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03/06/2026

Escolher um único éclair na é uma missão impossível. 😆

Fui lá para fazer uma degustação e eleger o melhor.

Depois de provar cinco sabores, acabei por desistir da ideia de escolher apenas um…😆

No final, tive de eleger dois vencedores. 🍰

Agora quero saber: qual seria a vossa escolha?

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31/05/2026

Sentei-me a ouvir os pastores e esqueci-me do resto do mundo…❤️

Num tempo em que andamos sempre a correr, parar e ouvir quem tem histórias deliciosas para contar vale ouro.

Durante os Caminhos da Transumância, em Torém, sentei-me com um grupo de pastores que passou uma vida inteira na serra.

Falaram de lobos, de vacas, de vitelos, de sustos e de episódios que contavam com a mesma alegria de quem recorda aventuras de adolescência.

E o mais incrível é que ouvimos estas histórias na serra onde tudo aconteceu.

A olhar para os montes por onde andam os animais, para os caminhos que percorrem e para a paisagem que faz parte da vida destas pessoas todos os dias.

Por momentos, deixei de sentir que estava apenas a ouvir histórias.

Parecia que as estava a ver acontecer….

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24/05/2026

Será que Ponte de Lima vai voltar a afirmar-se como terra de queijo?

Foi uma pergunta que me ficou na cabeça depois de visitar a e perceber o orgulho com que hoje se volta a falar da ligação entre Ponte de Lima e a produção de queijo.

Muita gente talvez não saiba, mas foi aqui que nasceu o famoso queijo Limiano, cuja produção acabou por sair do concelho há vários anos.

No caminho entre a queijaria e a vila, atravessei o “pulmão do Alto Minho”, uma das paisagens mais bonitas do Vale do Lima que são as Lagoas de Bertiandos e São Pedro d’Arcos.

Ali, as árvores parecem encontrar-se no ar. Cruzam-se, tocam-se, e formam túneis naturais por onde a luz entra de forma quase desenhada. Há qualquer coisa de vivo naquela estrada que faz o percurso parecer parte da experiência.

E já em Ponte de Lima, era impossível não abrandar e deixar-me levar pela vila.

As ruas em pedra.
As varandas antigas.
O verde intenso junto ao rio.
Os cavalos a atravessar a margem.
E a ponte romana, onde as andorinhas continuam a fazer os seus ninhos entre as pedras antigas.

Entre bastidores, provas de queijo, copos de vinho e caminhos sem destino, Ponte de Lima acabou por me surpreender muito mais do que estava à espera 🤍

Tão bom! ❤️

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19/05/2026

O sabor de um bom bife muda com as estações… sabiam?

Todos os anos, em maio, o gado sobe à serra em Tourém para passar os meses quentes em liberdade.

É a transumância. Uma tradição antiga do Barroso que ainda hoje resiste graças a quem insiste em manter viva a memória das aldeias.

“Os Caminhos da Transumância” é uma iniciativa da que recupera este ritual com o objetivo de preservar a identidade rural e cultural de Tourém.

E há algo que muita gente não imagina: isto influencia mesmo o sabor da carne.

Na serra, as vacas alimentam-se de ervas aromáticas e flores silvestres, andam em liberdade e desenvolvem uma musculatura e uma gordura diferentes.

O resultado sente-se no prato.

O sabor muda.
A textura muda.
A gordura muda.

Foi uma experiência inacreditável e um privilégio viver este momento no coração do Barroso 🤍

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14/05/2026

Ainda existem lugares onde só se ouvem os passarinhos…
Depois das cavacas e das cerejas, terminei o dia no Miradouro de Cárquere, em Resende.

Um dos lugares mais bonitos da região para apreciar a paisagem do vale do Douro e sentir a natureza praticamente em estado puro.

Sem baloiços.
Sem estruturas.
Sem música.

Só monte, nevoeiro, vegetação e o som dos pássaros a enfeitiçar-nos.

E talvez seja precisamente isso que o torna tão especial.

Se passarem por Resende, guardem este lugar para o fim do dia. 🌿

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12/05/2026

Quem não adora uma boa história de AMOR… com imprevistos pelo meio? ❤️

Foi assim que a D. Arminda me contou a origem das cavacas de Resende, uma história que começa com um noivo doente e com uma mãe que, já naquela altura, tinha uma noção incrível de sustentabilidade e desperdício zero.

Nunca mais vou comer cavacas da mesma maneira…😍

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09/05/2026

Eu nunca imaginei que isto se comia…😲

Passei a vida a ver estes peixes minúsculos entre as pedras da praia e da ria… sempre achei que eram apenas isso: peixes pequenos.

Até ao dia em que o senhor Vítor me mostrou outra realidade.

Na Ria de Aveiro e em zonas como a Gafanha ou Vagos, estes peixes — chamados cabozes — fazem parte de uma tradição antiga que muita gente desconhece. Há quem os apanhe para isco, mas também continuam a ser usados em pratos tradicionais como sopas, caldeiradas, fritos e até em pataniscas.

E talvez o mais bonito nisto tudo seja isto:aquilo que parece insignificante… também faz parte da nossa história.

⚠️ Nota importante: a pesca lúdica está sujeita a regras e licenciamento em Portugal, e deve sempre respeitar-se o ecossistema e a legislação em vigor.

Às vezes, o que sempre esteve à nossa frente… só precisa de alguém que nos ensine a ver.

Esta atividade foi organizada pelo de carácter apenas didático.

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05/05/2026

O meu avô Alfredo punha maias à porta de casa para afastar o mau-olhado.

E punha também nas casas dos filhos e dos netos.

Ele era muito supersticioso no sentido mais antigo da palavra, não se sentava à mesa com 13 pessoas. Se fosse preciso, aparecia uma cadeira a mais, mesmo que não houvesse ninguém para a ocupar.
Não passava por baixo de escadas, acreditava em sinais que hoje chamamos apenas de coincidências.

E por isso quando chegava maio, havia um ritual que nunca falhava.

0 meu avô ia apanhar ramos de maias e colocava-os à porta de casa como forma de proteção. Contra o mau-olhado, contra as más energias, contra aquilo que não se vê mas se sente.

Hoje, vou eu buscar maias.

Não tanto pela superstição.

Mas pela memória.

Pela saudade muito grande que tenho dele.

Não sou tão supersticiosa como ele era.

Mas há tradições que ficam.

Porque vêm carregadas de amor.

E mal não faz.

Que tradições ainda continuam na vossa família porque alguém especial vos deixou isso?

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