mas também é nossa. É crua, mas é verdadeira. É confusa, mas é real. E talvez seja isso que nos une: o facto de estarmos todos a viver esta montanha-russa emocional ao mesmo tempo, a tentar não cair, a tentar não desistir, a tentar ser humanos num mundo que nos quer máquinas.
Por isso, olha para a Lua cheia. Respira fundo. Lembra-te: não tens de ter tudo resolvido. Não tens de ser perfeito. Não tens de saber o caminho todo. Basta continuares a andar, mesmo devagar. Basta seres verdadeiro contigo. Basta seres tu, sem filtros, sem máscaras, sem medo.
Porque, no fim, a magia está aí: na autenticidade que o mundo tenta apagar, mas que tu insistes em manter acesa.

— Filipe de Luar

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A vida é tua, escreve‑a sem filtrosHá uma coisa que ninguém te diz em voz alta: a realidade não é um filme com roteiro f...
07/06/2026

A vida é tua, escreve‑a sem filtros

Há uma coisa que ninguém te diz em voz alta: a realidade não é um filme com roteiro fechado. É um feed em constante atualização, cheio de cortes, filtros e momentos que parecem perfeitos só porque alguém escolheu mostrá‑los. E tu? Tu és o autor das tuas cenas, mesmo quando te sentes figurante.
A pressão vem em ondas — escola, trabalho, likes, expectativas da família, aquela voz interior que compara tudo. Respira. Não é fraqueza sentir medo ou não saber o próximo passo. É sinal de que estás a crescer. Crescer dói, mas também abre portas que nem sabias que existiam. O truque é aprender a andar com as portas abertas, mesmo quando o vento bate forte.
O mundo pede que sejas produtivo, que tenhas plano, que escolhas cedo. Mas a vida real é feita de tentativas, de erros que ensinam mais do que acertos. Experimenta. Falha. Levanta. Faz as perguntas que ninguém te ensinou a fazer: o que te aquece o peito? O que te tira o sono de um bom sentido? O que farias se soubesses que não vais falhar? As respostas não vêm todas de uma vez. Vêm em bocadinhos, em conversas à noite, em músicas que repetes até entenderes a letra.
Não te deixes reduzir a rótulos. És mais que notas, mais que profissão, mais que a tua conta. A tua identidade é um mosaico em construção e está tudo bem mudar peças. Amizades vão e vêm; alguns amores f**am, outros ensinam. Aprende a despedir‑te com gratidão e a receber com curiosidade. A vida é um combo de perdas e ganhos, e cada perda traz um espaço novo para algo teu crescer.
Cuida da tua cabeça como cuidas do teu telemóvel: atualiza, limpa, desliga quando precisa. Pede ajuda sem vergonha. Falar não é fraqueza, é estratégia. E lembra‑te: a tua velocidade não define o teu valor. Há quem corra e há quem caminhe; ambos chegam a sítios diferentes, ambos chegam.
Se queres mudar o mundo, começa por mudar a tua rotina pequena. Pequenas revoluções diárias, levantar mais cedo, dizer menos sim por obrigação, aprender uma coisa nova por semana, acumulam‑se e viram movimento. O futuro não é um destino distante; é o resultado das tuas escolhas de hoje.
No fim, o que f**a são as histórias que contaste a ti mesmo e aos outros. Conta‑as com coragem. Faz com que valha a pena partilhar. Porque um texto que toca é um texto que se espalha. E a tua vida pode ser esse texto.

— Filipe de Luar

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O meu conto na antologia Lisboa - Uma cidade mágicaLisboa a cidade que se senteLisboa não se explica. Sente-se.Quem a co...
07/06/2026

O meu conto na antologia Lisboa - Uma cidade mágica

Lisboa a cidade que se sente

Lisboa não se explica. Sente-se.
Quem a conhece de verdade não começa pelas imagens bonitas. Começa pelo que não se vê nas fotografias: as ruas inclinadas, o cansaço das subidas, o vento que passa entre os prédios antigos, as paredes com marcas do tempo. Lisboa não é uma cidade perfeita. É uma cidade vivida. E isso nota-se logo.
Há quem diga que Lisboa tem uma luz diferente. Não é fácil explicar. Mas ao fim da tarde, tudo parece mais quente, mais calmo, mais verdadeiro. A luz bate nas fachadas gastas, reflete-se no Tejo e entra pelas ruas estreitas. Até as coisas simples parecem bonitas. Mas Lisboa não é só beleza. É contraste.
De manhã, a cidade é mais silenciosa. As ruas estão meio vazias, ouve-se o som de um elétrico ao longe, sente-se o cheiro a café acabado de fazer. É uma calma boa, quase íntima. Como se a cidade estivesse a respirar devagar antes de começar o dia. Depois, tudo muda.
As ruas enchem-se. Há trânsito, vozes, passos apressados. Turistas a tentar orientar-se, trabalhadores com pressa, pessoas que vivem ali e já conhecem o ritmo da cidade. Lisboa ganha barulho, movimento, vida. Nem sempre é fácil. Há dias cheios demais, confusos, cansativos. Mas mesmo assim, há algo que prende. Talvez seja o equilíbrio entre o antigo e o novo.
Prédios velhos ao lado de edifícios modernos. Lojas tradicionais junto a espaços novos. Roupa nas janelas, azulejos antigos, ruas que parecem não ter mudado há muito tempo. O passado não desaparece em Lisboa. F**a ali, visível, a fazer parte da cidade.
Lisboa não tenta esconder o que é. E isso vê-se.
Há zonas onde o tempo parece ter parado e outras onde tudo muda depressa. Há ruas cheias de vida e outras mais vazias, quase esquecidas. Há beleza e desgaste ao mesmo tempo. E quem vive ou passa por Lisboa aprende a aceitar isso. Porque faz parte.
À tarde, a cidade abranda outra vez. Nos miradouros, as pessoas param. Olham a vista, conversam, ou f**am em silêncio. Há sempre alguém sozinho, a observar tudo, como se tentasse perceber a cidade ou a si próprio.
Lisboa convida a isso. A parar. A olhar. A sentir. E depois chega a noite.
As ruas ganham outra energia. Luzes acendem-se, vozes aumentam, há música, risos, encontros inesperados. A cidade muda de ritmo outra vez. Tudo parece mais leve, mais solto. Mas continua a ser real.
Lisboa não foi feita para impressionar. Foi feita para ser vivida. E por isso não se entrega logo. Às vezes estranha-se. Às vezes cansa. Às vezes parece demais. Mas, com o tempo, f**a.
F**a nos pequenos detalhes. No som dos passos nas pedras. Na luz do fim do dia. No silêncio da manhã e no movimento da noite. F**a na memória, mesmo quando já se foi embora.
Lisboa é isso. Uma cidade imperfeita, viva e verdadeira. E talvez seja por isso que, mesmo depois de partir, há quem continue a levá-la consigo.

- Filipe de Luar

A liberdade não se pede, grita-seLiberdade. Uma palavra tão pequena… mas que pesa como um mundo inteiro.Hoje, no meio do...
06/06/2026

A liberdade não se pede, grita-se

Liberdade. Uma palavra tão pequena… mas que pesa como um mundo inteiro.
Hoje, no meio do caos, das notif**ações infinitas, das opiniões que nos empurram para todos os lados, a liberdade parece um luxo. Mas não devia. A liberdade devia ser o nosso ponto de partida, não o destino impossível.
A verdade é que crescemos a ouvir que somos livres, livres para escolher, para ser, para sonhar. Mas depois o mundo tenta convencer-nos do contrário: que temos de caber em caixas, seguir tendências, agradar a todos, viver para o “parecer” em vez do “sentir”. E é aí que muitos se perdem.
A liberdade real não é fazer tudo. É fazer o que faz sentido. É dizer “não” quando o mundo grita “sim”. É escolher o teu caminho mesmo que ninguém o entenda. É seres dono da tua voz, do teu tempo, da tua energia e, acima de tudo, é perceberes que a tua vida não é um palco para likes, é um lugar sagrado onde tu decides quem entra, quem f**a e quem nunca devia ter passado da porta.
Os jovens de hoje, vivem numa era onde tudo é rápido, tudo é urgente, tudo é comparável. Mas a liberdade não é uma corrida. É um estado. É um compromisso contigo próprio. É a coragem de te assumires inteiro, mesmo quando o mundo prefere versões editadas.
Liberdade é isto: É seres tu, sem pedir desculpa. É mudares quando quiseres. É falhares sem medo. É recomeçares quantas vezes for preciso. É viveres com verdade, mesmo que doa. É não deixares que ninguém te roube a tua essência.
E a realidade actual? É dura, é confusa, é barulhenta. Mas também é o melhor momento da história para sermos livres. Porque nunca tivemos tanta informação, tanta voz, tanta possibilidade de criar o nosso próprio caminho.
A liberdade não é um destino. É uma prática diária. É uma escolha constante. É um acto de rebeldia num mundo que tenta formatar-nos.
E tu mereces essa rebeldia. Mereces essa vida que vibra, que respira, que é tua, só tua. Porque a liberdade não se pede. Vive-se.

— Filipe de Luar

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Lembra‑te de tiAcorda. O mundo está a correr, mas não é só velocidade, é ruído, é feed, é pressa. Crescemos a ver vidas ...
04/06/2026

Lembra‑te de ti

Acorda. O mundo está a correr, mas não é só velocidade, é ruído, é feed, é pressa. Crescemos a ver vidas em loop, a comparar capítulos com highlights, a medir valor por notif**ações. Ainda assim, há uma coisa que não cabe num ecrã: a tua presença. Lembra-te de mim — diz isso ao espelho, ao amigo, ao futuro que ainda não chegou.
Há dias em que tudo parece um filtro mal aplicado. Tens de ser forte, feliz, produtivo, cool, empreendedor, sustentável, politicamente correto, e ainda por cima ter tempo para amar. É demasiado. Respira. A realidade actual é feita de contradições: temos mais ligações e menos contacto; mais informação e menos sentido; mais escolhas e menos coragem para escolher. Isso não é falha tua, é o sistema a pedir atenção.
Ser jovem hoje é aprender a navegar entre o que te vendem e o que te alimenta. Não é sobre ter tudo resolvido; é sobre perceber o que te aquece a alma. Faz perguntas que incomodam, não para provar nada a ninguém, mas para te encontrares. Troca o scroll por conversas reais. Sai do modo automático e experimenta o silêncio que te deixa ouvir o que realmente queres.
Não te iludas com a perfeição das timelines. A vida é feita de borrões, de erros que f**am bonitos com o tempo, de recomeços que ninguém anuncia. Partilha menos poses e mais histórias verdadeiras. Quando alguém te disser que és demasiado sensível, lembra-te de que a sensibilidade é radar, é o que te salva de viver por inércia. Lembra-te de mim quando precisares de coragem para ser humano.
E sim, há medo. Medo do futuro, do fracasso, do julgamento. Usa esse medo como combustível, não como prisão. Aprende a falhar em público, a levantar-te com graça, a pedir ajuda sem vergonha. A tua geração tem uma arma poderosa: a capacidade de transformar indignação em ação. Não deixes que a passividade te anestesie.
No fim, o que importa é simples: ser fiel ao que te faz vibrar. Não ao que te faz parecer bem. Faz arte com o que tens, fala com quem te entende, cuida de quem te escolhe. Se um dia te sentires perdido, repete: Lembra-te de mim — e lembra-te de quem és quando ninguém estiver a olhar.

— Filipe de Luar

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O lado que ninguém vê, mas toda a gente senteA realidade actual é estranha: estamos todos ligados, mas meio perdidos; ch...
02/06/2026

O lado que ninguém vê, mas toda a gente sente

A realidade actual é estranha: estamos todos ligados, mas meio perdidos; cheios de informação, mas com falta de sentido; rodeados de gente, mas a sentir um vazio que ninguém admite em voz alta. É como viver num mundo acelerado onde toda a gente parece saber o que faz… menos nós.
E a verdade é que todos carregamos um lado que não mostramos. Aquele espaço interno onde guardamos dúvidas, expectativas, medos que fingimos não ter. Aquele sítio onde nos perguntamos se estamos a viver a nossa vida ou a vida que esperam de nós. Onde percebemos que, apesar de termos tudo à distância de um clique, às vezes falta-nos o essencial: sentir que pertencemos a algum lugar.
Mas há algo poderoso a acontecer: nunca houve tanta gente a tentar entender-se, a tentar curar feridas antigas, a tentar quebrar padrões que já vinham de família. Nunca houve tanta vontade de ser verdadeiro, mesmo quando isso dói. E isso é bonito. É corajoso. É raro.
A nossa geração está a aprender que sentir não é fraqueza, que pedir ajuda é maturidade, que crescer não é uma corrida, é um caminho. E que ninguém tem o manual da vida, mas todos temos a capacidade de escrever o nosso capítulo.
A realidade pode ser dura, confusa, às vezes até absurda. Mas também é o melhor terreno para quem quer transformar-se. Para quem quer deixar de viver em piloto automático. Para quem percebe que a vida não é sobre ser perfeito, é sobre ser honesto consigo próprio.
No fim, o que f**a é isto: todos temos uma parte de nós que ninguém vê, mas que define quem somos. E quando temos coragem de trazer essa parte à luz, inspiramos outros a fazer o mesmo. É assim que começa a mudança. É assim que se cria impacto. É assim que se faz magia com palavras e com vida.

— Filipe de Luar

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Ser criança é um superpoder, usa‑o hojeHá dias que parecem só mais um quadradinho no calendário… e depois há o Dia da Cr...
01/06/2026

Ser criança é um superpoder, usa‑o hoje

Há dias que parecem só mais um quadradinho no calendário… e depois há o Dia da Criança. E não, não é só sobre miúdos a correr no recreio ou balões coloridos a voar. É sobre nós. Todos nós. Porque, no fundo, ainda carregamos aquela versão pequena de nós mesmos que acreditava que tudo era possível.
A verdade é que crescemos depressa demais. Trocaram-nos os sonhos por prazos, as gargalhadas por notif**ações, a imaginação por “sê realista”. E, sem darmos conta, deixámos a criança que fomos a bater à porta, a pedir para entrar outra vez.
Mas olha à tua volta. O mundo está meio caótico, meio bonito, meio confuso, igualzinho a nós. E talvez seja exatamente por isso que precisamos de recuperar aquilo que perdemos pelo caminho: a coragem de tentar, a curiosidade de perguntar, a leveza de acreditar, a inocência de não complicar tudo.
Ser criança não é ser pequeno. É ser gigante por dentro. É ter a ousadia de imaginar um futuro que ainda não existe e a teimosia de o construir, mesmo quando o mundo diz “não dá”.
Hoje, neste Dia da Criança, lembra-te disto: Tu não és só a pessoa que te tornaste. És também a pessoa que sonhaste ser. E essa versão, a tua versão mais pura, ainda está aí, à espera que lhe dês espaço para respirar.
Então faz o favor a ti mesmo: Ri mais. Pergunta mais. Abraça mais. Diz “não sei” sem vergonha. Diz “quero tentar” sem medo. E lembra-te que crescer não signif**a deixar de brincar, signif**a aprender a brincar com a vida, mesmo quando ela parece difícil.
Se há magia no mundo, ela começa sempre naquilo que sentimos quando nos permitimos ser, outra vez, um bocadinho crianças.

— Filipe de Luar

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Quando a saudade fala mais alto Há dias em que o mundo parece correr depressa demais. Dias em que fingimos que está tudo...
31/05/2026

Quando a saudade fala mais alto

Há dias em que o mundo parece correr depressa demais. Dias em que fingimos que está tudo bem, mas por dentro carregamos um peso que ninguém vê. E é aí que aparecem as lágrimas de saudade, não só de pessoas, mas de versões nossas que já não voltam, de momentos que f**aram presos no tempo, de sonhos que deixámos cair porque a vida apertou.
A verdade é que crescemos todos à pressa. Fomos empurrados para um mundo que exige respostas rápidas, produtividade constante, sorrisos perfeitos para fotos que duram três segundos. Mas ninguém nos ensinou a lidar com o silêncio que f**a quando a festa acaba, quando o telemóvel pára de vibrar, quando percebemos que a vida real não tem filtros e mesmo assim seguimos. Com medo, mas seguimos. Com dúvidas, mas seguimos. Com saudade, mas seguimos.
Porque a saudade não é só dor, é prova de que vivemos algo que valeu a pena. É memória que aquece, mesmo quando arde. É o lembrete de que sentir é o que nos mantém humanos num mundo que tenta transformar-nos em máquinas.
Aos jovens e aos que ainda se sentem jovens por dentro, f**a o aviso sincero: Não tenhas vergonha das tuas lágrimas. Elas não mostram fraqueza, mostram verdade. Mostram que tens história, que tens coração, que tens caminho e quando a saudade apertar, respira fundo. Lembra-te: não estás sozinho. Todos carregamos batalhas invisíveis, todos guardamos nomes que ainda doem, todos temos um passado que às vezes bate à porta só para ver se ainda estamos vivos.
A vida é isto, um caos bonito, uma dança entre perder e encontrar, um ciclo de despedidas e recomeços e as lágrimas de saudade? Essas são só a prova de que ainda acreditamos no amor, na amizade, na vida, em nós.

— Filipe de Luar

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