Podcast Hedonista

Podcast Hedonista O podcast mais feminino do mundo do vinho. Histórias semanais para descobrir rótulos incríveis.

Numa era de ruído, o silêncio.Foi o primeiro e a primeira vez que harmonizei um livro e um vinho. Acho que a vida se enc...
07/06/2026

Numa era de ruído, o silêncio.

Foi o primeiro e a primeira vez que harmonizei um livro e um vinho. Acho que a vida se encarrega de nos levar aos sítios e às pessoas certas. Livros, música, palavra, vinho. Por esta ordem. Pela ordem da sua importância e de entrada na minha vida. E garanto, os últimos serão os primeiros… O livro pelas histórias que nos conta, a música que me levou à rádio. A rádio que é palavra e o vinho contado através da palavra, criando uma música com as histórias que tem para contar.

A leitura chegou cedo, os livros contavam histórias que o mundo não mostrava, num tempo sem internet. A música, logo a seguir, na rádio, sempre ligada e, depois, com o Walkman que me ofereceram, devia ter uns 8 ou 9 anos. A rádio, novamente. Quando não tinha cassetes novas ou queria poupar as pilhas, ouvia rádio. Talvez tenha nascido assim, essa paixão. A paixão da rádio. Depois a palavra, para partilhar com outros, colocar a música a tocar e imaginar quem estivesse a ouvir. Quando estou na rádio, imagino sempre alguém, falo sempre para essa pessoa. E o vinho, essa sedução vertida num copo, mil histórias numa garrafa, muito mais do que uma bebida. O vinho é amor.

Este encontro, foi Amor. Organizado pela , o vai crescer e transformar-se num momento pelo qual vamos ansiar para conhecer histórias, ouvir as muitas palavras e provar o que cada vinho tem para nos dizer. Porque se o vinho é amor, a forma como nos junta à mesa é só uma outra forma da palavra amor. Obrigada por me teres incluído nesta primeira edição no .cooking.nook e com os vinhos da 🍷

Escolhi um Pet Nat que surpreendeu e fechou a sessão com a doçura que também o silêncio pode ter!

Obrigada pelas fotos!

Fiquem atentos porque o Beba Esse Livro vai voltar!

Alguns vinhos dispensam filtro, palavras, música. Destacam-se por aquilo que são. Contam uma história através de aromas ...
04/06/2026

Alguns vinhos dispensam filtro, palavras, música. Destacam-se por aquilo que são. Contam uma história através de aromas e sabores, levam-nos a conhecer gentes e lugares.

O vinho bebe-se. Sim. O vinho é alcoólico. Também. Mas é mais do que isso. Com a devida curiosidade e moderação, é contexto para criar uma história além da sua história. Para provar, descobrir, experimentar, é fonte de saber e conhecimento. É amor, digo muitas vezes.

Este faz parte da coleção Código, da
com enologia de .a.macena

É um vinho que quer ser enigmático, que se inspira no que não é convencional. Gostei. Já me disseram que gosto de vinhos diferentes. Este não é “diferente” só por ser.

Bical, malvasia, cerceal branco e encruzado, juntas numa melodia que se revela na boca e nos faz querer dançar. Tem um toque tostado, aquele ligeiro amadeirado no ponto certo que lhe dá uma estrutura e um toque gourmet que se deixa f**ar...

Acompanhei com um peixe incrivelmente cozinhado. Resultado? O vinho é amor.

A olhar o Porto, nessa vista que Gaia nos dá, com sabor a vinho do Porto. A história destas duas margens, unida pelo vin...
29/05/2026

A olhar o Porto, nessa vista que Gaia nos dá, com sabor a vinho do Porto. A história destas duas margens, unida pelo vinho, é um património que vale a pena conhecer. E degustar.

O convidou e eu não hesitei em participar na Port Wine Celebration, uma noite dedicada ao vinho do Porto, no dia de São Jorge. Foi dia de declarar vinhos do Porto Vintage e eu tive a oportunidade de provar vinhos que ainda estavam sem rótulo, mesmo antes de chegarem ao mercado.

Conheci a com quem, entretanto, já gravei um Hedonista, no qual falámos, também, sobre vinho do Porto. E isto tudo para dizer que o Pprto é mais do que vinho. É uma paixão sobre a qual também escrevi para a que chega às bancas já no dia 25 de Junho. Em papel. Vintage, portanto. Como estes vinhos que pude conhecer, alguns quase parecem chocolate, outros são mel com um toque de caramelo, outros um rubi que nos leva a viajar, mesmo não saindo do lugar.

O vinho do Porto é muito mais do que parece, não é bebida de velhos ou de aristocratas e tem tudo para se transformar na próxima grande cena, mesmo em tempos de diabolização do álcool e do açúcar. Há tantas coisas na indústria alimentar que nos fazem mal e sobre as qual quase não se fala (processados, aditivos, intensif**adores, conservantes) e não será o vinho do Porto que nos irá matar. Pelo contrário, na maior parte das vezes, é vida e a arte do tempo.

Para quem não segue o Hedonista, podem ouvir quinzenalmente na TSF ou sempre que quiserem nas plataformas digitais 🎧

26/05/2026

Ja ouviram um programa de rádio gravado na vinha?

Fui à ter com a e gravámos um Hedonista nas vinhas. Com o vento, os porcos e todo um ecossistema vivo que resulta da sua abordagem biodinâmica para produzir vinhos com um estilo e carácter muito próprios. São Filipa Pato e este episódio também tem algo de único. São porquinhos acabados de nascer e porquinhos bebé a passear 🐷 Espero que gostem!!

Obrigada à .siqueira pela paciência para filmar isto tudo!!!

19/05/2026

Sabemos o que é agricultura regenerativa?
E que vinhos resultam da agricultura regenerativa?
Fui perguntar ao na onde decorreu o .fest

E que bons vinhos, provei!!
🍷 conhecem algum vinho de agricultura regenerativa?

13/05/2026

.fest na

REGENERATIVE WINE FEST
sábado, 16 de maio, Estremoz

Uma amostra do Tem a Palavra desta semana, sobre agricultura regenerativa. Episódio completo em www.tsf.pt e nas plataformas habituais 🎧

O rosé está em altas e não é (apenas) um vinho de verão, menos ainda um vinho levezinho “para elas”. É cada vez mais um ...
11/05/2026

O rosé está em altas e não é (apenas) um vinho de verão, menos ainda um vinho levezinho “para elas”.

É cada vez mais um vinho interessante, que se bebe independentemente da estação. Tenho vindo a descobrir rosés incríveis, que apetece beber nas mais diversas situações e a acompanhar pratos muito diferentes. Porque existem rosés diferentes e, como um branco ou um tinto, servem contextos diferentes. Fui conhecer a e o rosé deles é muito bom. E barato.

O que me leva à discussão de sempre e que f**a para outra publicação… o vinho bom tem de ser caro ou um bom vinho não pode ser barato?

Este é um rosé do Douro e transpira a frescura que esta região consegue ter, o sabor a fruta que também o Douro nos dá. Para mim é daqueles vinhos que apetece repetir, sentar à mesa sem hora para terminar, a garrafa sempre à temperatura certa, a comida e a companhia que fazem o sabor nunca terminar…

Mais detalhes no canal 🍷

Bairrada. Aquela região que não é nem sim, nem não mas que se revela nos pormenores. Aqui não há paisagens apaixonantes,...
04/05/2026

Bairrada. Aquela região que não é nem sim, nem não mas que se revela nos pormenores. Aqui não há paisagens apaixonantes, escarpas enebriantes ou socalcos desafiantes, vinhedos a perder de vista.

Há vida em cada casa e um saber receber raro de encontrar. As casas não são deslumbrantes, nem são todas muito antigas, a respirar história, como também não são casas sem história ou de arquitetura tão moderna que não f**a para a história. São casas com gente dentro e parcelas de vinha com história para contar. Percorri as vinhas da Filipa Pato, aprendi como o presente pode aprender com o passado e como, mais do que regenerar, importa preservar o que a natureza faz.

Com a ajuda da Mariana Siqueira, para as fotos, gravamos um episódio que, arrisco dizer, será muito especial, fiz uma prova e aprendi muito sobre a casta Baga, que depois apliquei na prova cega que a Niepoort preparou para nós, no Baga Day. Entre a coolness do Vadio, a chanfana preparada pela mãe do Luís Patrão e uma nova adega decorada pela Eduarda Dias, ainda provei uma feijoada interpretada pelo chef do Broto, o Pedro Pena Bastos.

A simplicidade da bifana na Bageiras vai contra a elaboração dos seus vinhos, tal como a história que os vinhos Sidónio de Sousa têm para contar em cada prova. Para surpreender, nada como viver sem maquilhagem e é esse o princípio dos vinhos da Filipa Pato, que resultam numa sensação única, como se fosse possível espremer uvas para um copo, aguardar a fermentação e beber, de tão natural que parece ser. É. E faz toda a diferença 🥂

Ir ao Douro não é só provar vinho. É perceber a dimensão do tempo, do território e das pessoas. É abrir horizontes. Esto...
28/04/2026

Ir ao Douro não é só provar vinho. É perceber a dimensão do tempo, do território e das pessoas. É abrir horizontes. Estou grata por isso 🍷

Desta vez fui conhecer , um projeto coletivo que junta várias quintas e diferentes visões no mesmo lugar: o Douro.

Entre brancos elegantes e tintos com profundidade, uma delícia chamada Alvarelhão e uma surpresa chamada Riesling (uma casta autóctone e uma casta alemã) há uma coisa que me move sempre: aprender. Aprender como nasce e se cria um vinho. Aprender como o Douro continua a reinventar-se sem perder identidade. E eu adoro este processo de aprender a provar com mais atenção e menos pressa.

Porque no vinho, como na vida, não se trata só do que sentimos. Mas de perceber porquê. E, isso, muda tudo.
Conhecem o Três Bagos, o mais conhecido deste produtor?

Vinho sem álcool. É vinho?A resposta fácil seria não. O vinho, por definição, implica fermentação alcoólica, é parte da ...
16/04/2026

Vinho sem álcool. É vinho?

A resposta fácil seria não. O vinho, por definição, implica fermentação alcoólica, é parte da sua identidade, da sua estrutura, da forma como se expressa.

Mas a resposta interessante é outra, porque há hoje um território novo a emergir: além de vinho sem álcool, bebidas fermentadas, complexas, gastronómicas, pensadas para a mesa mas sem álcool. São boas?
Podem ser. São vinho? Não são.

Querem saber se eu gosto?

Ignorar estas bebidas porque não encaixam na definição de vinho pode ser redutor. Contudo, não são vinhos…

Das bebidas no chá da tarde, às bebidas fermentadas que provei recentemente no William Restaurant, no Reid’s Palace, surpreendeu-me, sobretudo, um restaurante estrela Michelin arriscar.

Nestas bebidas encontrei textura. Acidez. Camadas. Novamente, não são vinho. Mas também não são sumo.

São outra coisa. E talvez o erro esteja em tentar forçar uma equivalência em vez de aceitar uma nova categoria.

A questão é sobre vinho ou sobre o prazer de uma bebida? Para mim, é sobre os dois, porque não são incompatíveis e podem servir momentos e intenções diferentes.
Estamos preparados para beber algo que nos dá prazer, mesmo que não caiba na definição?

Se eu gosto?

Sou curiosa e gostei de experimentar mas, enquanto bebia, pensava no vinho que poderia acompanhar cada um daqueles pratos 😉

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