07/06/2026
Nesta entrevista ao Correio do Ribatejo, Luís Mira fala da raiz ribatejana da feira, da sua dimensão nacional, da ligação à FERSANT e da importância de juntar toda a fileira no mesmo espaço. Mas alarga o olhar ao estado da agricultura portuguesa, criticando a resposta do Governo ao aumento dos combustíveis e fertilizantes, os apoios insuficientes aos prejuízos causados pelas tempestades, a lentidão da Política Agrícola Comum, a falta de execução dos planos para a água e os bloqueios que dificultam a renovação geracional.
“A agricultura portuguesa está forte e pujante”, afirma, mas avisa que os agricultores estão a produzir num contexto de custos elevados, concorrência desigual e falta de respostas públicas. Sobre a guerra no Irão, é claro: “A natureza não espera nem pela guerra, nem pelas decisões do Governo.” E, olhando para a próxima década, não tem dúvidas de que o futuro passará por uma agricultura “mais tecnológica, mais evoluída e mais exportadora”, desde que o país execute aquilo que promete.
A Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo regressa ao CNEMA, em Santarém, até 14 de Junho, com os pequenos frutos como tema central, naves cheias e expositores recusados por falta de espaço.