28/12/2025
Luís Filipe Menezes reage à posição dos vereadores do PS sobre a suspensão do passe mensal +65
POUCA SENSATEZ
POUCA VERGONHA
Hoje o lider da oposição municipal resolveu regressar à mentira compulsiva.
Desta vez para afirmar que a Câmara tinha terminado com a subsidiação de passes de transportes para idosos.
Mentira, tão mais grave, quanto já foi amplamente explicado que em Fevereiro será lançado um plano global de apoio sociais, em que os transportes estarão incluídos.
Com uma diferença, com aposta em os maximizar os direitos dos socioeconicamente mais débeis.
Justiça social, conceito mal compreendido pela maioria que esteve empenhada, 12 anos, em destruir o Município e semear o caos irreversível.
A mentira é tão mais grave, por se tornar repetida, compulsiva, acompanhada de falta de humildade para pedir desculpa por mentir ou por ter a incompetência de prometer o que nunca se poderia oferecer.
Na campanha eleitoral, vimos esse candidato entrar na sua sede de campanha, de braço dado com um cidadão, disfarçado de anónimo, explicando-lhe como ia pavimentar as estradas esventradas por mais de uma década de abandono: explicou através das redes sociais “vou pavimentar o concelho, com 20 milhões de euros do novo concurso dos parquímetros e o restante com o aumento da taxa de turismo”.
Ora, chegados à gestão municipal ficou à vista a triste realidade: os parquímetros já haviam sido concessionados pelo anterior executivo, com extremosa “generosidade” “só” ate 2040!
Será que por esta “mentira” o líder da oposição já pediu desculpa, já explicou se foi mais uma mentira ou um lapso tradutor da incapacidade de quem não tinha condições para nortear o futuro de Gaia?
Nada disso, o orgulho da arrogância de que se julgado o de uma comunidade não tem limites. Até agora só “ouvimos” silêncio, omissão, conivência com um passado de incompetência e ilegalidade, e contínua atração pelo disparate.
O líder da oposição, que terminada a tentativa fracassada de continuar a gestão do caos, foi-se albergar onde sempre andou desde o início da sua carreira: um cargo partidário, aliás irrelevante, como aconteceu desde que começou a sua vida de trabalho como assessor do Governo Civil.
Teria dado um bom exemplo à trabalhadora comunidade Gaiense se tivesse optado por ir trabalhar a sério, num emprego a sério, numa empresa criadora de riqueza.
Mas não, é muito mais fácil, continuar pelo caminho fácil da benesse pública de partido.
Talvez por isso ainda não fez “mea culpa” por nunca se ter demarcado da maioria autárquica mais acusada e condenada pelos tribunais da história do Portugal democrático.
Por ter 12 anos sem reparar uma estrada, sem abrir uma via municipal estruturante, sem reparar uma escola, sem manter os equipamentos desportivos, construindo a pior rede de transportes rodoviários urbanos do País, deixando uma trintena de urbanizações sociais a degradarem
-se, sem pregar um prego no interior e sul do concelho, abandonando o Centro Histórico à insegurança e degradação, deixando em deterioração acelerada a costa de mar.
E veremos o que certamente perdurará perante o resultado às ilegalidades e má gestão das empresas municipais e publicitação de repetidas decisões danosas na gestão municipal: do famoso concurso de 510 milhões para recolha de lixo, até às sondagens partidárias pagas ao partido dominante, do terreno municipal de hectares cedido a 60 euros por mês, aos gastos faraónicos em refeições e viagens.
Era sensata a parcimónia de um período de nojo, perante tal inultrapassável peso da história, mas há quem não tenha remédio.
A actual maioria irá cumprindo os seus objetivos, arrastando com o peso de uma herança irresponsável, mas nunca deixando de denunciar tudo o que de desastroso vai encontrado debaixo do tapete.