24/01/2026
Crónica da SMS Perdida (ou: Quando a Imaginação Trabalha em Horário Extra)
Consta que, num local de trabalho perfeitamente normal, uma colega decidiu que os canais oficiais eram… aborrecidos. Afinal, para quê usar o telefone da empresa quando se pode animar o dia com uma SMS enviada para o número pessoal de um colega casado? Profissionalismo é relativo, não é verdade?
O detalhe curioso é que o telefone pessoal não vive sozinho. Ele coabita com uma esposa atenta, que ao deparar-se com mensagens de um número misterioso — não registado, não identificado, não convidado — resolveu fazer algo absolutamente revolucionário: esclarecer a situação.
Com educação, calma e zero dramatismo, a esposa ligou para o tal número e pediu algo ousado, quase subversivo:
— “Pode, por favor, usar o contacto profissional? O número pessoal causa incómodo.”
Aqui entra o elemento mais fascinante da história: a tradução criativa.
O pedido cordial passou, num passe de mágica, a “ameaça”.
A chamada educada tornou-se “ataque”.
E a simples colocação de limites virou caso para o supervisor.
Felizmente, vivemos na era da tecnologia, onde chamadas podem ser gravadas. O que nos leva à conclusão inevitável:
ou a esposa domina uma arte invisível de ameaçar sem ameaçar…
ou alguém ficou profundamente ofendido por ter sido gentilmente lembrado de que números pessoais não são convites românticos nem extensões da fantasia.
No fim, percebe-se que há pessoas que interpretam tudo mal:
– a simpatia vira flirt,
– o profissional vira pessoal,
– e um “por favor use o número da empresa” vira um atentado à honra.
Moral da história?
Quando a rejeição dói, a imaginação trabalha horas extra.
E, pelos vistos, algumas colegas não confundem só números de telefone… confundem também limites, contexto e realidade
Agora peço que comecem os julgamentos por favor, siga para os comentários qual a sua opinião??? É assim tão errado da parte da esposa????