06/12/2026
Dois (2) agentes da polícia da guarda fronteiras são acusados sob o processo nº 561 de terem morto a pancada e dolosamente o senhor Eugênio Kai de de 64 anos no município do Soyo, província do Zaire.
Fonte : nsisareflexoes.org
O acto bárbaro aconteceu, depois que um mototaxista que por medo de represália decidiu ser identificado somente por Pety, trabalhador do senhor Eugênio Kai, dirigia-se em direcção à povoação Kikuilo no município do Soyo, no passado domingo 7 de junho e nas imediações no Cemitério do Kianganga Mavacala, foi interpelado por dois homens armados trajados a civil e temendo que fossem marginais, não parou e dirigiu-se no posto policial do Nvuandembo.
Mesmo após ter informado aos agentes em serviço do sucedido, minutos depois, os mesmos apareceram no local e após terem manipulado a arma, com medo que fosse morto, o jovem abandonou a moto e meteu-se em fuga na mata.
Os supostos marginais, afinal são agentes da polícia e após se terem identifacado aos seus colegas do posto do Nvuandembo, retiraram a moto do jovem e levavam-na em direção a unidade no Soyo.
Fontes locais informaram a redação da NSISA REFLEXÕES que, agentes identificados por Estevão Tchilembo e Domingos Daniel Ecombo, mesmo não estando em serviço, fazem operações regulares naquele troço com o fito de estorquir dinheiro dos mtototaxistas e pedestres.
Logo, que os mesmos decidiram levar a moto do jovem, uma pessoa anônima que conhecia o proprietário, fez uma ligação ao seu filho de nome Manuel Kai, a informar que o meio do seu pai tinha sido apreendido por agentes da polícia e que estavam em direção ao bairro Kikuilo. O jovem Manuel, de imediato como também é mototaxista, foi ao encontro deles de acordo a informação que lhe foi passada e como a via de mobilidade é a única naquelas localidades, passados alguns minutos, depararam-se no bairro Soba e pediu aos agentes que conversassem, no entanto os agentes pediam um valor exobritante para fazerem a devolução da mototorizada.
O jovem por não dispor do valor socilitado pelos agentes da polícia, houve troca de palavras entre ambos e os agentes começaram agredí-lo fisicamente na via pública.
Como antes de partir ao encontro dos agentes da polícia o jovem Manuel Kai havia informado aos familiares sobre apreensão da moto do pai, o senhor Eugênio Kai ao tomar conhecimento, também fez-se ao caminho e após ter chegado no bairro Soba, encontrou o seu filho a ser espancado por dois agentes, todavia interveio e o filho aproveitando-se da presença do pai, meteu-se em fuga.
40 minutos depois, o senhor Eugênio Kai ligou aos filhos a informar que havia sido também espancado, estava extremanente aflito que precisava de socorro urgente.
Os filhos a caminho, encontraram o corpo do seu pai estendido na rua nas imediações da Produção no bairro Pangala e os agentes puseram-se em fuga.
Prontamente, os filhos levaram o pai ao hospital central do Soyo, após terem chegado no banco de urgência, os medicos informaram que o senhor já se encontrava morto.
Fontes locais do bairro Pangala informaram a NSISA REFLEXÕES, enquanto os agentes Estevão Tchilembo e Domingos Daniel Ecombo espancavam o senhor Eugênio Kai, a população tentou intervir, mas os mesmos fizeram tiros para dispersar quem ousasse salvar a vida do malogrado.
No dia seguinte, segunda-feira, 8 de junho dirigiram-se ao comando da policia de guarda fronteiras e o comandante muncipal de nome António José TPC Tozé, defendia que o senhor não foi morto pelos seus efectivos e embora terem sido identificados pelo Jovem Manuel Kai , também espancado pelos mesmos, mas o seu chefe em defesa dizia que, havia testemunhas que foram lá confirmar a sua inocência e alegou que já contrataram os advogados para defender os seus homicidas.
Os agentes do SIC após terem se deslocado ao local do crime, identificaram que o tipo de bala encontrado, é usado somente por agentes da PIR e polícia da guarda fronteiras, e logo depois o comandante António José TPC Tozé também enviou o chefe das operações no mesmo local para confirmar as informações.
Fontes junto da policia de guarda fronteiras no Soyo, fizeram saber que a defesa do António José TPC Tozé, deve-se ao medo que sente , porque o mesmo é apontado como suposto barão de esquemas de extorsão e provavelmente, teme que os agentes o exponham durante as declarações junto do SIC e/ou polícia militar.
Ainda na terça-feira dia 9 de junho, os familiares foram ao Tribunal Militar para fazer uma queixa-crime e após ter interposto a exposição do sucedido, imediatamente, enviaram os efectivos para deter os homicidas que estavam apenas detido não nas celas , mas na sala de espera junto do SIC .
A família elogia a dispobilidade e a sensibilidade dos agentes da Tribunal Militar que rapidamente detiveram e puseram os supostos homicidas na cadeia.
A família e a população do Soyo lamentam a forma bárbara e desumana como o senhor Eugênio Kai foi morto e exigem justiça por parte das instituições afins .