13/01/2021
1 ano de Bazarov: 12 livros publicados.
Censo, Ensaísmo, A Tempestade, Um Apartamento em Urano, Os Fantasmas, A Lua, As Planícies, Uma Coisa Elementar, Deserto Sonoro, Teoria das Cordas, Rio, Uma História Natural do Vento.
Jesse Ball, Brian Dillon, Vladimir Sorokin, Paul B. Preciado, César Aira, Joachim Kalka, Gerald Murnane, Eliot Weinberger, Valeria Luiselli, David Foster Wallace, Esther Kinsky, Lyall Watson.
Se é de balanço que falamos, e como disse algures: aos optimistas, os resultados deram razão. Também aos pessimistas, os resultados deram razão. Há muitos resultados.
Publicámos muito. E muito menos do que quereríamos publicar.
Vendemos pouco. Porém, dadas as circunstâncias, vendemos muito.
Encheram-nos de orgulho as mensagens que recebemos de leitores, escritores, editores e livreiros, bem como a atenção que alguma comunicação social nos dispensou. Ao mesmo tempo, ficámos ofendidos pela que não recebemos.
Os nossos livros foram caíndo aos pares, como os dentes da avó.
Perdemos em leilão o livro do Ocean Vuong, que a Relógio d´Água acabou por publicar.
Recusámos comprar os direitos da Louise Glück, ainda esta não era Nobel.
Andamos há meses a tentar William Gass e Tonino Guerra.
No primeiro 2021, tão breve quanto desconfinado, faremos assim:
As Redacções de Fritz Kocher e Outras Histórias, Robert Walser.
Temporada de Furacões, Fernanda Melchor.
Artforum, César Aira.
Ensaios, Lydia Davis.
Fantasmas de Pássaros, Eliot Weinberger.
A Amante de Wittengstein, David Markson.
Espólio Literário em Vida, Robert Musil.
Diz-me Como Termina, Valeria Luiselli.
Doces Dias de Disciplina, Fleur Jaeggy.
Breve História do Infinito, Paolo Zellini.
O segundo 2021 ainda é matéria de dúvida, como a matéria da nossa forma.
Obrigado ao Guilherme, ao Andrew, aos tradutores, aos revisores, aos livreiros e aos leitores.
Ricardo.