03/12/2026
Previsul e Caixa Econômica.
Mentoria e consultoria, para mim, nunca foram sobre resolver problema fácil. Projeto simples, básico, previsível, deixa para o pessoal do arroz com feijão. O que sempre me moveu foram desafios complexos. Desafios que parecem impossíveis para quase todo mundo. Eu quero. Estava lecionando na FGV em Porto Alegre e dois alunos irmãos chegaram e disseram: "Professor, estamos com um desafio enorme. Precisamos transformar uma marca com quase 100 anos em uma nova marca. Não é só mudar nome ou logotipo. É fazer a transição completa de cultura, gente, posicionamento, comunicação com o mercado e criar estratégias inovadoras de marketing. E acreditamos que o senhor é a pessoa certa para isso." Depois veio a pergunta: "O senhor pode conversar com meu pai, que é o presidente?" Eu disse: posso. Fui conversar com ele. Um grande empresário. Um nome que merece respeito. Com respeito e em memória de Ernesto Pedroso. 💙 E bastaram 30 minutos. Trinta minutos de conversa olhando no olho. Confiança quase de pai para filho. Impressionante. O contrato estava fechado. E ali começou uma das transições de marca mais marcantes da minha trajetória. Pegamos uma empresa centenária no Sul do Brasil, com desgaste de imagem, marca desvalorizada e baixa conexão com o mercado, e participamos da construção de uma nova identidade: Previsul. Tenho orgulho real de ter feito parte dessa criação. Inclusive da lógica conceitual da marca, da linha de proteção e do símbolo do guarda-chuva, que representava exatamente aquilo que o mercado precisava perceber: segurança, proximidade e confiança. A marca depois evoluiu, foi remodelada, ganhou novas camadas. Mas a espinha dorsal da comunicação continuou coerente. E isso não acontece por acaso. Fizemos uma transformação que não ficou apenas no design. Entramos em cultura organizacional. Treinamento presencial. Reposicionamento de equipe. Comunicação interna e externa. Ações em campo de futebol. Campanhas promocionais numa época, 2009, em que quase ninguém falava em mobilidade, e nós já trabalhávamos ativações via SMS com a torcida. Foi pegar uma empresa tradicional, pesada, antiga em sua leitura de mercado, e reconstruir relevância sem destruir sua história. Isso é consultoria de verdade. Por isso eu sempre digo: Professor Peruzzo não foi feito para projeto pequeno. Meu trabalho sempre esteve nos cenários em que o risco era alto, a pressão era real e a entrega precisava ser extraordinária. Legado se faz. E eu fiz. Eu faço. Claro, se deixarem e não morrerem de medo de expor o lado ruim e podre do seu negócio. Eu não ensino teoria vazia. Eu ensino o que vivi. O que construí. O que entreguei. Se você quer aprender com quem realmente sabe falar porque sabe fazer, o próximo passo está aberto. Workshop CBO — Chief Brain Officer 1, 2 e 3 de maio Inscrições abertas Turma limitada a 75 pessoas Restam apenas 13 vagas https://chiefbrainofficer.com.br/