Centro Português de Estudos Humanistas

Centro Português de Estudos Humanistas Organização dedicada ao estudo, investigação e difusão do ideário do Humanismo Universalista.

Desenvolver conhecimento além das limitações impostas pelos preconceitos.

Durante décadas, habituámo-nos à ideia de que a democracia avançaria progressivamente.Os dados mais recentes obrigam-nos...
26/08/2026

Durante décadas, habituámo-nos à ideia de que a democracia avançaria progressivamente.

Os dados mais recentes obrigam-nos a questionar essa ideia.

Segundo o Relatório da Democracia 2026, do V-Dem Institute, o nível de democracia vivido pelo cidadão médio mundial regressou a valores semelhantes aos de 1978. O relatório conclui que, nesta perspetiva, os avanços globais associados à chamada “terceira vaga de democratização” foram, em grande medida, revertidos.
Estes dados falam da democracia. Mas deixam-nos uma pergunta mais ampla:

𝐐𝐮𝐞 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐞𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞𝐫𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐢𝐫 𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐚𝐩𝐞𝐥 𝐭𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐧𝐞𝐥𝐚?

Num tempo marcado pela polarização, por conflitos e pela dificuldade de diálogo entre diferentes perspetivas, criar espaços de encontro e reflexão pode parecer um gesto pequeno. Talvez não seja.

É também para isso que existe a Tertúlia Humanista: um encontro informal e aberto para conversar sobre o ser humano, a sociedade e o mundo que estamos a construir.

Não é preciso conhecer o Humanismo Universalista. Nem pensar da mesma maneira. Basta trazer perguntas, curiosidade e vontade de conversar.

📍28 de agosto | 21h30 | Bar da Casa da Música, Porto

👨‍👩‍👧‍👧 Participação livre



Fonte: V-Dem Institute, Democracy Report 2026.

E vem aí mais uma edição do acampamento humanista de verão, em Parques de Estudio y Reflexión Miño / Estudo e Reflexão M...
12/08/2026

E vem aí mais uma edição do acampamento humanista de verão, em Parques de Estudio y Reflexión Miño / Estudo e Reflexão Minho, na Póvoa de Lanhoso!...
São três dias de momentos distensos e inspiradores, com tempos para caminhar e contemplar, conversar e refletir, mergulhar e rir, modelar e planificar, além de comer, dormir e sonhar, realimentando o propósito que pôs em marcha este projeto de transformação pessoal e social, com vista à construção da Nação Humana Universal.

O SIM E O NÃO DOS POVOS Nesta data recordamos uma das maiores tragédias da humanidade: o lançamento da bomba atómica sob...
07/08/2026

O SIM E O NÃO DOS POVOS

Nesta data recordamos uma das maiores tragédias da humanidade: o lançamento da bomba atómica sobre a cidade de Hiroxima em 1945, a que se seguiu, três dias depois, nova bomba nuclear, desta feita sobre Nagasáqui, levando, por fim, à rendição do Japão na 2ª Guerra Mundial.

As bombas arrasaram ambas as cidades, aniquilaram milhares de vidas civis e destruíram inúmeros edifícios, deixando um rasto de destruição nunca visto até então. O horror foi de tal magnitude que, pese embora os inúmeros conflitos armados que se sucederam até hoje, mais ninguém teve a ousadia de recorrer ao uso dessa munição.
E, contudo, depois da distensão que encerrou a guerra fria, a humanidade volta a enfrentar-se com uma retórica belicista e uma escalada armamentista que ameaçam elevar o risco de um confronto nuclear. As potências político-militares disputam a hegemonia planetária, a nível global ou regional, colocando mesmo em xeque velhas alianças ou alinhamentos ideológicos para prosseguirem em especial os seus “interesses nacionais”. Neste quadro, as relações internacionais tendem a ser moldadas pela força, deixando em crise o multilateralismo promovido pelas instituições internacionais.

Trata-se de um cenário propenso a um conflito de larga escala, em que o armamento disponível é suficiente para destruir várias vezes o planeta, extinguindo seres vivos em massa. Por isso, nesta situação, elevamos a voz para dizer “nunca mais!”, para apelar à resolução pacífica dos conflitos, para promover a justiça e a reconciliação entre os povos. A guerra é um fenómeno cultural, não é uma tendência natural. E pese embora as diferenças pessoais e culturais que nos enriquecem, a humanidade é só uma, partilhando um destino comum.

Hoje, duas direções mentais lutam por assumir o controlo da vida humana. Cabe a todos e a cada um de nós decidir se queremos acrescentar dor ao sofrimento ou superar o mesmo, se queremos repetir os erros do passado violento ou construir um futuro diferente. A memória trágica e dolorosa de Hiroxima e Nagasáqui ajudam-nos a escolher.

Centro Português de Estudos Humanistas
Porto, 6 de agosto de 2026


𝐑𝐞𝐥𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐋𝐚𝐛𝐨𝐫𝐚𝐢𝐬, 𝟐.ª 𝐄𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨𝐎 𝐦𝐮𝐧𝐝𝐨 𝐝𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 𝐧𝐨 𝐬𝐞́𝐜𝐮𝐥𝐨 𝐗𝐗𝐈: 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐨 𝐞 𝐚 𝐝𝐢𝐠𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐚A primeira ed...
27/07/2026

𝐑𝐞𝐥𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐋𝐚𝐛𝐨𝐫𝐚𝐢𝐬, 𝟐.ª 𝐄𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨
𝐎 𝐦𝐮𝐧𝐝𝐨 𝐝𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 𝐧𝐨 𝐬𝐞́𝐜𝐮𝐥𝐨 𝐗𝐗𝐈: 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐨 𝐞 𝐚 𝐝𝐢𝐠𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐚

A primeira edição desta tertúlia revelou a atualidade e a importância do tema. A riqueza das diferentes perspetivas, as questões levantadas e o interesse dos participantes levaram-nos a promover uma segunda sessão, dando continuidade ao diálogo.

Num tempo marcado pela inteligência artificial, pela automatização, por novas formas de organização do trabalho e por profundas mudanças económicas e sociais, importa refletir sobre uma questão essencial: como conciliar o progresso com a dignidade humana?

Nesta tertúlia voltaremos a debater temas como:
* os princípios que devem orientar as relações laborais;
* os direitos e deveres de trabalhadores e entidades empregadoras;
* o impacto das novas tecnologias no trabalho;
* o papel das organizações na construção de ambientes mais humanos;
* os desafios que se colocam ao futuro do trabalho.

Mais do que procurar respostas definitivas, pretendemos criar um espaço de reflexão, diálogo e partilha de diferentes experiências e pontos de vista.

📅 01 de agosto
🕤 21h30
📍 Bar da Casa da Música, Porto

Junte-se a esta conversa.

O CPEH associa-se à celebração do 15º aniversário do Parques de Estudio y Reflexión Miño / Estudo e Reflexão MinhoOs Par...
24/06/2026

O CPEH associa-se à celebração do 15º aniversário do Parques de Estudio y Reflexión Miño / Estudo e Reflexão Minho

Os Parques de Estudo e Reflexão são locais dedicados ao estudo e reflexão sobre o ser humano e as suas possibilidades evolutivas, à compreensão da raiz do sofrimento e das formas de o superar. São também lugares de encontro e irradiação de uma nova espiritualidade que rejeita toda a forma de violência e discriminação e que apela à dimensão sagrada da mente humana para encontrar liberdade e sentido.

𝐂𝐎𝐍𝐕𝐈𝐓𝐄 | 𝐓𝐞𝐫𝐭𝐮́𝐥𝐢𝐚 | 26 Jun |𝐑𝐞𝐥𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐋𝐚𝐛𝐨𝐫𝐚𝐢𝐬 - 𝐨 𝐦𝐮𝐧𝐝𝐨 𝐝𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 𝐧𝐨 𝐬𝐞́𝐜𝐮𝐥𝐨 𝐗𝐗𝐈: 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐨 𝐞 𝐚 𝐝𝐢𝐠𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 ...
20/06/2026

𝐂𝐎𝐍𝐕𝐈𝐓𝐄 | 𝐓𝐞𝐫𝐭𝐮́𝐥𝐢𝐚 | 26 Jun |

𝐑𝐞𝐥𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐋𝐚𝐛𝐨𝐫𝐚𝐢𝐬 - 𝐨 𝐦𝐮𝐧𝐝𝐨 𝐝𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 𝐧𝐨 𝐬𝐞́𝐜𝐮𝐥𝐨 𝐗𝐗𝐈: 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐨 𝐞 𝐚 𝐝𝐢𝐠𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐚

O século XXI tem sido marcado por profundas transformações no mundo do trabalho, impulsionadas pela globalização, pela revolução digital e pela crescente automatização dos processos produtivos. Estas mudanças têm alterado significativamente as relações laborais, exigindo uma reflexão crítica sobre o papel do trabalho na vida humana e sobre a necessidade de conciliar o progresso económico com a dignidade da pessoa.

Tradicionalmente, o trabalho tem sido entendido não apenas como uma atividade económica, mas também como um elemento fundamental para a realização pessoal, a integração social e a construção da identidade dos indivíduos. Contudo, as dinâmicas contemporâneas do mercado de trabalho tendem, por vezes, a privilegiar critérios de eficiência, produtividade e competitividade em detrimento das necessidades humanas. Esta realidade levanta importantes questões éticas sobre a forma como as sociedades organizam o trabalho e distribuem os seus benefícios.

Face ao exposto, nesta tertúlia propomo-nos conversar sobre os princípios em que devem assentar as relações laborais, qual o estatuto do trabalhador e quais as condições de trabalho que o mesmo deve ter. No fundo, trata-se de debater como pode o desenvolvimento económico e tecnológico ser humanamente sustentável.

📅 26 JUN
🕤 21h30
⛩️ Café Ponto de Encontro, Rua da Alegria, Porto

Debate e reflexão.

18/06/2026
10/06/2026

DIA INTERNACIONAL DO DIÁLOGO ENTRE CIVILIZAÇÕES

Em junho de 2024, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a resolução A/RES/78/286, por proposta da China aprovada por unanimidade, declarando o dia 10 de junho como o Dia Internacional do Diálogo entre Civilizações.

Como resulta do respetivo texto, a resolução defende o respeito pela diversidade das civilizações e destaca «o papel crucial do diálogo» entre elas para a manutenção da paz mundial, a promoção do desenvolvimento comum, a melhoria do bem-estar humano e a obtenção do progresso coletivo, realçando ainda que todas as conquistas civilizacionais são «o património coletivo da humanidade».

Apesar da intenção positiva que impulsionou esta resolução, não é fácil definir em que consiste uma civilização, tendo já sido propostas diversas classificações. Por um lado, num sentido mais corrente, “civilização” indica o ato ou efeito de civilizar, assim como o estado de adiantamento e cultura social, e ainda o progresso nas artes, nas ciências, nos costumes, etc. de um povo . Porém, também pode ser entendida como o conjunto dos sinais próprios da vida cultural e material de uma sociedade humana, especialmente quando esse conjunto é levado a um grau de extrema evolução .

Certo é que o termo civilização, a par de cultura, foi alvo de teorizações diversas ao longo do tempo, como foram os casos da teoria positiva, da marxista, da psicanalista, da evolucionista e da idealista ou espiritualista, conduzindo a diferentes entendimentos sobre o mesmo .

Em qualquer caso, assinalar o Dia Internacional do Diálogo entre Civilizações implica aceitar a coexistência de civilizações diversas e a necessidade de um intercâmbio cultural entre as mesmas, num quadro de respeito recíproco, que permita o seu enriquecimento mútuo e o progresso da humanidade como um todo. Esta ideia está, portanto, nos antípodas de uma conceção linear da História que afirma a existência de uma civilização única, em função do seu maior progresso económico e tecnológico, e que lhe atribui uma “missão civilizadora” em relação a todos os outros povos e culturas, alegadamente bárbaros ou atrasados, legitimando formas de colonialismo ou outras formas de dominação.

Hoje, sem prejuízo da diversidade cultural subsistente, pode falar-se de uma civilização planetária nascente, resultante do desenvolvimento das tecnologias de comunicação e transporte que aproximou os diferentes povos em tempo real, mundializando a problemática humana. Essa condição singular abre as portas a uma nova etapa histórica, apesar dos sinais regressivos do presente e das prováveis crises futuras, que poderá deixar para trás o passado violento das civilizações que conhecemos e dar corpo às melhores aspirações humanas. Nesse sentido, a civilização futura deve ser construída com o melhor de cada cultura, entendido como património coletivo da humanidade. Essa deve ser, portanto, a meta do diálogo entre civilizações que se celebra neste dia.

Luis Filipe Guerra
[email protected]

Nações Unidas

Diferentes perspetivas para um bem comum. Que conversa participada e enriquecedora!Até breve.
29/05/2026

Diferentes perspetivas para um bem comum.

Que conversa participada e enriquecedora!

Até breve.

25/05/2026

NÃO-VIOLÊNCIA . uma atitude . uma aprendizagem
curso gratuito

Módulo 2. NÃO-DISCRIMINAÇÃO
6 de junho 2026 | 16:00 -19:00

O preconceito, a raiz da discriminação, modelos sociais, a regra de ouro, "ver o humano no outro".

Cada módulo é independente.

Local: Rua de Cedofeita, 455, 1º sala 10

Inscrição e informações: [email protected]
https://convergenciaportugal.my.canva.site

Endereço

Rua De Cedofeita, Nº 455/1º, Sala 10
Porto
4050-181

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