A rebeliao

A rebeliao jornal revolucionário, panfletário e cultural Página Revolucionária e Anti- Capitalista.

06/11/2025

João Marcelino, diretor do Diário de Notícias, de Lisboa, considera que “é o maior escândalo financeiro da história de Portugal. Nunca antes houve um roubo desta dimensão, “tapado” por uma nacionalização que já custou 2.400 milhões de euros delapidados algures entre gestores de fortunas privadas em Gibraltar, empresas do Brasil, offshores de Porto Rico, um oportuno banco de Cabo Verde e a voracidade de uma parte da classe política portuguesa que se aproveitou desta vergonha criada por figuras importantes daquilo que foi o cavaquismo na sua fase executiva”.

O diretor do DN conclui afirmando que este escândalo “é o exemplo máximo da promiscuidade dos decisores políticos e económicos portugueses nos últimos 20 anos e o emblema maior deste terceiro auxílio financeiro internacional em 35 anos de democracia. Justifica plenamente a pergunta que muitos portugueses fazem: se isto é assim à vista de todos, o que não irá por aí?”

O BPN foi criado em 1993 com a fusão das sociedades financeiras Soserfin e Norcrédito e era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que compreendia um universo de empresas transparentes e respeitando todos os requisitos legais, e mais de 90 nebulosas sociedades offshores sediadas em distantes paraísos fiscais como o BPN Cayman, que possibilitava fuga aos impostos e negociatas.
BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando "colocações" para ex-ministros e secretários de Estado
sociais-democratas. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco.

O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva e que deve ser mesmo bom (até para fazer falcatruas é preciso talento!), entrou na política em 1992 com quarenta contos e agora tem mais de 400 milhões de euros.
Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho.
Apesar desta constelação de bem pagos gestores, o BPN faliu. Em 2008, quando as coisas já cheiravam a esturro, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do XI Governo de Cavaco Silva e que denunciou os crimes financeiros cometidos pelas gestões anteriores.
O resto da história é mais ou menos conhecido e terminou com o colapso do BPN, sua posterior nacionalização e descoberta de um prejuízo de 1,8 mil milhões de euros, que os contribuintes tiveram que suportar.

QUE ACONTECEU AO DINHEIRO DO PBN? Foi aplicado em bons e em maus negócios, multiplicou-se em muitas operações “suspeitas” que geraram lucros e que Oliveira e Costa dividiu generosamente pelos seus homens de confiança em prémios, ordenados, comissões e empréstimos bancários.
Não seria o primeiro nem o último banco a falir, mas o governo de Sócrates decidiu intervir e o BPN passou a fazer parte da Caixa Geral de Depósitos, um banco estatal liderado por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, lado a lado com Norberto Rosa, ex-secretário de estado de Cavaco e também hoje na CGD.
Outtro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN e também está acusado pela polícia brasileira do assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. Em 2001 comprou a EMKA, uma das
offshores do banco por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.

Em 31 de julho, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, por 40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN.

O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é o mais famoso pensionista de Portugal devido à reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD.

O Estado português queria inicialmente 180 milhões de euros pelo BPN, mas o BIC acaba por pagar 40 milhões (menos que a cláusula de rescisão de qualquer craque da bola) e os contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros no banco, além dos 2,4 mil milhões que já lá foram enterrados. O governo suportará também os encargos dos despedimentos de mais de metade dos actuais 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros).

As relações de Cavaco Silva com antigos dirigentes do BPN foram muito criticadas pelos seus oponentes durante a última campanha das eleições presidenciais. Cavaco Silva defendeu-se dizendo que apenas tinha sido primeiro-ministro de um governo de que faziam parte alguns dos envolvidos neste escândalo. Mas os responsáveis pela maior fraude de sempre em Portugal não foram apenas colaboradores políticos do presidente, tiveram também negócios com ele.

Cavaco Silva também beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência.

Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros.

Por outro lado, Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor patrimonial da vivenda é de apenas 199. 469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada em 1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.

Para alguns portugueses são muitas coincidências e alguns mais divertidos consideram que Oliveira e Costa deve ser mesmo bom economista(!!!): Num ano fez as acções de Cavaco e da filha quase triplicarem de valor e, como tal, poderá ser o ministro das Finanças (!!??) certo para salvar Portugal na actual crise económica.
Quem sabe, talvez Oliveira e Costa ainda venha a ser condecorado em vez de ir parar à prisão.... pelo ANDARDAR DA CARRUGEM JÁ NAO NOS ADMIRA !!!!!!

O julgamento do caso BPN já começou, mas os jornais pouco têm falado nisso. Há 15 arguidos, acusados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal, mas nem sequer se sentam no banco dos réus.

Os acusados pediram dispensa de estarem presentes em tribunal e o Ministério Público DEFERIU OS PEDIDOS ( HAJA DEUS ... !!). Se tivessem roubado 900 euros, o mais certo era estarem atrás das grades, deram descaminho a nove biliões e é um problema político.

Nos EUA, Bernard Madoff, autor de uma fraude de 65 biliões de dólares, já está a cumprir 150 anos de prisão, mas os 15 responsáveis pela falência do BPN estão a ser julgados por juízes "condescendentes", vão apanhar talvez pena suspensa e ficam com o produto do roubo, já que puseram todos os bens em nome dos filhos e netos ou pertencentes a empresas sediadas em paraísos fiscais.

Oliveira e Costa colocou as suas propriedades e contas bancárias em NOME DA MULHER .... de quem entretanto se divorciou após 42 anos de casamento. Se estivéssemos nos EUA, provavelmente a senhora teria de devolver o dinheiro que o marido ganhou em operações ilegais, mas no Portugal dos brandos costumes talvez isso não aconteça.

Dias Loureiro também não tem bens em seu nome. Tem uma fortuna de 400 milhões de euros e o valor máximo das suas contas bancárias são apenas cinco mil euros.

Não há dúvida que os protagonistas da fraude do BPN foram meticulosos, preveniram eventuais consequências e seguiram a regra de Brecht:
“MELHOR DO QUE ROUBAR UM BANCO É FUNDAR UM"

25/10/2024

É mesmo ridículo e atrasado mental esse deputedo fascista Pedro Pinto do Chega, logo secundado pelo chefe André Ventura. Esses gajos, a polícia e o governo Montenegro não têm noção de que estão a incendiar ainda mais o que já está a arder em Lisboa. Esses gajos não têm qualquer noção do poder do caos e da desordem e dos catilinas não oficiais. O assassinato de Odair está a ser vingado. Mas não é só isso. É a grande revolta dos jovens marginalizados e do luppenproletariado. Marx e Bakukine estão vivos, principalmente este. Lembrem-se das lições de França. Camaradas, o poder policial e o poder do Estado está em causa. Camaradas, a revolução pode estar em marcha. É isso que os imbecis do Marcelo e do Montenegro e o sistema em geral temem...

LISBOA A ARDER. O PAÍS A ARDER. SEREIAS NO BARRACUDA. SEXTA, 25, 23H.
23/10/2024

LISBOA A ARDER. O PAÍS A ARDER. SEREIAS NO BARRACUDA. SEXTA, 25, 23H.

21/10/2024

Face ao controle e à vigilância cada vez mais acentuados exercidos pela megamáquina, pela sociedade capitalista actual e pelos seus polícias, as formas de pensar e os comportamentos tendem a uniformizar-se e a liberdade pessoal corre riscos de desaparecer.
Liberdade ou morte!, bem podemos gritar. E a liberdade torna-se, mais do que nunca, a escolha da vida.
Nunca o regresso às artes, à poesia, à música de combate, aos ofícios, mesmo à produção artesanal, ao "homem primitivo", dionisíaco, foi tão urgente. Produzamos menos e consumamos menos. Abandonemos o capitalismo industrial. Salvemos a Humanidade e a Mãe-Terra. Percamos o medo, deixemos os políticos, os tecnocratas, os capitalistas e os senhores dos comp**adores na m***a, abandonemos o modo de vida actual, pensemos por nós próprios, cooperemos, partilhemos as coisas e as decisões, revoltemo-nos contra os cães e os vendilhões, fiquemos menos dependentes do digital, construamos a verdadeira cidade, a verdadeira democracia, sejamos todos reis.

20/10/2024

A revolução. A "Técnica do Golpe de Estado". Curzio Malaparte. Trotsky. Antonoff-Ovseienko. Blanqui. Che. Otelo. A guerrilha. Um punhado de homens e mulheres armados. Tomar a televisão e os pontos-chave do Estado. Tomar as redes sociais. Prender os políticos e os capitalistas. Neutralizar a polícia. Acabar com o modo de produção capitalista. Criar o Mundo Novo e o Homem Novo. Acabar com a escravidão e a miséria. Conquistar o Paraíso.

18/10/2024

Marx e Engels defendem uma literatura revolucionária, acompanhada de realismo social, desdenhando da utopia. Embora Engels louve Fourier e o exaltamento do s**o e do prazer, nós, poetas revolucionários, não podemos concordar com esse desprezo pelos utopistas. Daí estarmos mais na linha de Jim Morrison, Jesus Cristo, Henry Miller, Allen Ginsberg, André Bréton, Artaud, Antero de Quental, Mário de Cesariny, João César Monteiro, Alberto Pimenta, Guy Debord, Raoul Vaneigem, Marcuse, Zapata, Pancho Villa, Che Guevara, Marcos, Tolstoi, Rosa Luxemburgo ou Bakunine. Daí sermos contra toda a espécie de rigidez, controle ou comité central. Daí sermos espíritos livres como Nietzsche ou Rimbaud.

18/10/2024

Afinal, Pedro Nuno Santos é um grande murcão. Vai viabilizar o orçamento do fascista-liberal Luís Montenegro, com medo de perder as eleições. Tanto paleio, tanto paleio, para nada. Afinal, Pedro Nuno não é melhor do que o corrupto António Costa, agora com tacho no Conselho Europeu. Também, no fundo, o que esperar de um P"S" capitalista. Unamo-nos e organizemo-nos, camaradas. Façamos a p**a da revolução!

15/10/2024

Ultimamente, tenho lido "Marx e Engels como Historiadores da Literatura", de George Lukacs, e relido "Eu, Cláudio, Imperador" de Robert Graves. Contrariamente ao que defendem os críticos do marxismo, Marx e Engels debruçaram-se sobre todos os domínios da vida e, particularmente, sobre a literatura. É notória a atenção dispensada a Goethe, Shakespeare, Shelley, Byron e a poetas revolucionários, hoje pouco lembrados, como o grande incendiário Freiligrath. Por isso, é completamente erróneo associar o marxismo ao economicismo.
É também por isso que hoje se abrem grandes perspectivas no domínio da poesia revolucionária, da filosofia, da sociologia e da praxis marxista e anarquista. Nunca o Mundo e o Homem estiveram tão miseráveis e caóticos, mesmo que se dance até às 7 da manhã no "Barracuda".
Nunca os poderes quiseram controlar e vigiar tanto porque, no fundo, temem o apocalipse e a derrocada final. Mas esta m***a vai estoirar toda! Ou os povos de todas as cores acordam de vez e se levantam contra o Império EUA/Israel/Comissão Europeia ou temos a destruição total com a guerra nuclear e a destruição brutal provocada pelas alterações climáticas! Os russos e os chineses já estão a perder a paciência. Em França e na América Latina, a revolução floresce, com Evo Morales, com Mélenchon, com Maduro, com Lula, com Gustavo Petro. E os yankees sempre a tentar sabotar as eleições, a fomentar golpes de Estado ou tentativas fascistas. No pasaran. Te juro, Mi Comandante. No pasaran.

13/10/2024

A poesia, a arte e a literatura não têm que estar sempre ao serviço da revolução. No entanto, e especialmente em tempos apocalípticos como estes, é importante que os poetas, os artistas e os escritores não produzam meras lamechices que só servem os poderes, e que despertem as pessoas, pondo tudo em causa, questionando sempre, provocando, agitando, pegando fogo ao mundo. Os poetas vadios devem agir em nome da vida, do amor, do gozo, da sabedoria, da liberdade e da revolução. Só assim, e unidos, derrotaremos o fascismo-capitalismo.

09/10/2024

Já enviei o livro para o Noé. O 19º. "O Poeta Underground Passeia-se pela Cidade com Dioniso e Jim Morrison". Sai em Dezembro. É obra. É legado. Já deixo algo ao Mundo. Contudo, quero continuar. Há os Sereias e há uma revolução por cumprir. Quando falo da revolução, não falo de delírios nem de quimeras. Falo de viver o mundo e o país, de combater incessantemente os cães e os vendilhões, de destruir para construir, como Bakunine, de procurar a vida plena e o Super-Homem, como Nietzsche, Jim Morrison ou Henry Miller, de g***r com esta m***a toda, com os merceeiros e os homens pequenos, de buscar o Graal e a Mulher Eterna, de pensar, pensar e pensar. CAMARADAS, ESTAMOS MESMO ÀS PORTAS DO PARAÍSO.

08/10/2024

Estava eu, ontem, posto em sossego, ao balcão da "Dolores", quando um homenzinho, um reles fornecedor, desatou a disparar contra aqueles "malandros que recebem o Rendimento Mínimo", "aqueles que passam o dia nos cafés a beber e não querem trabalhar", enquanto que o maioral é o grande trabalhador do Chega, o grande orgulho da Pátria. Pois, que trabalhe! Que trabalhe 24 horas por dia e com as pernas acorrentadas! Que vá trabalhar como escravo para o Antigo Egipto ou para a Roma Antiga para ver o que é bom!
Além do mais, os Cheganos que se ponham a pau, já que as FP-25 estão a ser reactivadas e vão tirar o pio a todos esses cabrões, a começar pelo machado e pelo ventura. Eheheh...Alea Jacta Est.

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