21/08/2026
A saúde mental começa, finalmente, a ocupar o lugar que merece no debate sobre o futuro de Portugal. Mais do que uma questão clínica, representa um verdadeiro investimento no desenvolvimento humano, na educação, na produtividade, na coesão social e na qualidade de vida.
Em entrevista à Revista Pontos de Vista, Sofia Ramalho analisa a nova edição dos Cheques Psicólogo e Nutricionista e destaca a importância de aproximar os jovens dos cuidados de saúde psicológica, apostando na prevenção e na intervenção precoce. Apesar dos progressos alcançados, persistem desafios signif**ativos, sobretudo ao nível do acesso, dos tempos de espera, das desigualdades territoriais e da disponibilidade de psicólogos nas diferentes estruturas públicas.
Para Sofia Ramalho, incentivar as pessoas a procurar apoio implica também garantir que esse apoio existe quando é necessário. Escolas, universidades, famílias, serviços de saúde e restantes estruturas da comunidade assumem, por isso, um papel determinante na construção de uma resposta mais integrada e capaz de acompanhar as pessoas ao longo das diferentes fases da vida.
Num momento em que a procura por acompanhamento psicológico continua a crescer e o estigma começa progressivamente a diminuir, a questão deixa de ser apenas quanto deve Portugal investir em saúde mental. Torna-se igualmente necessário perceber quanto custa ao país continuar a não investir.