Canal Dom Manuel I

Canal Dom Manuel I Página dedicada a realeza gloriosa de Portugal, nação madre de tantas outras nações livres de nosso tempo.

02/01/2021

Quando Afonso Henriques se tornou rei de Portugal, que língua ouvíamos nas ruas de Guimarães? Seria latim? Seria português?

No interior da Torre do Tombo, encostado, quase escondido e virado para a cafetaria, o trono de Dom Miguel I. Expressa c...
11/10/2020

No interior da Torre do Tombo, encostado, quase escondido e virado para a cafetaria, o trono de Dom Miguel I. Expressa com eloquência o eclipse da monarquia lusa e o lugar insubstituível que desde então ficou vago nesta nação feita por reis. Ao aproximarmo-nos de mais uma feira de presidenciais, a nossa sempre viva esperança de que o eclipse termine e Portugal volte a ter à cabeça do Estado e da nação uma instituição que se confunde com o nosso carácter nacional.

Miguel Castelo Branco

05/10/2020

17/07/2020

Hoje completam-se 102 anos do brutal assassinato da Família Imperial Russa. A historiadora Helen Rappaport, especialista em história russa, fez uma pesquisa minuciosa sobre este evento sombrio, relatada no livro "Os últimos dias dos Romanov". O grau de detalhes contido no livro é impressionante, e ao mesmo tempo assustador. A frieza dos líderes bolcheviques fez com que as vítimas não fossem vistas como seres humanos, mas sim como representantes de uma classe política que deveria ser eliminada. Até mesmo as crianças eram apenas uma “instituição” a ser extirpada do jogo político para sempre.

Naturalmente, o destino dos Romanov não inocenta os erros de Nicolau, um czar tolerante à repressão violenta aos rebeldes. Mas nada justifica a forma com a qual os bolcheviques, liderados por Lênin, trataram a família durante a fase de consolidação do poder. O império de Nicolau estava bastante impopular devido à miséria, agravada pela guerra. A imagem negativa de Alexandra, esposa de Nicolau, não ajudava; sua forte ligação com o manipulador Rasputin era motivo de insatisfação popular. O “homem santo” desfrutava da confiança da czarina pois ela jurava que somente ele era capaz de cuidar da doença de seu filho hemofílico. Ainda assim, o povo russo, em geral, não compartilhava do mesmo ódio que os bolcheviques. Tanto que a prisão domiciliar de dezesseis meses da família e seu desfecho trágico tiveram que ser mantidos em sigilo, pois os bolcheviques sabiam o quão impopular seriam seus atos se viessem à tona.

O relato de Rappaport mostra uma família bastante comum durante o período confinado numa casa em Ecaterimburgo, na Sibéria, onde foram confinados pelos bolcheviques. O desespero frente às incertezas de seu destino fez com que a família imperial buscasse na fé religiosa a força para resistir. Seu cotidiano era basicamente preenchido com leitura e orações, uma vez que o confinamento dentro da casa era total. As janelas haviam sido pintadas e um muro de paliçada fora erguido para impedir a visão dos ilustres prisioneiros. Do lado de fora, reinava um clima de guerra civil, com a fome se espalhando após as medidas bolcheviques. As pessoas estavam sendo presas indiscriminadamente, e com prisões lotadas, os hotéis e fábricas foram usados como locais de confinamento. Nesse tenebroso contexto, uma família buscava, unida, manter a esperança no futuro. Mas os bolcheviques tinham em mente um destino diferente para a dinastia dos Romanov.

Planos para resgatar o czar foram elaborados, mas Nicolau se recusava a ser salvo deixando para trás sua família. E resgatar todos, incluindo suas quatro filhas e seu primogênito doente, parecia tarefa quase impossível. Aceitando seu destino com resignação, Nicolau aguardaria aquilo que Deus tivesse preparado para sua vida. Ele não sabia que era Lênin, o diabo em pessoa, quem dava as cartas. Lênin considerava o regicídio uma necessidade, e julgamentos transparentes não passavam de uma besteira burguesa. Os bolcheviques jogavam no tudo ou nada, e quaisquer meios eram aceitáveis para seus fins. Trotski chegou a afirmar: “À nossa frente está a vitória total ou a ruína absoluta”. A palavra preferida dos bolcheviques era “aniquilação”: da propriedade privada, da monarquia, da religião, dos costumes burgueses etc. A palavra se tornou eufemismo empregado pelos bolcheviques quando se referiam a assassinar seus oponentes, ou até para justificar uma extensa limpeza social.

Exterminar a família Romanov inteira não era algo politicamente tão simples assim. Lênin desejava colocar um fim na dinastia, mas não sabia como fazer isso sem manchar seu nome. Além disso, uma coisa era matar o czar, mas outra completamente diferente era eliminar a família toda, incluindo as crianças. Os líderes bolcheviques teriam que manter isso em segredo de Estado, ocultando os fatos principalmente dos estrangeiros. Apenas a lógica política era levada em conta pelos bolcheviques. Questões humanísticas não tinham espaço em suas reflexões. Como Trotski afirmaria mais tarde, “a família do czar foi vítima do princípio que compõe o próprio eixo da monarquia: a herança dinástica”. Diferente da Revolução Francesa ou da revolução de Cromwell, não bastava cortar a cabeça do rei; era preciso cortar “uma centena de cabeças Romanov”. Na verdade, o número foi infinitamente maior que este.

Os momentos finais da família Romanov são contados com riqueza de detalhe por Rappaport. Trata-se de uma cena digna de filme de terror. A família foi acordada no meio da noite e colocada num quarto escuro no subsolo da casa que funcionava como sua prisão. Foi dito aos Romanov que se tratava de uma mudança de endereço, pois estava perigoso demais permanecer naquele local. Yurovsky, que era muito próximo de Lênin e estava no comando da operação, leu um trecho da mensagem que selava o destino da família. Então, após a perplexidade do czar, o bolchevique sacou sua arma, deu um passo à frente e atirou no peito de Nicolau à queima-roupa. Em seguida, os demais bolcheviques encarregados da chacina abriram fogo no apertado cômodo escuro, fuzilando cada membro da família, incluindo o médico do czar.

Os tiros deixaram uma névoa que tornava a visão ainda mais difícil, e os gemidos vinham de toda parte. Os assassinos tiveram que golpear os corpos com a baioneta para finalizar o serviço, descarregando todo seu ódio. Nenhuma das filhas teve morte rápida ou pouco dolorosa. “Foram necessários vinte minutos de atividades frenéticas para matar os Romanov e seus serventes”, conforme explica Rappaport. Ela completa: “O que deveria ter sido uma execução limpa e rápida se transformou em um banho de sangue”. Não menos fria foi a tarefa de se livrar dos corpos na floresta depois, ateando fogo neles. Lênin tomou o devido cuidado de apagar qualquer registro oficial que ligasse seu nome a este ato bárbaro e covarde cometido pelos bolcheviques sob o comando de seu camarada Yurovsky, subalterno de sua extrema confiança.

Helen Rappaport resume a situação: “A execução a sangue-frio das crianças Romanov, junto com a tentativa de promover um extermínio sistemático de toda a dinastia, foi o teste final para a imoralidade da política bolchevique”.

- Texto de Rodrigo Constantino.

23/05/2020

FUNDAÇÃO DE PORTUGAL

Celebram-se hoje 841 anos do reconhecimento da independência e fundação de Portugal. A 23 de Maio de 1179, o Papa Alexandre III emitiu a Bula "Manifestis Probatum", a qual declara independente o Condado Portucalense e D. Afonso Henriques o seu soberano.

11/05/2020

Quando Afonso Henriques se tornou rei de Portugal, que língua ouvíamos nas ruas de Guimarães? Seria latim? Seria português?...

https://youtu.be/lbDdaTiqfyY
12/04/2020

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Bênção da Cidade de Lisboa, e de Portugal continental e ilhas, com o Santo Lenho, vg a relíquia da Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sexta-feira Santa...

Uma linda homenagem.
11/04/2020

Uma linda homenagem.

Dia Nacional do Combatente
102.º Aniversário da Batalha de La Lys

No dia 9 de Abril de 1921 foram conduzidos para o Mosteiro da Batalha, Templo da Pátria, os dois Soldados Desconhecidos vindos da Flandres e da África Portuguesa, simbolizando o sacrifício heroico do Povo Português nos referidos teatros de operações.

Desde então, o Túmulo do Soldado Desconhecido passou a ter sempre uma guarda de honra e uma vela acesa como sinal do respeito perene pelos que caíram no cumprimento do dever.

Cabe atualmente ao Regimento de Artilharia N.º 4 assegurar a referida guarda de honra.

Ao serviço dos Portugueses!

O Duque de Anjou, da casa real francesa fala sobre este tempo de coronavírus.
24/03/2020

O Duque de Anjou, da casa real francesa fala sobre este tempo de coronavírus.

Mensagem do Monsenhor Duque de Anjou sobre a epidemia de coronavírus 19 de março de 2020 na festa de São José Tradução do francês: ...

09/03/2020
05/03/2020

Imagem rara do Rei Carlos I de Portugal e do Imperador Dom Pedro II do Brasil em 1890.

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