08/07/2026
EXTRA! EXTRA!
Ex-embaixador de Trump diz que Casa Branca errou cálculo sobre o Brasil!
A decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, ganhou um novo componente: críticas vindas de um diplomata americano que conhece de perto tanto o governo de Donald Trump quanto o Brasil.
James Story, que atuou como principal representante diplomático dos Estados Unidos para a Venezuela durante o primeiro mandato de Trump e também exerceu funções diplomáticas no Brasil, avaliou que Washington cometeu um erro de cálculo ao adotar a medida contra a representante brasileira.
Em entrevista ao Valor, Story afirmou haver uma interpretação fundamentalmente equivocada sobre o Brasil e sua política dentro do governo americano, particularmente na Casa Branca.
Na avaliação do ex-embaixador, a pressão exercida sobre Brasília provavelmente não produzirá os objetivos pretendidos por Washington.
A revogação do visto de Maria Luiza Ribeiro Viotti ocorreu em meio ao agravamento do impasse diplomático entre os dois países.
O governo Trump reagiu à demora brasileira em conceder o agrément ao indicado americano para comandar a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília e a divergências envolvendo vistos de outros diplomatas americanos.
O episódio elevou a tensão entre duas das maiores democracias do continente e transformou uma disputa diplomática em mais um ponto sensível da relação entre Donald Trump e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As declarações de Story ganham peso justamente por partirem de um diplomata americano que trabalhou para a primeira administração Trump e possui experiência direta no Brasil.
Opinião do Editor:
Quando a diplomacia dá lugar à pressão pública, o risco é transformar divergências administráveis em crises desnecessárias.
E é particularmente significativo que o alerta, desta vez, não venha de Brasília, mas de um diplomata americano que conhece o Brasil e serviu durante o primeiro governo Trump.
James Story levanta uma questão que Washington deveria considerar: o Brasil não responde necessariamente à pressão externa da maneira esperada por quem a exerce.
Pelo contrário, medidas percebidas como interferência ou intimidação podem fortalecer posições internas e reduzir ainda mais o espaço para negociação.
Estados Unidos e Brasil possuem uma relação histórica grande demais para ser conduzida por gestos de retaliação. Divergências existirão.
O papel da diplomacia é impedir que elas se transformem em confrontos maiores.
Marcello Malcher - Publisher/Editor
The Brazilian Post - O Primeiro Jornal Brasileiro de Notícias em AI, no Mundo!