10/09/2026
NOTA DO DIRETOR
A força da Imprensa Local
É salutar, daí o título desta minha Nota, verificar que muitas das preocupações que se exprimem em Cidade de Tomar merecem reflexão por parte dos poderes Públicos Locais. Preocupações que se entendem, designadamente em artigos de opinião e nestas minhas notas.
Refiro, particularmente, o início de limpeza do leito do Rio Nabão no troço citadino. Coincidência, ou não, eis que fomos confrontados com o desassoreamento em curso no troço ente o Açude dos Frades e o Flecheiro.
Todavia, mantenho a preocupação na necessidade de limpeza no troço que torneja o Mouchão. Acredito que lá se chegará e que o açude que faz mover a emblemática roda do Mouchão, ela mesmo fruto de limpeza, que aplaudo, será levantado ou, pelo menos, os intervalos entre os prumos de suporte serão, igualmente, limpos. Estamos, pois, todos de parabéns.
Todavia, outras preocupações levanto - as das razões da aquisição do edifício junto ao Largo do Pelourinho onde esteve instalado o Tribunal de Trabalho e o início de alienação da participação da Câmara na Escola Profissional.
A razão da minha preocupação assenta na pouca informação transmitida sobre a razão de tais decisões. Lembro que o exercício de disponibilidade de dinheiros públicos, neste caso municipais, é um acto de relevante sensibilidade.
É que os dinheiros públicos são de toda a comunidade tomarense, administrados pelo executivo municipal e, como tal, mesmo um cêntimo carece de explicação. Para mim, não basta, nestes casos, as explicações em sede de reunião camarária, mesmo que transmitidas pela rádio. Útil será uma explicação pública para a comunidade ter noção do destino e razão das mesmas decisões.
Na verdade, preocupação tenho sobre a futura utilização do edifício do Largo do Pelourinho, os custos da recuperação do edifício, entre outras. Quanto à Escola Profissional, a decisão levará à sua extinção?
Ponderou-se, estando no início o ano lectivo, ser esta a melhor altura para a decisão assumida? E o futuro dos alunos?
Naturalmente, explicações de fundamento haverá, o que aguardo. Bem como aguardo, face ao silêncio gritante, a intervenção de André Camponês no próximo dia 25 de Setembro, nas Jornadas Europeias do Património. Talvez ela, a intervenção, me sossegue sobre a FESTA e a sua classificação como Património Imaterial. Porque a Festa merece.
O diretor,
António Cândido Lopes Madureira