Filipe de Luar

Filipe de Luar Entre livros e pensamentos, Filipe de Luar escreve como quem escuta o silêncio das emoções. Amores e desamores. pertence!

Os seus romances são feitos de memórias, onde amores resistem ao tempo e palavras que revelam o que o coração não ousa dizer. Esta página serve para expressar situações, momentos, sentimentos... do dia a dia de todos nós. Amores clandestinos...
Os textos aqui escritos não são autobiográficos. Mas podem ser biografias de mim e de muitos de nós, aqui e além. É neste pequeno véu que fica por levantar que se encontra a sublime sensação que o resto, o resto só a nós (seres apaixonados, românticos, sensíveis, loucos...)

Dor que MoveCrescer dói.Dói porque obriga a olhar de frente aquilo que sempre foi empurrado para depois.Dói porque desmo...
11/09/2026

Dor que Move

Crescer dói.
Dói porque obriga a olhar de frente aquilo que sempre foi empurrado para depois.
Dói porque desmonta ilusões, expõe fragilidades, revela medos que estavam escondidos atrás de rotinas confortáveis.
Dói porque crescer é, no fundo, admitir que já não se é a pessoa de ontem e isso tem um custo.
Mas f**ar parado dói mais. A dor da estagnação é silenciosa, mas corrosiva. É aquela sensação de estar vivo por fora e parado por dentro. É acordar todos os dias igual, sabendo que algo podia ser diferente, mas não se mexe. É a dor que não grita, mas que consome. A dor que não rasga, mas que apaga.
Crescer exige coragem. Ficar parado exige desculpas e a verdade é simples: a vida não espera por ninguém. Ou se avança com medo, ou se f**a para trás com arrependimento.
A dor do crescimento é temporária.
A dor de não crescer é permanente.

— Filipe de Luar

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A Vida Não EsperaA vida não espera. E o medo sabe disso, por isso aparece sempre nos momentos em que mais precisas de av...
10/09/2026

A Vida Não Espera

A vida não espera. E o medo sabe disso, por isso aparece sempre nos momentos em que mais precisas de avançar.
O medo não chega com alarme. Chega devagar. Num pensamento rápido. Numa pequena dúvida. Numa sensação que te aperta o peito sem te derrubar. E está tudo bem sentir isso. É humano. É legítimo. Faz parte do processo.
O problema não é sentir medo. É f**ar a viver dentro dele. É transformar uma sensação numa morada. É deixar que a dúvida se torne rotina. Porque enquanto o medo te prende, a vida continua a andar lá fora, sem pausa, sem aviso, sem esperar que te organizes.
A vida move‑se depressa. As oportunidades não f**am à porta. Os momentos não voltam. O tempo não faz desconto para quem hesita. E há uma verdade que custa, mas liberta: o medo não desaparece antes da acção. Desaparece depois dela. É no passo que o medo perde força. É no movimento que a vida abre espaço. É na tentativa que o caminho se revela.
A vida não espera por quem tem medo, mas transforma quem decide avançar apesar dele.

— Filipe de Luar

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Muda TudoA vida muda no exacto segundo em que tu decides mudar. Não é bonito. Não é épico. É cru. E começa sempre com um...
09/09/2026

Muda Tudo

A vida muda no exacto segundo em que tu decides mudar. Não é bonito. Não é épico. É cru. E começa sempre com uma verdade que custa engolir: ninguém vem salvar-te.
Lembro‑me do dia em que percebi isto. Estava parado no mesmo sítio onde sempre reclamava da minha vida, mesmo banco, mesma rua, mesmas desculpas. E, de repente, caiu‑me a ficha: Eu não estava preso à vida. Estava preso a mim. À minha rotina. À minha preguiça. À minha mania de adiar tudo para “quando der”. Àquela ilusão confortável de que o mundo ia mudar primeiro para eu mudar depois. Mas não muda. Nunca muda. A vida só mexe quando tu mexes. E mexe depressa.
O mais estranho é que a mudança não começa com grandes decisões. Começa com gestos pequenos: O “hoje faço”, em vez do “amanhã vejo”. O “chega”, em vez do “talvez”. O “vou tentar”, em vez do “não sou capaz”.
E quando dás esse primeiro passo, mesmo que seja torto, mesmo que seja tímido, algo muda no ar. As oportunidades começam a aparecer. As pessoas certas aproximam‑se. Os caminhos que pareciam fechados começam a abrir brechas. Não porque o universo conspira. Mas porque tu finalmente deixaste de conspirar contra ti.
A vida muda quando tu mudas. E muda porque, pela primeira vez, deixas de ser espectador e assumes o papel de autor.

— Filipe de Luar

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Há cidades e depois há o PortoHá quem diga que o Porto é bonito. Eu digo que o Porto sente-se.Não é uma cidade perfeita....
08/09/2026

Há cidades e depois há o Porto

Há quem diga que o Porto é bonito. Eu digo que o Porto sente-se.
Não é uma cidade perfeita. Nenhuma o é, mas é uma cidade verdadeira.
Basta chegar cedo, quando a neblina ainda cobre o Douro e o silêncio ocupa as margens. Aos poucos, a cidade acorda. As primeiras portas abrem. O
cheiro do café e do pão quente espalha-se pelo ar como um abraço que desperta os sentidos e suaviza o início do dia. As pessoas seguem o seu caminho sem pressa de parecer outra coisa. Aqui, cada um é como é.
O Porto não precisa de impressionar ninguém. Faz isso sem esforço.
Há algo no granito das suas ruas que parece ensinar uma lição. Aguenta o tempo, as tempestades, os anos e continua firme. Talvez seja por isso que quem nasce aqui aprende cedo a levantar a cabeça, mesmo nos dias mais difíceis.
Passear pelos Aliados não é apenas olhar para edifícios antigos. É lembrar manifestações, celebrações, encontros e despedidas. Cada pedra já viu milhares de histórias. Algumas felizes. Outras nem tanto. Mas todas deixaram marca.
Na Rua de Santa Catarina, a cidade muda de ritmo. O comércio, os músicos de rua, as pessoas que passam apressadas, os turistas que levantam a cabeça para admirar os edifícios. No meio de tanta gente, ainda há quem pare para conversar. Porque no Porto ainda existe tempo para um "bom dia" dito com vontade.
Depois há a Rua das Flores. Quem passa por ali sente que o passado continua presente. As fachadas contam histórias de famílias, de lojas antigas, de pessoas que trabalharam uma vida inteira sem pedir reconhecimento. Apenas fizeram o que tinham de fazer. E fizeram bem.
É essa forma de estar que torna o Porto diferente.
Aqui, uma palavra vale mais do que muitas promessas. Um aperto de mão continua a ter peso. E um amigo é para aparecer, não apenas para mandar uma mensagem.
O Douro acompanha tudo isto em silêncio. Corre devagar, como quem já viu séculos passarem sem perder a calma. Ao fim da tarde, quando o sol começa a desaparecer, a luz bate nas casas da Ribeira e durante alguns minutos parece que toda a cidade ganha outra cor.
Há quem veja apenas fotografias bonitas. Quem cá vive vê memórias.
Vê o avô que contava histórias sentado à porta de casa. Vê os miúdos a jogar à bola até anoitecer. Vê os vizinhos que ainda sabem o nome uns dos outros. Vê cafés onde a conversa dura mais do que o café. Vê gente trabalhadora que nunca baixou os braços.
O Porto é feito destas pequenas coisas.
Não são os monumentos que dão alma à cidade. São as pessoas.
É a senhora que conhece toda a vizinhança. É o padeiro que cumprimenta cada cliente pelo nome. É o taxista que conhece cada rua como quem conhece a própria família. É o empregado do café que pergunta como está a mãe, mesmo sem obrigação nenhuma.
Há cidades onde as pessoas passam umas pelas outras.
No Porto, ainda há quem repare.
Talvez seja por isso que quem parte leva sempre um pouco desta cidade consigo. E quem regressa sente que nunca esteve realmente longe.
O Porto ensina uma verdade simples: não é preciso ser o maior para ser inesquecível. Não é preciso mostrar riqueza para ter valor. Não é preciso falar mais alto para ser ouvido.
Basta ser genuíno.
Num mundo onde muitos tentam parecer perfeitos, o Porto continua a mostrar que a autenticidade vale mais do que qualquer aparência.
E talvez seja essa a maior lição desta cidade.
As pessoas podem esquecer o que disseste. Podem esquecer o que fizeste. Mas nunca esquecem quem as fez sentir que estavam em casa.

— Filipe de Luar

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Partilho hoje o texto com o qual participei na coletânea "Porto - Uma Cidade Com Alma". Uma contribuição que nasce da minha forma de ver e viver a cidade do Porto.

Defeitos BelosAssume os teus defeitos. Não como desculpa, mas como identidade. Há uma força estranha e poderosa em olhar...
05/09/2026

Defeitos Belos

Assume os teus defeitos. Não como desculpa, mas como identidade. Há uma força estranha e poderosa em olhar para aquilo que sempre tentaste esconder e dizer: “Sim, isto também sou eu.”
A verdade é que os teus defeitos contam histórias. Mostram as batalhas que travaste, as quedas que sobreviveste, as marcas que te moldaram. São a prova de que não és uma versão polida e artificial da vida, és real, és humano, és vivido.
Quando assumes os teus defeitos, deixas de lutar contra ti. A energia que antes gastavas a disfarçar começa a trabalhar a teu favor. A tua presença torna-se mais autêntica, mais sólida, mais tua. E, curiosamente, é aí que a beleza aparece: não na perfeição, mas na verdade.
Os teus defeitos tornam-te único porque revelam aquilo que ninguém pode copiar. A tua teimosia pode ser persistência. A tua sensibilidade pode ser radar emocional. A tua insegurança pode ser consciência. Tudo depende da forma como escolhes olhar para ti.
Assumir os teus defeitos é aceitar que não precisas de ser perfeito para ser extraordinário. É perceber que a tua história não se escreve com máscaras, mas com coragem.

— Filipe de Luar

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Primeiro TuAdore-se primeiro. É aqui que tudo começa, no momento em que decides que já não vais esperar que o mundo te v...
30/08/2026

Primeiro Tu

Adore-se primeiro. É aqui que tudo começa, no momento em que decides que já não vais esperar que o mundo te valide para te sentires inteiro.
Quando te adoras primeiro, deixas de viver em modo sobrevivência. A tua energia muda. A tua postura muda. A tua vida muda. Porque a verdade é simples: quando te tratas como alguém que merece o melhor, deixas de aceitar o mínimo.
Adorar-se não é vaidade. É alinhamento. É assumir que a tua paz não está à venda, que o teu valor não depende de aplausos, que a tua presença não é um favor que fazes aos outros.
É perceber que, quando te escolhes, o mundo aprende a escolher-te também, ou afasta-se.
E é aqui que tudo o mais cai na linha. As relações tornam-se mais claras. As oportunidades tornam-se mais óbvias. Os limites tornam-se naturais. Porque quando te adoras, deixas de negociar aquilo que nunca devia ter estado em discussão: tu.
No fundo, adorar-se primeiro é a forma mais prática de reorganizar a vida. É o filtro que separa o que te acrescenta do que te apaga. É o gesto silencioso que diz: “Eu mereço mais e vou viver como tal.”

— Filipe de Luar

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Chama Interior O sucesso não é fácil. E talvez seja essa a parte que mais assusta é perceber que não existe um atalho ou...
29/08/2026

Chama Interior

O sucesso não é fácil. E talvez seja essa a parte que mais assusta é perceber que não existe um atalho ou uma fórmula mágica. Existe apenas o caminho e o caminho, quase sempre, dói.
Mas há algo que ninguém te diz: a dor não é o inimigo. A dor é o sinal de que estás a crescer. É o preço da transformação. É o lembrete de que estás a caminhar para um lugar onde a versão antiga de ti já não cabe.
O sucesso exige noites em claro, decisões difíceis, conversas que preferias evitar, coragem quando tudo em ti pede para desistir. Exige que continues quando ninguém está a ver, quando ninguém te aplaude, quando ninguém acredita — às vezes nem tu. E, ainda assim, vale a pena.
Vale a pena porque um dia olhas para trás e percebes que cada queda te ensinou a levantar melhor. Que cada porta fechada te empurrou para outra maior. Que cada dúvida te obrigou a descobrir uma força que nem sabias que tinhas.
O sucesso não é fácil, mas vale a pena porque te devolve a ti mesmo. Mostra-te quem és quando ninguém te segura. Revela a tua chama interior, aquela que só acende quando o mundo te testa.

— Filipe de Luar

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Caminho FelizHá quem passe a vida inteira a correr atrás de um destino que nunca chega. Acredita que a felicidade está a...
28/08/2026

Caminho Feliz

Há quem passe a vida inteira a correr atrás de um destino que nunca chega. Acredita que a felicidade está algures à frente, num emprego melhor, numa casa maior, num amor perfeito, num futuro onde tudo finalmente encaixa. Mas a verdade é mais simples, mais crua e mais humana: a felicidade não está lá. Está aqui. No caminho. No agora.
Lembro‑me de uma conversa com um amigo que vivia obcecado com “chegar lá”. Trabalhava até tarde, adiava encontros, sacrif**ava fins de semana, sempre com a mesma promessa: “Quando isto acabar, vou finalmente viver.”
Um dia, já exausto, confessou-me que não sabia bem quando é que “isto” acabava. E foi aí que percebi, ele não estava a viver para chegar ao destino. Ele estava a perder a própria viagem.
A vida não é uma linha reta com bandeira no fim. É uma estrada cheia de curvas, pausas, pessoas que entram e saem, momentos que parecem pequenos mas que, vistos de perto, são tudo.
A alegria não aparece quando conquistamos algo. Aparece quando reparamos no que já está aqui: o café quente de manhã, a gargalhada inesperada, o silêncio que acalma, o abraço que nos devolve ao corpo, a sensação de estar vivo mesmo quando nada é perfeito.
O segredo da felicidade não é chegar.
É reparar.
É sentir.
É caminhar com atenção suficiente para não perder o que importa enquanto procuramos o que achamos que falta.

— Filipe de Luar

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Vazio vivoNo peito bate um vazio que não avisa. Não chega com estrondo, não faz barulho, não pede licença. Apenas aparec...
18/08/2026

Vazio vivo

No peito bate um vazio que não avisa. Não chega com estrondo, não faz barulho, não pede licença. Apenas aparece, como aquela sensação estranha de entrar em casa e perceber que algo mudou, mesmo que tudo esteja no mesmo sítio.
Lembro-me de uma tarde em que isso me aconteceu. Estava rodeado de pessoas, conversas, ruído, planos… e, ainda assim, senti-me como quem observa a vida através de um vidro. Tudo perto, mas nada a tocar-me. É um momento silencioso, quase secreto, em que percebes que o mundo continua a andar, mas tu f**as parado por dentro.
O mais inesperado é que este vazio não é sempre sinal de perda. Às vezes é sinal de espaço. Um espaço que se abre quando já não cabe ali aquilo que carregavas. Um espaço que te obriga a olhar para dentro e perguntar: o que é que falta, afinal? E essa pergunta, por mais desconfortável que seja, é o início de qualquer mudança verdadeira.
Há quem tente preencher o vazio com pressa, distrações, barulho. Eu fiz isso durante anos. Até perceber que o vazio não queria ser tapado, queria ser entendido. Porque o vazio não é ausência. É aviso. É o corpo a dizer que já não estás onde devias estar. É a vida a pedir-te que pares, que olhes, que escolhas outra coisa.
E quando finalmente te sentas com esse vazio, sem fugir, sem disfarçar, descobres algo inesperado: ele não te quer pequeno. Ele quer-te honesto.

— Filipe de Luar

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Mudar tudoHá dias em que acordamos com a sensação de que o mundo à nossa volta está desalinhado. Não é drama, não é poes...
17/08/2026

Mudar tudo

Há dias em que acordamos com a sensação de que o mundo à nossa volta está desalinhado. Não é drama, não é poesia, é aquele desconforto silencioso que aparece quando percebemos que estamos a viver em piloto automático. As mesmas rotinas, as mesmas conversas, as mesmas desculpas. E, no fundo, aquela pergunta que tentamos ignorar: é isto que eu quero?
A verdade é que mudar o mundo à nossa volta não começa com grandes revoluções. Começa com um gesto pequeno, quase invisível. Uma decisão que ninguém vê, mas que muda tudo. Como aquela vez em que finalmente disseste “não” ao que te drenava. Ou quando escolheste estar presente numa conversa em vez de fingir que ouvias. Ou quando decidiste tratar-te com a mesma paciência que ofereces aos outros.
O mundo muda quando tu mudas a forma como ocupas o teu espaço. Quando deixas de pedir licença para existir. Quando percebes que não tens de esperar pela coragem perfeita, basta agir com a coragem possível.
E há um momento inesperado nesta transformação: o instante em que percebes que não precisas de mudar o mundo inteiro. Só precisas de mudar o teu metro quadrado. Porque quando o teu metro quadrado muda, tudo o resto começa a ajustar-se.

— Filipe de Luar

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