09/09/2026
Na Assembleia da República, durante o debate da moção de censura apresentada pelo Chega, P*P, CDS-PP e Governo trocaram críticas sobre o custo de vida, a imigração e a atuação do executivo. Paulo Raimundo, secretário-geral do P*P, afirmou que o Governo merece censura devido ao aumento do custo de vida e questionou Luís Montenegro sobre o motivo de o Estado não usar a participação na Galp para influenciar os preços dos combustíveis. Criticou ainda o Chega por, segundo disse, ignorar temas como salários, pensões, combustíveis e saúde.
O P*P vai abster-se na votação da moção. Pela bancada do CDS-PP, Paulo Núncio acusou o Chega de fazer apenas “fogacho” político e defendeu as políticas da AD, destacando medidas sobre imigração, pensões, militares, forças de segurança e educação. Comparou ainda o número de moções de censura do Chega com as do P*P. Em resposta, Luís Montenegro disse que o Chega “fala, fala, fala, mas não constrói nada” e acusou o partido de se limitar à “espuma do número político”.
Sobre o custo de vida, o primeiro-ministro referiu que o Governo tem adotado medidas extraordinárias para apoiar as famílias e anunciou um novo suplemento extraordinário para pensionistas e uma nova redução do IRS até ao sexto escalão.