02/02/2026
AS CONCLUSÕES INCONCLUSIVAS...
Entre a retórica e a realidade, nem sequer está em causa a prontidão do governo, ou falta dela , o maior problema serão sempre as burocracias e a divisão de poderes até chegarem as respostas a quem delas precisa.
Ao ouvir, mais uma vez o que ouvi, lembrei-me dos incêndios...que ainda não deram respostas a quem delas precisa.
Estou a falar de uma que me tocou muito de perto, a queima do emissor da Rádio Riba-Tavora nos incêndios de Verão, e que conforme foi pedido devia ser dado conhecimento á câmara municipal para esta despoletar o respetivo processo junto da CCDR e até agora, nem resposta da câmara nem da CCDRN.
A Rádio Riba-Tavora continua á espera desde o último Verão!
As catástrofes surgem do nada e não compactuam nem com demoras nem com atrasos, têm que ter resposta e que haja alguém que as possa minimizar no mais curto espaço de tempo.
Os lesados ficam sempre dependentes das burocracias que causam as demoras e em alguns casos nem sequer fornecem respostas atempadas.
Transferir milhões para quem não sabe gastar tostões é deitar dinheiro fora, como é o caso agora dos milhões transferidos para a IP e nós continuamos com pequenos nadas por resolver, tais como, uma simples marcação nas estradas que lhe são entregues, buracos nas mesmas que se deixam prolongar meses e anos, entre outros simples processos que não andam.
Este nem será um problema de compreensão, nem sequer é falta dela!
Não é sequer a vontade de desconversar, mas sim uma vontade de gritar ao vento que nada ou muito pouco muda!
Este é apenas um grito de revolta ao ver o que não se deveria ver e a falta de respostas atempadas a quem precisa delas para sobreviver.
Doenças ideológicas matam!
Desinteresses e abandonos destroem!
Confesso que não entendo sequer as várias velocidades de decisão, mesmo vendo e bem, é para isso que são eleitos todos os políticos com as "suas políticas" no terreno, que resultam naquilo que são as faltas de resposta que nos entram todos os dias casa dentro.
Todos "esquecidos" de que o povo que os elegeu precisa deles para cumprirem os seus deveres e as soluções tardam ou não chegam!
O que não se entende, é o quero, posso e mando das várias fações que compõem a pirâmide do poder, que não conseguem ter uma ação concertada para dar respostas.
O presidente da república vê, opina e fala...mas não age ou não o deixam agir ou então...parece que não manda mesmo nada, até porque fiquei estupefacto ouvir dizer a um alto graduado que o acompanhava, um membro do comando das forças armadas que...ao ver a catástrofe diz...se precisarem chamem que nós vimos e depois.... beijinhos do PR!
Ora aqui está um dos deveres do senhor comandante em chefe das forças armadas, o presidente da república que não deve pedir mas exigir e pôr as forças armadas no terreno ao serviço do povo.
Ninguém prevê as adversidades que a natureza possa causar, mas podem ser minimizadas ou minoradas com homens de boa vontade e são esses que escasseiam, bem "encavalitados" nos pelouros, administrações, nos galões e divisas e a gozarem os lugares dourados em vez de os servirem.
Uma das primeiras "ordens" deveria vir do senhor presidente da república ordenando de imediato às forças armadas para irem para o terreno e estarem ao serviço de quem lhes paga, com todas as maquinarias e especialidades que o povo com os seus impostos lhes fornece, saindo diretamente dos cofres do orçamento de estado, mas que usam demasiadas vezes para exercícios de encher o olho em vez de terem o olho e a visão para ajudar a solucionar problemas, mas a culpa não é deles.
Diz o povo com razões ...que uma desgraça nunca vem só, neste caso muitas desgraças vêem-se quase a só...porque vê-las nunca foi sinal de resolve-las.
E agora vêm aí as comissões....que normalmente nunca rimam com soluções!
O tempo passa, os prazos esgotam, as respostas tardam e as soluções esgotam-se e...fica tudo na mesma e o povo tendo quem mais ordena...em vez de ordenar, tem que se virar sozinho ou ...quase, com fracos ou nenhuns apoios, apenas com palavras bonitas e de circunstância que não lhes resolvem as calamidades!
Desculpem, mas custa ouvir tanto sem ouvir nada...nas televisões!
Façam justiça ao povo, governem, porque agora, ao contrário do que acontecia há séculos, cá neste cantinho da Ibéria já há um povo que se deixa governar, que quer ser governado, mas que não o deixam saber-se governar!
De quem é a culpa?
Infelizmente é sempre do povo!