18/06/2026
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma janela de chat onde fazemos perguntas e recebemos respostas. Cada vez mais, falamos de agentes de IA: sistemas capazes de executar tarefas, consultar informação, tomar decisões intermédias e agir em nome do utilizador. Na prática, isto significa que um assistente pode deixar de ser apenas aquele que nos ajuda a escrever um email e passar a ser o que tem acesso à nossa caixa de correio. Pode ler mensagens, resumir conversas, responder a clientes, organizar ficheiros, consultar calendários, executar comandos numa máquina ou interagir com aplicações empresariais. A promessa é enorme. Imagine-se um assistente que lê os emails menos importantes, identifica pedidos urgentes, prepara respostas, agenda reuniões, organiza documentos e automatiza tarefas repetitivas. Para quem lida diariamente com dezenas ou centenas de mensagens, a vantagem é evidente: menos ruído, mais foco e maior produtividade.
Mas há uma pergunta que devemos fazer antes de ligar esse assistente à nossa conta: se ele pode responder aos meus emails, também pode apagá-los?
E se pode organizar ficheiros, também pode movê-los para o sítio errado?
Se pode executar comandos, também pode remover o meu próprio acesso ao computador? Se pode aceder a uma aplicação com as minhas credenciais, também pode fazer tudo aquilo que eu posso fazer?
É aqui que o tema deixa de ser apenas sobre inteligência artificial e passa a ser sobre permissões, controlo e responsabilidade.
➡️ Saiba mais em https://www.securitymagazine.pt/2026/06/03/quando-o-assistente-tem-as-chaves-da-casa