21/08/2026
Há aquele momento em que já não nos importamos se há ou não uma luz ao fundo do túnel. Só queremos mesmo é esganar o ma***to túnel. O que nos salva dessa terrível tentação de cometer um ‘túnelcidio’ é o apoio dos amigos que pela Cova da Beira e mundo fazemos a cada dia que passa, de quem contribui com materiais, bens e donativos, e no trabalho voluntário de trolhas da Fatela Sónica. Convivemos durante meses com a incerteza se conseguiríamos fazer a Fatela Sónica como a queremos. O nosso labor f**a agora mais facilitado por o Município do Fundão se ter mostrado agora receptivo a celebrar um protocolo com a Fatela Sónica associação cultural referente à Fatela Sónica, o verdadeiro ajuntamento de almas intrépidas, desalinhadas e combativas.
Uma proposta que partiu de nós. Decidimos abdicar da verba de apoio que o município se aprontou a nos disponibilizar, em troca de apoio logístico essencial para que a festa seja feita. Poderá parecer descabido mas não é. De todo. Somos malucos mas não insanos. Esperar por uma verba que na melhor das hipóteses teremos que aguardar um ano para a receber não nos ajuda quando mais o necessitamos, no ‘agora’. Já o apoio logístico é outro cenário.
Há ‘munições’ logísticas essenciais para podermos ganhar a campanha 2026 e as futuras. O custo de trazer bandas de países como Espanha, França, Luxemburgo, Sérvia, Itália ou Reino Unido é já por si só elevado, inteiramente por nós suportado e já pago. A isso acresce a deslocação dessas bandas do aeroporto para a Fatela, a sua mobilidade entre a Fatela e Fundão e o seu retorno ao Aeroporto para regressarem a casa. Adicione-se as bandas que chegam à Fatela por via terrestre, de Portugal e várias partes da Europa. Um total de 30 projetos musicais oriundos de 3 continentes. Estamos a falar de cerca de 100 pessoas às quais temos que somar os mais de 50 voluntários, os nossos Trolhas da Sónica, a quem temos de providenciar alojamento, alimentação, etc. Os custos com o espaço do Anjo da Guarda, burocracia, licenças, gráf**as, pagamento de cachets, deslocações das bandas e um largo etcetera.
Acreditem que a nossa parte no bolo de custos que a festa acarreta é superior ao do município. Não temos fins lucrativos e tudo tentamos para não chegar à meta com prejuízo por isso a generosa ajuda de sócios, particulares ou empresas é um precioso contributo para que um Apocalipse financeiro não caia em cima das nossas cabeças. O que nos interessa é levar a Fatela ao mundo e trazer o mundo à Fatela. E, apesar dos escassos recursos, acho que temos sido bem sucedidos. Impacto na economia local é algo que temos alguma dificuldade em medir mas acreditamos que com cerca de 300 a 400 visitantes vindos de Portugal e de outros países algum certamente terá. E um ano de trabalho voluntário para fazer acontecer a Fatela Sónica é, como diria o amigo do outro, ‘priceless’.
O que pedimos e o município nos oferece além do apoio logístico referente à mobilidade das bandas e público visitante (o já habitual Bus Sónico entre Fundão e Fatela), é a que for possível no seu alojamento mediante disponibilidades das datas, a m***agem de cabos elétricos, quadros e pontos de luz pelos eletricistas do município, um gerador necessário para colmatar as insuficiências do quadro eletrifico existente, licenças e divulgação nos canais institucionais entre outras ligadas à segurança e meio ambiente.
Consequentemente nem tudo o que pedimos ao município do Fundão nos foi cedido mas a ajuda logística que a autarquia nos oferece já é de m***a e é essencial para que a Fatela Sónica 2026 se realize sem contratempos em diversas áreas e para que a Fatela Sónica possa continuar onde deve, na Fatela. Por isso já desfizemos as malas e continuamos a botar as mãos à obra para reunir o que ainda necessitamos agora sem sentir o laço a estrangular o nosso pescoço de trolhas sónicos. Bem Haja ao Município do Fundão e ao seu atual executivo em dar este voto de confiança ao projeto (sub)cultural Fatela Sónica e ter acedido ao nosso apelo. No campo de batalha, como no dia a dia, mostraremos a cepa de que somos feitos.