Cine Trama

Directions Website

Cine Trama CineTrama é cinema com alma. Críticas autorais, reflexões provocativas e dicas certeiras de filmes e séries. Nada de hype vazio — aqui, a trama importa.

Vídeos, ensaios e conteúdo que mergulha fundo na sétima arte.

Alucinação tinha tudo para ser uma série antológica.Os dois primeiros episódios são cheios de vida, luz e inquietação. H...
09/21/2026

Alucinação tinha tudo para ser uma série antológica.

Os dois primeiros episódios são cheios de vida, luz e inquietação. Há força, personalidade e uma pulsação muito bonita ali. E uma das grandes surpresas, para mim, foi Caian Zattar, que segura muito bem o Belchior jovem sem cair na caricatura.

Mas quem mais me pegou foi Luiz Carlos Vasconcelos. Ele faz um Belchior mais maduro de uma forma muito bonita, quase sempre deixando o silêncio falar. Tem olhar, tem peso, tem busca. É como se o personagem estivesse o tempo inteiro tentando arrancar do vazio alguma resposta para o seu porquê.

Achei linda a atuação dele.

Consegui perceber claramente o que os criadores queriam fazer: menos uma biografia convencional e mais um poema sobre identidade, inquietação e ausência.

Só que, para mim, a série perde força nos dois episódios finais.

A energia diminui, a montagem já não sustenta o mesmo impacto e a execução parece menor do que a ambição do projeto. F**a a sensação de que faltou fôlego justamente quando a obra mais precisava dele.

E é uma pena, porque Alucinação tem muita coisa boa.

No fim, ficou para mim como um belo poema, necessário, sensível, mas que se aguou um pouco perto da reta final.

Ainda assim, vale a pena conferir.

E depois faça uma coisa ainda mais importante: escute Belchior.

E você, assistiu Alucinação? Curtiu até o fim ou também sentiu essa queda nos episódios finais? Comenta aí. E segue o Cinetrama para mais cinema, séries e resenhas sem enrolação.

Cara, que série boa é Emergência 53.Me pegou muito pelo ritmo. Tem uma energia diferente, sabe? A série corre quando pre...
09/18/2026

Cara, que série boa é Emergência 53.

Me pegou muito pelo ritmo. Tem uma energia diferente, sabe? A série corre quando precisa correr, mas também sabe parar nos momentos certos. E isso faz muita diferença.

O elenco está muito afinado, as subtramas funcionam de verdade e nada parece jogado só para preencher episódio. Existe vida ali. Existe tensão, humanidade e conflito.

O que mais gostei é que Emergência 53 consegue abordar temas sociais de um jeito orgânico, sem parecer discurso. Tudo entra dentro da história, dentro dos personagens, dentro do caos daquele universo.

E talvez seja isso que deixe a série tão forte: em meio à urgência, ao barulho, ao cansaço e à pressão, ela nunca esquece das pessoas.

Gostei muito mesmo.

5 estrelas sem pensar duas vezes.

Sérieça.

E você, já assistiu Emergência 53? Quero saber se ela te pegou tanto quanto me pegou. Comenta aí o que achou — e, se curte cinema e séries além do óbvio, segue o Cinetrama porque sempre tem dica boa por aqui. 🎬

Eddie não virou outra pessoa. E talvez seja exatamente isso que torne sua transformação tão boa.Na 2ª temporada de Magna...
09/15/2026

Eddie não virou outra pessoa. E talvez seja exatamente isso que torne sua transformação tão boa.

Na 2ª temporada de Magnatas do Crime, o que Guy Ritchie faz com Eddie é bem mais interessante do que simplesmente transformar um aristocrata em criminoso.

As qualidades estavam todas ali desde o início.

Sangue-frio.
Disciplina.
Inteligência.
Leitura de ambiente.
Capacidade de tomar decisões sob pressão.

Na primeira temporada, tudo isso servia para ele sobreviver ao jogo.

Agora começa a servir para outra coisa:

controlá-lo.

E existe uma diferença enorme entre alguém que aprende a jogar porque precisa… e alguém que começa a descobrir que gosta de jogar.

Foi aí que comecei a enxergar uma espécie de eco de Michael Corleone.

Não como cópia.

Como princípio dramático.

O homem aparentemente relutante diante do poder descobre, aos poucos, que talvez tenha sido construído exatamente para exercê-lo.

E Susie torna tudo ainda mais interessante porque ela não existe simplesmente para “humanizar” Eddie.

Os dois parecem cada vez mais duas forças que se reconhecem.

Isso é romance?

Parceria?

Ambição?

Ou duas pessoas descobrindo que funcionam perigosamente bem juntas?

🎬 Passe os slides e me diga uma coisa:

a transformação do Eddie funcionou para você ou a série foi longe demais com o personagem?

Quero muito ler outras interpretações.

CINETRAMA — cinema, séries e personagens que valem a conversa.

Coyote vs. Acme é um filmaço.E o mais impressionante é que ele poderia facilmente ser só uma brincadeira nostálgica com ...
09/08/2026

Coyote vs. Acme é um filmaço.

E o mais impressionante é que ele poderia facilmente ser só uma brincadeira nostálgica com os Looney Tunes. Não é. Tem roteiro, ritmo, personalidade e, por baixo da maluquice, uma quantidade absurda de coisas sendo discutidas.

É ágil pra ca**te, engraçado, sarcástico e muito bem amarrado. Em nenhum momento tive aquela sensação de “aqui perdeu a mão” ou “isso não fechou”. Tudo entra na hora certa e sai antes de cansar.

Tem filme de tribunal, buddy movie, sátira corporativa, amizade, exploração do trabalho, fracasso, dignidade e propósito.

E aí entra o Coiote.

Um personagem que conhecemos há décadas justamente pelo fracasso. Ele tenta, se arrebenta, levanta e tenta de novo. Só que o filme faz uma pergunta simples e brilhante: e se alguém resolvesse olhar para tudo aquilo não apenas como piada?

A brincadeira muda.

Tem algo quase existencial nisso. O Coiote passa a vida perseguindo uma coisa que nunca alcança. E o advogado, cada um à sua maneira, também está preso ao próprio fracasso.

Dois sujeitos tentando descobrir se ainda existe algum sentido em continuar.

E tem ainda uma bela cusparada no mundo corporativo. A ACME vira símbolo dessa estrutura que vende, explora, lucra, descarta e transforma responsabilidade em burocracia.

E o melhor: o filme faz isso rindo.

Com bigorna. Com dinamite. Com John Cena completamente entregue ao absurdo.

O roteiro nunca para para dizer como é inteligente. Ele simplesmente é.

E existe uma ironia maravilhosa nisso tudo: um filme sobre um personagem considerado descartável por uma corporação quase foi descartado por uma corporação.

Só o Coiote mesmo para sobreviver até a isso.

Roteiraço. Belo filme.

Saudades, Te Amo é daqueles filmes que parecem pequenos por fora e imensos por dentro.Há uma verdadeira usina de dores f...
09/07/2026

Saudades, Te Amo é daqueles filmes que parecem pequenos por fora e imensos por dentro.

Há uma verdadeira usina de dores funcionando entre seus personagens: luto, ressentimento, culpa, abandono, afeto mal resolvido, palavras que chegaram tarde demais e outras que nunca chegaram. E o mais bonito é que o filme não tenta transformar tudo isso em grandes discursos. A dor aparece nos silêncios, nos gestos, no constrangimento de dividir um espaço com alguém que também está emocionalmente despedaçado.

Allison Janney e Andrew Rannells são extraordinários justamente porque nunca parecem estar “interpretando sofrimento”. Eles simplesmente carregam vidas inteiras no rosto. Os dois personagens se aproximam a partir de circunstâncias dolorosas, mas o roteiro tem inteligência suficiente para não reduzir essa relação a uma fórmula de cura. Eles se machucam, se estranham, se revelam e, pouco a pouco, percebemos que às vezes duas pessoas se encontram justamente porque reconhecem no outro alguma versão de sua própria solidão.

E existe Tyler.

Talvez uma das grandes sacadas do roteiro seja construir um personagem tão importante sem precisar colocá-lo diante de nós. Conhecemos Tyler pelo espaço que ele deixou, pelas consequências de suas escolhas, pelas lembranças, pelos ressentimentos e pelo amor que outras pessoas ainda depositam nele. Sua ausência ganha corpo. Ele se torna quase uma presença fantasmática dentro da narrativa.

Isso é roteiro de verdade: quando sabemos quem alguém é não porque o filme nos explicou, mas porque conseguimos enxergá-lo através das feridas que deixou nos outros.

E talvez seja justamente sobre isso que Saudades, Te Amo fale com tanta delicadeza: sobre pessoas que continuam habitando nossa vida mesmo quando não estão mais ali — por morte, distância, escolhas ou incapacidade de permanecer.

Há filmes sobre perder alguém.

Este também é sobre o que fazemos com aquilo que permanece depois da perda.

Belo filme. Roteiraço. E emocionalmente devastador sem jamais precisar levantar a voz.

🎬 DICA DE FILME: O GUERREIRO SILENCIOSO — VALHALLA RISINGSe você gosta de filmes que não entregam tudo mastigado e prefe...
08/29/2026

🎬 DICA DE FILME: O GUERREIRO SILENCIOSO — VALHALLA RISING

Se você gosta de filmes que não entregam tudo mastigado e preferem provocar sensações, pensamentos e interpretações, anote esta dica.

Em O Guerreiro Silencioso, Mads Mikkelsen interpreta One-Eye, um guerreiro mudo, escravizado e obrigado a participar de lutas até a morte. Depois de conseguir escapar, ele segue viagem ao lado de um menino e se junta a um grupo de cristãos que pretende chegar à Terra Santa. Mas a travessia os conduz a um lugar desconhecido — e o que parecia uma aventura viking se transforma em uma jornada sombria sobre fé, violência, fanatismo, destino e morte.

Dirigido por Nicolas Winding Refn, o mesmo diretor de Drive, o filme tem poucos diálogos, ritmo contemplativo, paisagens hipnóticas e explosões repentinas de violência. Aqui, a brutalidade não está a serviço da ação: ela faz parte de uma experiência quase espiritual.

É como assistir a um poema brutal, melancólico e existencialista. Um daqueles filmes que não terminam quando os créditos aparecem — continuam ecoando dentro da gente.

Não espere uma aventura viking convencional. Entre no filme disposto a sentir, interpretar e pensar.

★★★★ 4/5

Você já assistiu a Valhalla Rising? Gosta desse tipo de cinema mais contemplativo e simbólico? Conta aí nos comentários e salve esta dica para assistir depois.

CinemaCult CinemaExistencial CinetRama

Precisando rir até a barriga doer hoje? 🎤🥃Se você está cansado de rolar o catálogo e não achar nada, preparei uma lista ...
08/27/2026

Precisando rir até a barriga doer hoje? 🎤🥃

Se você está cansado de rolar o catálogo e não achar nada, preparei uma lista com 5 especiais de Stand-Up Comedy na Netflix que são verdadeiras aulas de roteiro e timing cômico. Tem de tudo: da lenda Chris Rock dissecando a cultura atual, passando pelo humor limpo genial do Nate Bargatze, até o Afonso Padilha transformando os perrengues dos anos 90 em puro ouro.

Arrasta pro lado no carrossel para conferir os 5 indicados! 👉

Qual desses especiais você já assistiu? Faltou algum gênio da comédia que merecia estar na parte 2? Conta pra mim aqui nos comentários! 👇

📌 Já salva esse post para garantir as risadas do fim de semana e segue o para mais dicas certeiras e sem enrolação!

Once (Mais uma Vez) não é apenas um filme sobre música. É uma história sobre encontros improváveis, sonhos interrompidos...
07/29/2026

Once (Mais uma Vez) não é apenas um filme sobre música. É uma história sobre encontros improváveis, sonhos interrompidos, sentimentos que não encontram palavras e canções que dizem tudo aquilo que seus personagens não conseguem confessar.

Foi através desse filme delicado, simples e profundamente humano que muitos de nós conhecemos Glen Hansard. Em cena, ele não parecia interpretar um músico: parecia apenas abrir o coração diante da câmera. Sua voz intensa, sua vulnerabilidade e sua química inesquecível com Markéta Irglová transformaram uma pequena produção irlandesa em uma obra capaz de atravessar gerações.

Glen deixou sua marca por meio de uma interpretação belíssima e de músicas que se tornaram parte da vida de quem assistiu ao filme. “Falling Slowly”, vencedora do Oscar de Melhor Canção Original, talvez seja o maior símbolo desse legado: uma música sobre reconhecer no outro a possibilidade de recomeçar, mesmo quando a vida parece já ter seguido adiante.

Hoje, o cinema e a música se despedem de um artista raro. Glen Hansard morreu aos 56 anos, vítima de um acidente de motocicleta, deixando uma obra marcada pela honestidade, pela sensibilidade e por uma forma profundamente humana de transformar sentimentos em música.

Para quem ama Once, porém, ele continuará naquele instante eterno: parado em uma rua, com um violão nas mãos, cantando como se aquela música fosse a única coisa capaz de mantê-lo de pé.

Descanse em paz, Glen Hansard.

1970 — 2026

Você acha que viu tudo na 2ª temporada de Sandman? E se eu te disser que o detalhe mais genial da série não está na tela...
07/25/2026

Você acha que viu tudo na 2ª temporada de Sandman? E se eu te disser que o detalhe mais genial da série não está na tela, mas sim escondido no que você escuta? 🤫🎧

A adaptação da obra de Neil Gaiman fez algo que poucas produções têm coragem de fazer: o som em Sandman não apenas acompanha a narrativa, ele conduz a história direto para o seu inconsciente.

Desde a construção milenar e não-humana da voz de Morpheus, até o silêncio absoluto que grita na tela ou a tensão invisível no episódio do John Dee. Existe uma verdadeira "engenharia dos sonhos" trabalhando para ditar exatamente quando você deve sentir medo, quando deve se emocionar e quando deve prender a respiração.

No vídeo novo, eu fiz um mergulho profundo nessa "matemática do impacto". Falei sobre os sound designers, a inversão de expectativa e até sobre o "The Beam", o instrumento bizarro usado para criar a textura do Sonhar.

🔗 O vídeo completo já está no ar! O link está na minha BIO.

Corre lá, assiste e depois volta aqui nos comentários para me dizer: quando você assistiu Sandman, você ouviu o som ou ele passou por você sem que percebesse? 👇

Carnaval combina com... cinema de qualidade! 🎭🎬Se o seu bloco preferido é o "Unidos do Streaming", preparei uma lista es...
02/12/2026

Carnaval combina com... cinema de qualidade! 🎭🎬

Se o seu bloco preferido é o "Unidos do Streaming", preparei uma lista especial para o com 5 filmes que fogem do óbvio e garantem entretenimento de alto nível.

Do existencialismo da Pixar à tensão na neve com Liam Neeson, tem opção para todo tipo de "mood":

1️⃣ Nosso Amigo Extraordinário (Netflix): Para quem quer sorrir com uma amizade improvável.
2️⃣ Soul (Disney+): Para quem quer refletir sobre o propósito da vida.
3️⃣ Bumblebee (Paramount+): Aventura com coração para ver com a família (ou sozinho!).
4️⃣ Um Banho de Vida (Prime Video): Comédia francesa imperdível sobre redescobrir a alegria.
5️⃣ A Perseguição (HBO Max): Um thriller de sobrevivência que vai te prender no sofá.

💬 E aí, qual desses você já viu ou vai colocar na lista? Me conta aqui!

Address

New York, NY

Alerts

Be the first to know and let us send you an email when Cine Trama posts news and promotions. Your email address will not be used for any other purpose, and you can unsubscribe at any time.

Shortcuts

Share