25/05/2026
25/05/2026
“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra.” Mateus 5:38-39
Pensamento: O famoso “lex talionis” ou lei de retaliação estabelecia o conceito da reciprocidade do crime e da punição. A perda de um olho seria punido com a perda do olho do culpado. Nas Escrituras, esta lei (Lv 24:19-20) visava coibir a retribuição e inibir a vingança.
Não era que o culpado seria sempre obrigado a pagar com perda igual. A punição podia ser menor. Mas, a vítima não podia exceder o que ela havia originalmente sofrido ou perdido.
Como Gandhi observou, se a lei fosse realmente aplicada em pouco tempo todo mundo estaria cego e sem dentes. Nos dias de Jesus a recompensa monetária havia substituído em boa parte a aplicação da “lex talionis”. No entanto, Jesus mostrou uma justiça superior, que visa não a reparação de danos ou a restauração de bens matérias, mas, a reparação de relacionamentos quebrados e a restauração de almas perdidas.
Quando somos injustiçados, quando alguém tira vantagem, como é que nos sentimos? Impotentes, indefesos, sem controle. E, quando nós nos vingamos, quando conseguimos “dar o troco”, uma das coisas que tentamos ter de volta é a sensação de que temos alguma força, que temos controle, que nós também podemos mandar na situação.
Quanto vale um objeto quebrado ou um bem danificado em comparação a uma alma perdida? Jesus não está mandando que seus discípulos se submetam cegamente a agressões, mas ele está nos proibindo de revidar, de nos vingar. Pedro (Atos 5:29) e Paulo (Atos 16:37; 22:25; 25:8–12) nem sempre se submetiam passivamente a ameaças ou agressões.
Entretanto, há situações em que será melhor perder ou sofrer do que buscar nossos “direitos”. Jesus está nos apontando para uma reação alternativa que pode surpreender e começar a mudar quem nos ofendeu ou nos machucou. Quem sabe esta mudança alcance não só os que nos ofend