01/05/2023
E cá estou de novo, arrumando as malas pra mais um voo, mais uma partida, mais uma despedida.
Há quem diga que a gente se acostuma. Não , não eu. Eu não me acostumo ao adeus.
Enquanto faço as malas, organizo além de roupas , pensamentos e sentimentos e vejo quais ainda devem comigo seguir.
Minha mala cabe tudo, menos a relativização das saudades e desprezo da distância.
Quando estudava, acreditava que era a história , a literatura e não a geografia a fonte das minhas lágrimas…
As despedidas ainda não são corriqueiras pra mim.
Voltemos à mala. Arruma ali, pra mais um par de sandálias, aperta daqui pra mais um vestido de verão, estica pra caberem mais umas havaianas e quando vejo , já desceram algumas lágrimas pra hidratar essa mala tão árida.
Assim é a vida do emigrado, do expatriado, uma montanha de tralhas que tentam esconder o maquilhar os sentimentos que os acompanham e as infinitas saudades que dão a tônica de seu dia a dia .
Minha mala não é diferente. O que mais há nela são saudades…
Mas, é hora de partir. Há outras vidas à minha espera e há propósitos e ambições maiores no porvir.
Fecho a mala que não tardo a embarcar.
Agora, levanto o rosto pra não rolar mais nenhuma lágrima. Abraço minha mãe , meu pai, meus sobrinhos, avô, irmão, cunhada, tia… agora, parto com o coração recarregado de boa energia, amor e alegria de poder ter reencontrado os que mais têm amor por mim e os que mais amo.
É hora de recomeçar o ciclo. Vamos! Vai valer a pena!
O melhor está por vir!