08/15/2026
Há dimensões que simplesmente nos ultrapassam. Lugares que não visitamos apenas, lugares que nos encontram. E, para mim, encontrar Bali foi encontrar um dos maiores céus que a vida me poderia oferecer neste caminho que chamamos de existência.
Passam-se semanas, passam-se dias, e ainda me encontro mergulhada naquela nostalgia bonita e quase inexplicável de tudo o que vivi na Indonésia. Porque sinto que ali não criei memórias… algumas delas já estavam escritas, à minha espera, muito antes de eu sequer saber que existiam.
Bali, esta pequena ilha iluminada, preencheu espaços em mim, quando me sentia mais vazia.
Curou-me de formas que talvez nunca consiga explicar. E a gratidão que sinto pela humanidade que encontrei naquele lugar será, provavelmente, uma daquelas coisas que o coração sente, mas as palavras nunca conseguem traduzir por inteiro.
Há poucas semanas, voltei a lembrar-me, pela terceira vez, de um senhor chamado Puk Madu.
Um homem simples, de uma bondade imensa, que esperou por mim com a maior esperança dele, enquanto eu procurava um ATM para conseguir pagar-lhe.
Poderia ter pensado que eu era apenas mais uma pessoa que prometia voltar e nunca voltava,como tantas outras.
Mas ele esperou.🤍
E, no meio daquela simplicidade, deixou-me uma das frases mais bonitas que já ouvi:
"Não importa se venderei hoje. Tenho um pôr do sol lindo todos os dias à minha espera."
E talvez ele nunca saiba o tamanho daquilo que me ensinou naquele instante.
Porque existem pessoas que cruzam o nosso caminho durante poucos minutos, mas permanecem na nossa alma para sempre.
E tudo o que conseguia pedir ao Universo é simples:
Que o Puk Madu esteja bem.
Que esteja saudável.
Que continue a contemplar os seus pôr do sol.
E que a vida lhe devolva, multiplicada, toda a bondade que um dia ofereceu a uma desconhecida.
Ontem encontrei-o pela lente de .shortcuts
Hoje, quando aquele momento regressa em flashes à minha memória, o meu coração aperta-se e os meus olhos enchem-se de emoção.
Talvez seja isto que Bali deixou em mim.
A certeza de que algumas viagens não terminam quando regressamos para casa.
Elas continuam a viver dentro de