19/12/2013
Os sonhos de Natal. - Ou como se diz agora (nesta neo-tendência de falar sem dizer nada) “ Os desejos [literalmente] alucinados de festejo do dia em que Cristo [tipo] nasceu [o que não nos interessa nada porque basicamente o tipo apenas iniciou esta cena de festejar o dia mas depois não fez mais nada para manter a tradição e se não fossemos nós esta cena já tinha passado e hoje em dia não se festejava p***a nenhuma – deverá ser lido em ritmo acelerado tipo menções obrigatórias na publicidade a medicamentos] PONTO".
O Natal é do caraças (alusão descabida ao carnaval que deveria ser banida do texto), é do Best para os menores de 30 ou do catano para os alentejanos, parecendo lembrar as pombinhas da Catrina, o Natal é de quem o apanhar.
O Natal é propício a sonhos, há quem diga também que é a festa da família, provavelmente porque tudo o resto está fechado o que obriga qualquer um a ficar mesmo em casa a aturar a sua.
Aí começa o sonho.
E no sonho começa a vida, ora Natal não é mais do que começo da vida, mesmo crendo nas teorias (parvas) de que o festejo já existia e estava relacionado com o solstício de Inverno e Blah blah blah. Malta que não sabe o que é o Natal e que se põe a adivinhar……
Senão atentemos à cena histórica… era certamente Dezembro e as estrelas estavam conjugadas de forma a que se desse o evento ou então o protocolo falharia, os reis magos perderiam o seu sinal de GPS e as escrituras não teriam narrado aquilo que para nós é um dado adquirido.
A narrativa estava construída – Nasceu o fundador de uma religião.
Esta narrativa pseudo basista é, nada mais nada menos que, aquela que aplicamos nos tempos modernos aos tipos levemente heróis mas que não têm calibre para se agigantarem a fundar uma religião, ou então fá-lo-ão daqui a 500 anos, quando já não se souber muito bem o que fizeram e os mitos e lendas ultrapassem toda e qualquer realidade sobrepondo-se ou pondo-se nela.
Portanto aqui começa a vida.
Ora juntando tudo na Bimby da vida, ou melhor na Bimby da História e da vida dos povos do ocidente (que depois invadiram o resto do mundo e propagaram a fé e etc…), teremos o Natal, os Sonhos e a Vida.
Mas, se não temos quatro elementos a teoria falha, não há teoria que englobe toda a explicação da existência que não tenha pelo menos quatro elementos, senão vejamos os canais de TV em canal aberto, os cantos de uma sala, o compasso quaternário ou as linhas de um campo de futebol. Adicionemos portanto o desejo de consumir.
Sim eu sei, parece [tipo] moralista [mas isso é a opinião só de alguns que espero não sejam muitos e falar do Natal desde 1950 sem falar de consumismo, Coca-Cola e árvores de natal não teria qualquer sentido mesmo numa crónica sem sentido ou em que o sentimento parece ter desaparecido e as crianças não são valorizadas e tudo é motivo de chacota e blah blah blah, ginja com elas - deverá ser lido em ritmo acelerado tipo menções obrigatórias na publicidade a seguros], mas haverá maior moral do que dizer isto com a árvore de Natal recheada, as prendas compradas e o cartão de crédito com o plafond excedido?
Portanto… reunidos os quatro elementos da narrativa e esquecidas as p***as, os Sonhos de Natal são os mais genuínos e os que mais perduram, a crer na Francisca que garante que só em Maio perdeu os quilos que ganhou com os sonhos do Natal passado.